quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

MAIS DEMOCRACIA


Cleidson Silveira deixou um comentário sobre a postagem "DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS*":

Bom, olhando o passado nefasto do Brasil durante a ditadura militar, esse discurso fervoroso e ao mesmo tempo ardiloso e embusteiro do General Paulo Chagas, pode convencer a muitos desinformados, mas a mim e a muitos outros, não. Que o Brasil está longe de ser um país o qual sonhamos, o qual desejamos, isso nós já sabemos, porém, não esqueçamos do passado sombrio que pairou durante os 21 anos da ditadura militar. O excelentíssimo General, parece ter esquecido-se do fiasco que foi a administração militar a frente do nosso país com esse moralismo capenga e completamente obrepticioso. Mas vamos aos fatos...

O general fala de liberdade, e ainda debocha. Que liberdade? Só pode ser piada né General, mas eu respondo ao senhor...aquela liberdade que não tínhamos em todos os aspectos na ditadura militar General, lembra-se!?

O general fala de corrupção, mas quem são os militares para tratar desta matéria, lembremos!

O marechal Castello Branco (1964-1967) prometeu dar ampla divulgação às provas de corrupção do regime anterior por meio de um “livro branco da corrupção” – promessa nunca cumprida, certamente porque seria preciso admitir o envolvimento de militares nos episódios relatados. Desde o início o regime militar fracassou no combate à corrupção, o que se deve em grande parte a uma visão estritamente moral da corrupção. Os resultados da moralidade privada dos generais foram insignificantes para a vida pública do país. O regime militar conviveu tanto com os corruptos, e com sua disposição de fazer parte do governo, quanto com a face mais exibida da corrupção, que compôs a lista dos grandes escândalos de ladroagem da ditadura. Entre muitos outros estão a operação Capemi (Caixa de Pecúlio dos Militares), que ganhou concorrência suspeita para a exploração de madeira no Pará, e os desvios de verba na construção da ponte Rio–Niterói e da Rodovia Transamazônica. Castello Branco descobriu depressa que esconjurar a corrupção era fácil; prender corrupto era outra conversa: “o problema mais grave do Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”. Para agir contra a corrupção e dar conta da moralidade pública, os militares trabalharam tanto com a natureza ditatorial do regime como com a vantagem fornecida pela legislação punitiva em seu favor. Deu em nada. Desde 1968 até 1978, quando foi extinta pelo general Geisel, a CGI mancou das duas pernas. Seus integrantes alimentaram a arrogante certeza de que podiam impedir qualquer forma de rapinagem do dinheiro público, através da mera intimidação, convocando os cidadãos tidos como larápios potenciais para esclarecimentos.
A CGI atribuiu-se ainda a megalomaníaca tarefa de transformar o combate à corrupção numa rede nacional, atuando ao mesmo tempo como um tribunal administrativo especial e como uma agência de investigação e informação. Acabou submergindo na própria mediocridade, enredada em uma área de atuação muito ampla que incluía investigar, por exemplo, o atraso dos salários das professoras municipais de São José do Mipibu, no Rio Grande do Norte; a compra de adubo superfaturado pela Secretaria de Agricultura de Minas Gerais e as acusações de irregularidades na Federação Baiana de Futebol. Entre 1968 e 1973 os integrantes da comissão produziram cerca de 1.153 processos. Desse conjunto, mais de mil foram arquivados; 58 transformados em propostas de confisco de bens por enriquecimento ilícito, e 41 foram alvo de decreto presidencial.

Postado por Cleidson Silveira no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 26 de fevereiro de 2014 22:21 

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Cleidson Silveira deixou mais um comentário sobre a postagem "DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS*":

Mas o fracasso do combate à corrupção não deve ser creditado exclusivamente aos desacertos da Comissão Geral de Investigações ou à recusa de membros da nova ordem política em pagar o preço da moralidade pública. A corrupção não poupou a ditadura militar brasileira porque estava representada na própria natureza desse regime. Estava inscrita em sua estrutura de poder e no princípio de funcionamento de seu governo. Numa ditadura onde a lei degradou em arbítrio e o corpo político foi esvaziado de seu significado público, não cabia regra capaz de impedir a desmedida: havia privilégios, apropriação privada do que seria o bem público, impunidade e excessos. A corrupção se inscreve na natureza do regime militar também na sua associação com a tortura – o máximo de corrupção de nossa natureza humana. A prática da tortura política não foi fruto das ações incidentais de personalidades desequilibradas, e nessa constatação reside o escândalo e a dor. A existência da tortura não surgiu na história desse regime nem como algo que escapou ao controle, nem como efeito não controlado de uma guerra que se desenrolou apenas nos porões da ditadura, em momentos restritos. Ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, em especial entre 1969 e 1977, a tortura se tornou inseparável da corrupção. Uma se sustentava na outra. O regime militar elevou o torturador à condição de intocável: promoções convencionais, gratificações salariais e até recompensa pública foram garantidas aos integrantes do aparelho de repressão política. Caso exemplar: a concessão da Medalha do Pacificador ao delegado Sérgio Paranhos Fleury (1933-1979).
A corrupção garantiu a passagem da tortura quando esta precisou transbordar para outras áreas da atividade pública, de modo a obter cumplicidade e legitimar seus resultados. Para a tortura funcionar é preciso que na máquina judiciária existam aqueles que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é necessário encontrar gente disposta a fraudar autópsias, autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. É preciso, ainda, descobrir empresários dispostos a fornecer dotações extra-orçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior precisão e eficácia.
A corrupção quebra o princípio da confiança, o elo que permite ao cidadão se associar para interferir na vida de seu país, e ainda degrada o sentido do público. Por conta disso, nas ditaduras, a corrupção tem funcionalidade: serve para garantir a dissipação da vida pública. Nas democracias – e diante da República – seu efeito é outro: serve para dissolver os princípios políticos que sustentam as condições para o exercício da virtude do cidadão. O regime militar brasileiro fracassou no combate à corrupção por uma razão simples – só há um remédio contra a corrupção: MAIS DEMOCRACIA!

Postado por Cleidson Silveira no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 26 de fevereiro de 2014 22:23 

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Cleidson Silveira deixou mais um novo comentário sobre a postagem "DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS*":

Mas vamos continuar lavando a roupa suja General... INFLAÇÃO NO REGIME MILITAR.
No início do Regime Militar a inflação chega a 80% ao ano (governo de Jango), o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) é de apenas 1,6% ao ano e a taxa de investimentos é quase nula. Diante desse quadro, o governo adota uma política recessiva e monetarista, consolidada no Programa de Ação Econômica do Governo (Paeg), elaborado pelos ministros da Fazenda, Roberto de Oliveira Campos e Octávio Gouvêa de Bulhões. Seus objetivos são sanear a economia e baixar a inflação para 10% ao ano, criar condições para que o PNB cresça 6% ao ano, equilibrar o balanço de pagamentos e diminuir as desigualdades regionais. Parte desses objetivos é alcançada. No entanto, em 1983, a inflação ultrapassa os 200% e a dívida externa supera os US$ 90 bilhões, ou seja, a fantástica administração militar deixou o país extremamente pior do que quando desferiu o golpe. Concentração de renda – Em 1979, apenas 4% da população economicamente ativa do Rio de Janeiro e São Paulo ganha acima de dez salários mínimos. A maioria, 40%, recebe até três salários mínimos. Além disso, o valor real do salário mínimo cai drasticamente. Em 1959, um trabalhador que ganhasse salário mínimo precisava trabalhar 65 horas para comprar os alimentos necessários à sua família. No final da década de 70 o número de horas necessárias passa para 153. No campo, a maior parte dos trabalhadores não recebem sequer o salário mínimo.
Crescimento da miséria – Os indicadores de qualidade de vida da população despencam. A mortalidade infantil no Estado de São Paulo, o mais rico do país, salta de 70 por mil nascidos vivos em 1964 para 91,7 por mil em 1971. No mesmo ano, registra-se a existência de 600 mil menores abandonados na Grande São Paulo. Em 1972, de 3.950 municípios do país, apenas 2.638 têm abastecimento de água. Três anos depois um relatório do Banco Mundial mostra que 70 milhões de brasileiros são desnutridos, o equivalente a 65,4% da população, na época de 107 milhões de pessoas. O Brasil tem o 9º PNB do mundo, mas em desnutrição perde apenas para Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas, fantástico não é mesmo!
No final da década de 70 a inflação chega a 94,7% ao ano. Em 1980 bate em 110% e, em 1983, em 200%. Nesse ano, a dívida externa ultrapassa os US$ 90 bilhões e 90% da receita das exportações é utilizada para o pagamento dos juros da dívida. O Brasil mergulha em nova recessão e sua principal conseqüência é o desemprego. Em agosto de 1981 há 900 mil desempregados nas regiões metropolitanas do país e a situação se agrava nos anos seguintes. E VIVA A DITADURA!!!

Queridos amigos campinenses, paraibanos e brasileiros...me indigno, me revolto, me iro e muito, com muitas coisas erradas, tortas, desmanteladas, as quais constantemente temos visto, e não só isso, temos de fato, convivido. É lastimável, ridículo, mas que graças a Deus, temos pessoas que se indignam de verdade, se revoltam de verdade, isso mostra que temos capacidade de pensar e agir, de verdade. Esse ano é mais um ano eleitoral, um ano que graças a Deus e ao sangue de muitos, escolheremos mais uma vez os nossos representantes através do nosso voto. Tenho convicção, que a culpa não está nos partidos políticos, seja ele qual for, não está na política, nem mesmo nos políticos corruptos, a culpa, é única e exclusivamente NOSSA, por não darmos importância a política, por não termos o bom senso de entender e analisar propostas dos pretensos candidatos, de questioná-las. Vemos o período eleitoral de forma “festiva” e passamos de eleitores, a meros “torcedores” provincianos com paixão inflamada por este ou aquele político. Meus amigos, temos mais uma chance de escolhermos, de cobrarmos, de exigirmos o melhor para nós e nossos filhos, o melhor para o nosso país, o melhor para nossa nação. Façamos isso.

Cleidson Silveira

Postado por Cleidson Silveira no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 26 de fevereiro de 2014 22:24 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DIGNO DE PERDÃO...

"Lei é lei, justiça é justiça e nada é perfeito"

O ex- deputado Roberto Jefferson infringiu a lei.
Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi considerado culpado pelos Juízes do Supremo Tribunal Federal que o condenaram à prisão e a Polícia no cumprimento da missão que lhes cabe, conduziu o nobre ex Deputado ao presídio cumprindo a decisão judicial.
Tudo certo; não há o que reclamar.
Tudo certo, mas fica no ar uma sensação ruim de injustiça ou de ingratidão talvez; Roberto Jefferson cometeu um crime sim e nem ele nega isso, mas o beneficio que ele nos proporcionou converte o crime cometido em um mero pecadilho.
Suas informações expuseram ao mundo uma coisa monstruosa chamada Mensalão.
O Mensalão foi nada mais nada menos, que o maior escândalo de corrupção da história do Brasil ou em outras palavras, nunca se roubou tanto dinheiro público, quanto se roubou nos tempos do Mensalão.
À partir da oportuna denúncia de Roberto Jefferson, essa sangria descomunal foi interrompida, permitindo-nos ver a imensa podridão acobertada pelo PT que até então ostentava uma aura de pureza virginal.
O partido popular, construído sob a égide da decência e da honestidade, queria apenas chegar ao poder para se corromper e se esbaldar usando o poder em beneficio de toda a quadrilha, ávida de verbas públicas para patrocinar o luxo e a riqueza com os quais sempre sonharam.
Roberto Jefferson foi o divisor deste oceano de lama; após sua corajosa denúncia, a maior parte da evasão dos recursos foi interrompida e o ritmo das perdas do país diminuiu; continuam nos roubando de outras maneiras, mas o volume global diminuiu.
Roberto Jefferson merece a benevolência da lei, pois o serviço que ele prestou é infinitamente maior que o crime que cometeu.
O rigor da lei é correto e sem ele fica aberto o espaço para o descumprimento da lei, por isso não podemos criticar o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do Supremo Tribunal Federal em sua sentença determinando a prisão do ex deputado Roberto Jefferson, mas prender o grande benfeitor que feriu de morte o Mensalão, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, quiçá do mundo e deixar solto o ainda prestigiado e até reverenciado ex Presidente Lula, é uma incoerência inaceitável.
O ex Presidente Lula até agora, contrariando todos os prognósticos, se mantém afastado do Mensalão como se sabendo ou não, tendo chefiado ou não a quadrilha, não fosse ele o responsável que é.
Não sabendo e não chefiando, sua culpa aumenta quando vista pelo prisma do descontrole, inadmissível para um Chefe de Estado eleito exatamente para controlar.
Por isso surpreende o fato de que até agora, não foi possível confrontá-lo severamente para responder pelo escandaloso desvio de dinheiro público ocorrido em seu governo, sob suas barbas e ao que que tudo leva a crer, sob sua batuta.
Roberto Jefferson mostrou toda a lama em que mergulhara na pocilga de José Dirceu, Genoíno, e toda a Corja Petista, que "nunca antes na história deste país" se imaginou existir, por isso mesmo Roberto Jefferson merece a liberdade.
Seus "mais primitivos instintos" beneficiaram tanto o Brasil, que por gratidão, deveria perdoá-lo.

Isac Bispo Ramos
"Copyright 2014 Isac Bispo Ramos ©Todos os direitos reservados"





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

LUGARES DIFERENTES... MAS A HISTÓRIA É A MESMA!

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "INAÇÃO PELA NAÇÃO BRASILEIRA": 

Loja maçônica cresce em anos, declina-se em valores

Quase sequincentenária, saliente loja maçônica, ante o espírito decadente de seus mais recentes dirigentes, hábeis articuladores de vingança contra os próprios “irmãos”, é a expressão fiel da decadência, estrutura que fazem questão de manter, para sustentar o controle. Quanto menos o número de irmãos regulares e frequentando, melhor! Fechada diariamente, sem quaisquer serviços à comundade, é aberta apenas, na hora da reunião, uma vez por semana, para receber os “irmãos bodes = carneiro marrão”. Logo, logo, as portas são fechadas. Duas horas depois, são abertas para que todos saiam. Então, de novo, fecham,até oito dias depois, quando repetem o mesmo ritual. Este ritual se repete há anos, sem quaisquer mudanças de gesto. A freqüência oscila entre 9, 10, 11, às vezes 13, quando “irmãos” de uma loja de uma cidade vizinha são requisitados para fazer número. Raro iniciar alguém. Na comunidade, raro é quem queira. Os mais recentes, um ou dois, logo após as primeiras freqüências decepcionam-se, raramente retornam. Pagam para sustentar a regularidade. Regularidade é paga, basta quitar as mensalidades. Os líderes do comando, quando querem aprovar algo de seu interesse, quando querem eleger quem eles determinarem para venerável, etc., convocam os faltosos a comparecerem à Loja, os que pagam e os que não pagam também, até concedem anistia ou quitam pendências a fim de se habilitá-los à votação em qualquer pleito ou para eleger a Mesa Diretora da Loja.
A técnica é conhecida, quanto menor o número melhor para controlar nestas circunstâncias. E assim, há anos, controlam a direção da Loja para estar em consonância com tudo que for determinado pela potência à qual a unidade maçônica está subordinada. 
A sede, prédio secular de amplas dimensões está aos frangalhos. A loja não tem dinheiro para reformar absolutamente nada. A biblioteca, antes famosa, com obras maçônicas, literárias de autores de renome nacional, praticamente inexiste. Coleções de jornais, rica memória da história reportada em hebdomadários e outros meios de comunicação, coleções inteiras foram jogadas em tonéis do lixo, em alguns casos por ignorância, em outros para materializar vingança contra irmãos dirigentes de mídia destacada na comunidade. 

Loja da Gleb na Bahia 



Postado por Anônimo no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 19 de fevereiro de 2014 20:38 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MAÇONARIA UNIDA?


A MAÇONARIA ENTROU EM NÓS?


 POR: André Otávio Assis Muniz
FONTE: http://mictmr.blogspot.com/2006/07/fraternidade-manica.html


Quando se fala em Maçonaria no mundo profano, todos têm algum comentário a fazer: misteriosa, secreta, satânica, beneficente, caritativa... uns aprovam, outros reprovam, uns gostam, outros têm curiosidade e há também os indiferentes. No entanto, todos os profanos têm como verdade incontestável que os maçons são fraternos, ajudam-se entre si e se tratam como irmãos...
Correm lendas que maçom pobre não existe, que maçom nunca perde causa na justiça, que maçom nunca se aperta, pois basta fazer um "sinal secreto" e pronto! Lá estão os "irmãos" para auxiliar o apurado...
Como seria bom se essas lendas fossem reais!
Quem está do "lado de cá", sabe bem que isso é uma utopia, uma doce ilusão alimentada pelo romantismo dos que idealizam as instituições e os homens. Se analisarmos com frieza e objetividade, veremos que a realidade é bem outra, uma realidade lamentável...
Homens que chegam a se odiar, que tentam prejudicar uns aos outros de todas as formas possíveis, que se esquecem dos laços de irmandade em troca de postos, condecorações, cargos, honrarias...que muitas e muitas vezes, sabendo que um "irmão" está passando por momentos difíceis, dão risada, fingem não ter conhecimento sobre o fato, mentem
descaradamente, ludibriam, logram e prejudicam escancaradamente àqueles a quem deveriam estar unidos pelos doces laços da fraternidade e do respeito mútuo.
Um espetáculo de lamentável hipocrisia pode ser visto por ocasião daqueles discursos pomposos, carregados de termos como "Poderoso", "Amado", "Sereníssimo", "Soberano", "Especial", "Sapientíssimo" quando proferidos por verdadeiras lavadeiras e comadres que passam grande parte do seu tempo a "esfregar" a vida alheia contra as duras pedras da sarjeta, a criticar a todos quantos não reproduzam fielmente os seus pensamentos e a tentar "escalar" por sobre as cabeças para galgar mais um degrau de "glória maçônica"...
Além disso, é chocante ver como se usa, sem a menor vergonha, a retórica vazia do "irmão". É "irmão" pra cá, "irmão" pra lá, quando, na verdade, é "maldito" pra cá e "desgraçado" pra lá. Um quer ver o outro morto, estirado sobre um esquife (e não é o simbólico não) e, mesmo assim, vão levando a patifaria da "irmandade sincera", fingindo na cara-de-pau um amor regado a elogios falsos enquanto tentam expulsar o outro da Loja, envolvê-lo em uma situação constrangedora, apunhalá-lo pelas costas fingindo "dar apoio", forjando fatos mentirosos e jogando a reputação do outro no lixo sem o menor pudor.
Certas intrigas ocorridas em meios maçônicos fariam corar as mais experimentadas fofoqueiras de bairro. Usar pessoas para se atingir um objetivo pessoal nada nobre, é prática da qual muitos "irmãos" são useiros e vezeiros.
Fala-se muito em "tolerância" como se isso fosse a "virtude mor" dos maçons brasileiros. Isso é uma mentira!
O maçom brasileiro confunde tolerância com permissividade, confunde liberdade de pensamento com confusão, falta de método e libertinagem intelectual...Querem ver onde está a "tolerância à brasileira"? Basta ver os ataques velados e abertos contra o agnosticismo do Rito Moderno que os "religiosos" lançam como bomba de estilhaços, sem se importar em desrespeitar a liberdade de consciência alheia. Taxam os modernistas de "ateus", o Rito Moderno de "ímpio" e "irregular", jogando acusações esdrúxulas e sem fundamento por sobre todos aqueles que "ousaram" pensar de forma diferente...Do outro lado, os irmãos agnósticos, esquecendo-se que a maçonaria deve ser um "centro de união, e o meio de firmar uma amizade sincera entre pessoas que teriam ficado perpetuamente distanciadas", passam a atacar de forma grosseira às crenças alheias, ridicularizando tudo aquilo que é sagrado para os que creem, desrespeitando, da mesma forma, a liberdade de consciência dos teístas. Isso é tolerância?
Será tolerância reagir com um ódio mortal contra quaisquer críticas que lhe atinjam de algum modo? É tolerante mandar um Aprendiz calar a boca quando ele levanta críticas REAIS e pertinentes?
Quem ainda não viu essa cena?
Quantas e quantas discussões ferozes, causadoras de um ódio profundo entre "irmãos" não nasceram de uma crítica que machucou a vaidade de alguém?
Onde está o espírito de se fazer e ouvir críticas com uma intenção construtiva?
Tudo o que se fala é para achincalhar o outro, botá-lo em situação constrangedora na frente da Loja toda, rebaixá-lo, arrebentar com sua autoestima. Da mesma forma, toda e qualquer crítica, por menor que seja, é o bastante para cegar de raiva quem a recebeu, socar a mesa, gritar com os olhos injetados de furor, pedir o Quite Placet e amaldiçoar quem criticou "per saecula saeculorum Amém".
O irônico disso tudo é que, quando estávamos na Câmara de Reflexão, nossos olhos leram palavras como: "Lembra-te que és pó e ao pó tornarás"; "Se tens receio de que descubram teus defeitos, não estás bem entre nós"; "Se és apegado a distinções mundanas, sai; aqui não as conhecemos"...
A grande questão que se apresenta, mediante essas constatações é: Nós entramos na Maçonaria, mas terá a Maçonaria entrado em nós? Quanto de Maçom temos realmente?
Onde está o real espírito de fraternidade maçônico SE FAZEMOS DIVISÕES E DISCRIMINAÇÕES ATÉ ENTRE NÓS?
Perdeu-se na brutalidade e vulgaridade de nosso século?
Está escondido em algum templo abandonado?
Perdeu-se junto com a palavra do Mestre?
Onde estaremos nós, quando um irmão necessitar?

Reflitamos seriamente no sentido real de se vestir um avental maçônico*** OU SAIA DELA PORQUE ELA NÃO ENTROU EM VOÇE. PARE DE SER HIPOCRITA***

__._,_.___

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

“O TEMPO TEM POUCA IMPORTÂNCIA...”

Mensagem original
Estimados Irmãos. Anexo texto de minha autoria, conclamando os Irmãos de nossa Ordem à desenvolverem um nível mais elevado de consciência política. Peço aos Irmãos que avaliem a possibilidade de publicar o referido texto no Site “Pela Ordem; os Irmãos com a Palavra”. Desde já muito grato pelo que for possível fazer e Parabéns pelo excelente trabalho que vocês realizam.


TFA.´.  Isac Bispo Ramos

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“O TEMPO TEM POUCA IMPORTÂNCIA...”
Eternos Aprendizes são pessoas que apesar de saberem muitas coisas, continuam aprendendo outras coisas que ainda não sabem conscientes de que o conhecimento é ilimitado e que jamais poderão saber tudo. Por isso mesmo, buscam acumular o maior volume de conhecimento que puderem com o objetivo de obter os melhores resultados possíveis.

Os Eternos Aprendizes dedicam-se ao estudo individual e coletivo e em sua coletividade restrita, compartilham conhecimentos em um mecanismo chamado de “escola mútua” definido desta forma em seu primeiro ritual. Tratam-se dos Maçons e o ritual do qual se pode inferir este ensinamento é o “Ritual do Aprendiz Maçom”.

Os Maçons têm um claro objetivo manifestado desde sempre; “Tornar feliz a humanidade através do aperfeiçoamento dos costumes”. Não podemos nos esquecer disso. Não devemos nos esquecer do objetivo fundamental, razão de ser da existência da Ordem e não devemos reduzir o nosso empenho na realização de estudos qualificados para nos tornarmos “Eternos Aprendizes” de fato.

O interior de uma Loja Maçônica longe de ser uma câmara de acalorados debates e embates é na verdade um fórum adequado para a exposição de ideais que podem ser apresentados verbalmente ou por escrito e as ideias podem ser apaixonantes ou não, simples e objetivas ou complexas e detalhadas dependendo de vários fatores, podendo envolver problemas e aspectos humanos, familiares, sociais, políticos, econômicos e tantos outros.

O que precisa na verdade é uma disposição dos Maçons para o estudo e a busca das informações. O Maçom brasileiro estudioso e bem informado não deixará de observar o momento crítico e preocupante em que vive o mundo e particularmente o Brasil.

Governado por políticos corruptos e desonestos que ao invés de servirem o país se servem dele, cuja atuação irresponsável prejudica o povo brasileiro de várias maneiras dentre as quais se destaca a crescente onda de violência espalhada por todo o país, onde se pode destacar um acusado de roubo na Baixada Fluminense sendo executado com tiros na cabeça em praça pública à luz do sol e diante da multidão, tendo a execução sido exaltada, parabenizada e estimulada nas redes sociais. No mesmo Rio de Janeiro, palco de tantas atrocidades, registra-se mais uma, quando a foto de um menor infrator de 15 anos nu, espancado e preso a um poste por “justiceiros”, é publicada na capa da respeitada “Revista Veja” em sua edição de nº 2.360 de 12 de fevereiro de 2.014.

A atuação dos tais “justiceiros” mostra a ausência e a inoperância das autoridades policiais responsáveis pela segurança pública. Além da segurança pública, temos problemas gravíssimos na educação, na saúde, na economia, na habitação. Somos asfixiados por uma das maiores Cargas Tributários do planeta e assistimos impotentes o nosso dinheiro se esvair nos ralos da corrupção em troca de péssimos e até inexistentes serviços e nada disso é objeto de reflexão em nossas Lojas.

Absorvidos pela liturgia e pela nossa história, deixamos de contribuir para o aperfeiçoamento dos terríveis costumes atuais, além de incorporarmos um costume improdutivo; o costume de encerrar os trabalhos pontualmente às 22;00 horas.

Para a exposição de uma ideia é necessário tempo; se apresentarmos um tema de baixa complexidade que puder ser resumido rapidamente de forma objetiva, devemos resolvê-lo rapidamente de forma objetiva sim, mas ao nos depararmos com uma questão importante, de alta complexidade e de difícil resolução, que seja necessária a participação de diversas Cabeças Pensantes na busca do entendimento e proposições, devemos dedicar a estas questões o tempo que for necessário.

Não devemos nos restringir às 22:00hs “regulamentares” para depois nos entregarmos à agradável convivência entre Irmãos estendendo o ágape até as 23:30hs ou mais.

Porque fazemos isso?!

Por que as verdadeiras e urgentes questões que ameaçam a todos nós não estão nos interessando.
Não nos indignamos suficientemente com os desmandos, as injustiças, as improbidades, as prevaricações e abusos e não nos empolgamos com a discussão destes temas por que estudamos pouco, nos mantemos parcialmente informados e por isso mesmo, ao não enxergarmos a verdadeira dimensão dos problemas, não temos ideias satisfatórias para propor soluções.

Nossos estudos se restringem ao simbolismo, às lendas dos graus, aos personagens reais e fictícios que fazem parte da nossa história, mas a história que poderíamos escrever agora, está sendo escrita pela inércia e pelo conformismo.

Muitos Maçons separam a Maçonaria da Política, mas a Maçonaria é essencialmente política. Ao vasculhar nossos rituais, veremos claramente os diversos chamamentos para o engajamento político desde nosso primeiro instante ao ingressarmos na Ordem.

Quanto mais avançarmos nos Graus Simbólicos e Filosóficos, mais intensamente perceberemos como é estimulada a consciência política dos Maçons, mostrando-nos a magnitude do compromisso que devemos assumir ao nos tornarmos Maçons; “partículas da humanidade, devemos nos sacrificar por nossos ideais”. Os inimigos da Pátria e da humanidade são claramente identificados desde o primeiro instante; são os “hipócritas que a enganam, os pérfidos que a defraudam, os ambiciosos que a usurpam e os corruptos e sem princípios que abusam da confiança dos povos”.

Os postulados Maçônicos são absolutamente corretos e se postos em prática produzem resultados magnificamente; apenas se forem postos em prática. 

É preciso ler os Rituais com a atenção devida e que, verdadeiramente levemos em consideração todas as suas recomendações e ensinamentos. Neles, a seriedade está contida em cada palavra que devemos incorporar como mantras e não apenas adotá-las como linguagem e forma de reconhecimento; é preciso praticar os conceitos a começar pelo estudo regular e qualificado, o que certamente ampliará nossa capacidade de compreender o momento crítico atual para encontrarmos maneiras de aperfeiçoar os costumes que agora infelizmente, regridem aos níveis da barbárie.

Isac Bispo Ramos

"Copyright 2014 Isac Bispo Ramos ©Todos os direitos reservados"

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PARADOXO


O GRUPO GUARARAPES encontra-se perdido. Não sabe o que é mais VERDADE – MENTIRA ou se MENTIRA é VERDADE. Vivemos a época do contrassenso, do absurdo, do disparate que nada mais é do que PARADOXO. Parece ao GRUPO que tudo nos leva acreditar na VERDADE do PARADOXO de Eubulides de Mileto. Diz  O FILÓSOFO : “se alguém afirma “eu minto”, e o que diz é verdade, a afirmação é falsa; e se o que diz é falso, a afirmação é verdadeira e, por isso, novamente falsa”, etc Viver num mundo de PARADOXO é marchar na direção da loucura. Será que esqueceram o depoimento de um motorista no caso do dólares de CUBA? Foi buscar, levou para Campinas, foi para outro aeroporto, colocaram a caixa de dólar no avião, voltou para SP e afirmou que nada viu, pois só olhou para frente e nem o retrovisor do carro olhou.  “Logo se o que diz é falso, é verdadeiro” logo mentiu e  se mentiu deveria ser preso e nada aconteceu pois a mentira é VERDADEIRA.

Agora é a loucura total. Um helicóptero voa. Dentro o piloto e o co-piloto. Recebem uma encomenda perto de Aaré e são presos numa fazenda no ES e mais dois que retiravam a encomendo do mesmo. Aberto o volume cocaína. Aqui vem a loucura total. Ninguém sabia de nada. Qual a razão de não ter descido em BH? Todos não viram, não sabiam. Pela conversa o helicóptero vôo só e o mais interessante é que parece que os dois (piloto e co-piloto) são cegos e surdos. É de lascar. Ninguém sabe nada. Todos cegos, surdos e mudos. Todos deveriam estar presos (dono do helicóptero, quem deu a gasolina, os pilotos, os dois mão de obra, e o dono da fazenda do ES. Eles não devem ter direitos humanos, pois são traficantes de cocaína. 

O PARADOXO, o contrassenso e o absurdo de tudo isso é que já tem advogado defendendo os coitados donos do helicóptero  e afirmando que não há crime, pois os donos do bicho que voa são santos políticos, que são PRESOS POLÍTICOS e não POLÍTICOS presos.

Outro PARADOXO ainda não explicado e esquecido nas páginas policiais é: um cidadão pobre e cearense que vai à SP e na volta é preso no aeroporto. Até hoje não explicou a razão da ida e da volta. Quem pagou as passagens. O preso tinha 100.000 dólares na cueca e numa maleta mais 209.000 reais. Há correria de amigos políticos. A desculpa esfarrapada era  um negócio com venda de  alface. Tudo ficou por isso mesmo. O pobre continua pobre e o dinheiro para onde foi ninguém sabe. Tudo no melhor dos mundos possíveis, e tanto os dólares e os reais apareceram sem ninguém ter visto. São cegos, surdos e mudos.
O Brasil é surrealista. Busca  “em última instância, à renovação total dos valores artísticos, morais, políticos e filosóficos”. Chegamos a perfeição.
Um preso da PAPUDA ia tomar conta de um hotel, onde os funcionários devem ter ficha limpa. Quem vai para este Hotel tendo como funcionário pessoa condenada pelo STF como chefe de quadrilha? não é um PARADOXO?

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“A VERDADE É A ÚNICO TERRENO SEGURO QUE PODEMOS PISAR”  ELIZABETH CADY STANTON (1815 – 1902)
“UMA SOCIEDADE DE OVELHAS COSTUMA DAR LUGAR A UM ESTADO DE LOBOS”.        
                                                        JOSÉ MANUEL DE ALMEIDA

"PRECISAMOS APRENDER PARA EVOLUIR. A EVOLUÇÃO É INTELIGENTE. A MUDANÇA É TRAUMÁTICA NA  HISTÓRIA DO MUNDO. OS QUE QUEREM MUDANÇAS QUEREM O PODER PARA ELES. OS QUE QUEREM EVOLUÇÃO AMAM A DEMOCRACIA. SE GOSTAR REPASSE POR FAVOR. NÃO SE HOSPEDE NO HOTEL ST. PETER EM BRASÍLIA. TEM PRESO DA PAPUDA  NA SUA HISTÓRIA"
Ir Torres de Melo

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

DIREITOS HUMANOS


Fonte: Folha de São Paulo, 10 de janeiro de 2014, Painel do Leitor

“Direitos humanos”

“Quando eu era juiz da infância e juventude em Montes Claros, norte de Minas Gerais, em 1993, não havia instituição adequada para acolher menores infratores. Havia uma quadrilha de três adolescentes praticando reiterados assaltos. A polícia prendia, eu tinha de soltá-los. Depois da enésima reincidência, valendo-me de um precedente do Superior Tribunal de Justiça, determinei o recolhimento dos “pequenos” assaltantes à cadeia pública, em cela separada dos presos maiores.

Recebi a visita de uma comitiva de defensores dos direitos humanos (por coincidência, três militantes). Exigiam que eu liberasse os menores. Neguei. Ameaçaram denunciar-me à imprensa nacional, à corregedoria de justiça e até à ONU. Eu retruquei para não irem tão longe, tinha solução. Chamei o escrivão e ordenei a lavratura de três termos de guarda: cada qual levaria um dos menores preso para casa, com toda a responsabilidade delegada pelo juiz.

Pernas para que te quero! Mal se despediram e saíram correndo do fórum. Não me denunciaram a entidade alguma, não ficaram com os menores, não me “honraram” mais com suas visitas e... os menores ficaram presos. É assim que funciona a “esquerda caviar”.

Tenho uma sugestão ao professor Paulo Sérgio Pinheiro, ao jornalista Jânio de Freitas, à Ministra Maria do Rosário e a outros tantos admiráveis defensores dos direitos humanos no Brasil. Criemos o programa social "Adote um Preso". Cada cidadão aderente levaria para casa um preso carente de direitos humanos. Os benfeitores ficariam de bem com suas consciências e ajudariam, filantropicamente, a solucionar o problema carcerário do país. Sem desconto no Imposto de Renda”.


ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA, desembargador (Belo Horizonte, MG)”.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

INAÇÃO PELA NAÇÃO BRASILEIRA

A Maçonaria tem muita coisa que precisa extirpar dentro dela, para depois começar extirpar o que precisa aqui fora. O que estamos fazendo, não a Maçonaria, mas nós Maçons, através de nossa Entidade maior, junto com nossas Oficinas, para mostrarmos o pensamento de nossa Ordem contra os desmandos que ocorrem em nosso país? NADA.
Vamos repassar, quem sabe chega lá em cima e alguma” AUTRIDADE” se manifesta a respeito dessa inércia da GLESP com reação aos nossos sentimentos de revolta e necessidade URGENTE de nossa posição de discórdia com os desmandos, corrupção e atitudes de uma verdadeira ditadura m nosso Brasil.

Ir.Sergio Martins
Or. de Campinas/SP

A maçonaria tem a obrigação de extirpar o PT do Brasil

Rudy Rafael
Publicado em 5 de janeiro de 2014
Fonte: http://rudyrafael.wordpress.com 

A maçonaria orgulha-se dos ilustres maçons do passado e é um orgulho justo, pois é justo orgulhar-se daquilo que é real – do Eu verdadeiro – e fruto do mérito. Os ilustres maçons do passado são motivo de orgulho para a maçonaria não porque eram ricos, mas porque souberam o que fazer com sua riqueza, não porque eram sábios, mas porque souberam o que fazer com sua sabedoria, não porque eram inteligentes, mas porque souberam o que fazer com sua inteligência, não porque tinham status, fama ou poder, mas porque souberam o que fazer com seu status, sua fama e seu poder. Um maçom só cumprirá o seu dever no plano material se usar o que possui, seja lá o que for, para tornar o mundo um lugar melhor. Mesmo entre os maçons existem duas percepções sobre o prestígio de um maçom do passado: existem os que reconhecem os maçons do passado pelo que estes tinham – a visão profana – e os que os reconhecem pelo que fizeram – a visão do Iniciado -. Existem os que reconhecem um presidente pelo seu cargo de presidente e os que reconhecem o mesmo presidente pelo que este fez como presidente, como usar tal cargo para lutar contra a escravidão, a opressão e a tirania. Ambas percepções existem, obviamente, entre os que não são maçons.
Assim como a maçonaria orgulha-se dos ilustres maçons do passado também orgulha-se de ter participado de grandes revoluções na história da humanidade, principalmente aquelas em que o escopo maior foi a busca pela liberdade. O passado da maçonaria fala por ela, seja desde o desenvolvimento da arquitetura na humanidade até as independências de inúmeros países, e não há necessidade de um maçom viver evocando o que a maçonaria já fez, mas sim de ater-se ao que a maçonaria deve fazer no presente. Não há razão para um maçom viver evocando a lista dos ilustres maçons do passado e seus feitos, mas sim de se preocupar com o que pode fazer no presente. Tanto a maçonaria como entidade quanto o maçom como indivíduo devem se ater ao presente e ao que devem fazer no tempo em que vivem e na comunidade em que vivem. Os ilustres maçons do passado, os quais os maçons tanto gostam de relembrar a memória, se tornaram ilustres justamente porque viveram o seu tempo e fizeram o que deveriam fazer em seu tempo e espaço e cabe a cada maçom o mesmo. O mundo não alcançou a perfeição para que a maçonaria e os maçons possam se aposentar de mudar o mundo e viver do passado.
Somente um maçom que acredita que o mundo e a humanidade alcançaram o seu grau máximo de evolução pode achar-se no direito de viver do passado e esquecer o presente. O maçom que compreende que o mundo precisa continuar evoluindo e que esta evolução implica necessariamente em mudanças não pode viver do passado, principalmente do passado distante de outros países e ainda mais de outros continentes. O maçom é o aqui e o agora e o maçom brasileiro deve se ater à realidade atual do Brasil. A consciência plena de como o Supremo Arquiteto do Universo faz as coisas dá a qualquer um a compreensão de que não há coisa alguma fora do lugar e de que tudo está perfeitamente aonde e como deveria estar; cada pessoa nasce e vive exatamente no tempo e lugar onde deveria nascer e viver e deve, no mínimo, tornar melhor o lugar onde está. Estar com Deus é estar em harmonia com Deus e estar em harmonia com Deus é estar em harmonia com suas leis eternas e imutáveis. A evolução é uma lei cósmica e para estar em harmonia com Deus é preciso estar em harmonia com a lei da evolução, evoluindo tudo que está ao seu redor, tornando tudo e todos mais inteligentes, sábios, belos, espiritualizados, justos, perfeitos e divinos.
É dever da maçonaria evoluir tudo o que está ao seu redor e para isto é necessário conservar o que já deu certo. Há diferença entre viver do passado louvando os maçons que já passaram e esquecer de todo o sacrifício destes para que certos conhecimentos fossem resguardados e certas evoluções a nível de civilização fossem concretizadas. Toda pessoa que trabalha em favor da evolução da humanidade deve antes de buscar qualquer evolução em caráter civilizacional lutar pela conservação da evolução que deu certo, sob pena de condenar a humanidade à uma estagnação evolutiva eterna. Se alguém, ao desejar construir uma casa, trocar constantemente de construtores antes de finalizar a obra e a cada vez que ocorrer a troca destruir o que os antigos construtores haviam feito, a obra jamais terminará. Para que a obra prossiga é necessário que os construtores atuais conservem aquilo que os antigos fizeram e deu certo. Quando um construtor dá a sua vida na obra para cumprir perfeitamente a parte que lhe cabe, finalizando com maestria tal parte, e o futuro construtor, que prossegue na obra em seu lugar, desfaz o que foi feito ou deixa de impedir que desfaçam sem razão e sem direito, ele está cuspindo no sacrifício do construtor passado.
Ao mesmo tempo em que os maçons se orgulham dos ilustres maçons do passado se esquecem que tais maçons apenas entraram para a história justamente porque agiram. Maçom algum entrou para a história por sua omissão e esta conduta de jamais omitir-se deveria ser sempre lembrada, não o deixar de se omitir em relação ao que não tem importância, mas ao que tem. É fácil para qualquer um atacar genérica e impessoalmente o cristianismo com a velha ladainha de que a religião aliena, manipula e oprime e tentar fazer crer que isto é deixar de ser omisso, pois isto não tem efeito no mundo atual. Pessoa alguma sofre represália por criticar o cristianismo, inclusive muitos são tachados de intelectuais por isso. Mas tudo muda quando se analisa a ação de uma pessoa de se envolver naquilo que é proibido pela tirania. Assim como no passado havia proibições que escravizam as pessoas ainda hoje existem proibições que escravizam a humanidade, pois toda pessoa é escrava daquilo a que não pode expressar o que está em seu coração. Fazer manifestações genéricas contra “a corrupção” é fácil. Não há envolvimento. Mas também não há resultado. Maçons entraram para a história por objetividade, não pelo genérico, abstrato e inconclusivo.
O mundo é ditado pela religião e pela política. O poder religioso e o poder político são os dois maiores poderes institucionais na Terra e controlam tudo e todos. Não obstante a maçonaria atual se isenta de envolver-se, como deveria se envolver, na religião e na política, deixando de lado estes dois setores com o escopo maior de proteção da fraternidade, eis que as discussões sobre religião e política tendem a separar as pessoas. Ocorre que sendo tudo no mundo regrado pela religião e pela política a própria evolução da humanidade depende dos rumos tomados pela religião e pela política, de forma que a omissão da maçonaria em envolver-se institucionalmente nestas áreas se torna uma verdadeira contradição aos escopos da própria ordem. É o caso dos que dizem se preocupar tanto com os necessitados e suas necessidades, mas não se preocupam com a administração do dinheiro público que seria destinado a satisfazer as necessidades dos necessitados. Se a maçonaria brasileira se preocupa tanto com a liberdade deveria não só se atentar ao que está acontecendo no Brasil através da atuação do Partido dos Trabalhadores (PT) como também se envolver para extirpar o PT do Brasil, eis que é sua devida obrigação como maçonaria.
Pode parecer bonito dizer a alguém para não discutir religião e política sobre o pretexto de evitar qualquer discórdia que venha a causar segregação, mas esta é uma temática inconsistente para o meio maçônico na medida em que a religião e a política ditam as regras do mundo. Para preservar a fraternidade entre poucos – os maçons – a maçonaria omite-se da discussão, política, que poderia preservar a fraternidade entre bilhões – maçons e não maçons – e no Brasil atual não há o luxo de se abster da discussão política. O PT está acabando com o Brasil e não irá parar até destruir o país por completo. Deixar de evidenciar isto escondendo-se atrás da fácil desculpa de que não se discute religião e política para não haver intrigas é ser tremendamente omisso. A questão PT no Brasil não é uma mera discussão de gosto ou desgosto. Não se trata de entrar em discórdia porque um prefere comer doces e o outro prefere comer salgados, porque um torce para o Flamengo e o outro torce para o Barcelona, é tudo muito maior que isto. O PT está destruindo o Brasil e está destruindo todos os fundamentos e instituições da civilização, fundamentos e instituições edificados também pela maçonaria e dos quais muitos maçons foram parte principal entregando suas vidas.
O maçom deve fazer do mundo um lugar melhor e pessoa alguma pode fazer do mundo um lugar melhor sendo ignorante, tampouco apoiando ou deixando de se insurgir contra os regimes políticos tiranos e de tiranos. Há ignorância ou maldade em alguém que diz defender a liberdade ao mesmo tempo em que apoia ou deixa de se insurgir contra o socialismo e comunismo – os quais subsistem tão e somente através da tirania -. O maçom tem obrigação de saber sobre o socialismo e o comunismo na teoria e na prática, principalmente sobre o marxismo cultural, as lutas de classes, o Foro de São Paulo, Antonio Gramsci, Karl Marx e Leon Trotsky, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, Adolf Hitler, Pol Pot, Che Guevara e Joseph Stalin, o que de fato foi para a humanidade a Revolução Francesa, a Revolução Bolchevique e a Queda do Muro de Berlim, a tirania, a ditadura, a opressão, a corrupção, o cerceamento da liberdade e da liberdade de expressão, os crimes de guerra, contra a paz e contra a humanidade, a desigualdade social, a perseguição religiosa e a perseguição política, a escravidão, o retrocesso civilizacional, a cultura à morte, o ódio a Deus e o número de mortes ocasionadas por motivos políticos pelo socialismo e pelo comunismo em todo o mundo na história.
O maçom deve não apenas saber sobre o socialismo e o comunismo na teoria e na prática no mundo durante a história, mas saber o que isto tudo tem a ver com o Brasil e o PT. O maçom deve saber em relação ao Brasil sobre o número de homicídios anuais e a causa principal destes homicídios, o número de abortos, a idade média da iniciação sexual, a perseguição ao cristianismo, a destruição da família tradicional e a transmutação da entidade familiar em mera ocasião de coabitação sexual, a imposição do ateísmo, o que foi a tentativa de golpe de Estado pelo PT com o mensalão, em qual lugar no ranking mundial do consumo de crack e de cocaína o país se encontra, o achincalhamento das artes, da arquitetura e da educação, quais artistas têm recebido dinheiro público destinado às artes, como tem sido tratada a descriminação das drogas, as mordaças resultantes do politicamente correto, a relação entre o PT e as FARC, os planos do Foro de São Paulo para o país, a forma como a máquina estatal é utilizada pelo PT, a relação entre o PT e os outros ditadores e ditaduras mundiais, a ignorância, futilidade, imoralidade e falta de ética que vêm consumindo os brasileiros e tudo aquilo que diz respeito ao PT e aos seus braços que estão destruindo o Brasil a cada dia.
É hipocrisia orgulhar-se de ser maçom evocando os nomes dos ilustres maçons do passado que se tornaram ilustres justamente porque adotaram determinadas posturas políticas em seu tempo enquanto que o próprio maçom em seu tempo e espaço deixa de fazer o mesmo quando é necessário para o bem da humanidade. Está na hora da maçonaria compreender que o PT está implantando o socialismo no país e fazer algo contra isto. O Brasil vive um momento histórico onde deve escolher entre a liberdade e a tirania do socialismo e à maçonaria não é dado o direito de omitir-se dos rumos de uma nação. A maçonaria tem a obrigação de extirpar o PT do Brasil. A maçonaria tem a obrigação de extirpar todo o socialismo e todo o comunismo do Brasil. Colunas da liberdade foram edificadas no Brasil e no mundo pelos maçons do passado, que inclusive deram as suas vidas para que os fundamentos da obra maçônica fossem estabelecidos, e se a maçonaria do presente não continuar a obra, que ao menos conserve aquilo que já foi edificado. A maçonaria tem a obrigação de extirpar o PT do Brasil, pelo bem do país, pela honra dos ilustres maçons do passado, pela história da maçonaria, pela liberdade e pela honra e glória do Supremo Arquiteto do Universo.

domingo, 26 de janeiro de 2014

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Colaboração: Ir joão Miranda
Or. de Taubaté/SP

Fabrício Carpinejar
"Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia."


Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.



É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar. É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios. E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.


Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.


Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:

- Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável. Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai. Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrado:
- Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.


sábado, 25 de janeiro de 2014

FATOS MAÇÔNICOS E OUTRAS CURIOSIDADES

              sábado
Fatos Maçonicos para 25 de janeiro:
1627 - Nasce Robert Boyle, filósofo naturalista, químico, físico e inventor anglo-irlandês, pioneiro do moderno método científico experimental. Dele vem as primeiras referências ao “colégio invisível”, precursor da Royal Society, da qual foi fundador.

1836 - Fundado o SC do Haiti.

1885 - Fundado o Grande Conselho dos Maçons do Real Arco do Território de Dakota, USA.

1917 - Nasce o Ir.·. Jânio da Silva Quadros, presidente brasileiro.

1941 - Fundada a GL do Paraná.

1955 - Em 25 de janeiro 1955 inaugurou oficialmente o Edifício Sede do Grande Oriente de São Paulo, na Rua São Joaquim, N° 457 bairro da Liberdade, nesta Capital. Em 1957 apresentou proposta de unificação da Maçonaria em nossa Pátria. A unificação não foi conseguida, mas a união continua cada vez maior.

1978 - Fundado a Loja Pioneiros de Maúa nº 2000 GOB/RJ
 
1983 - Ao longo de sua história a Igreja Católica condenou e desaconselhou seus fiéis à pertença a associações que se declaravam atéias e contra a religião, ou que poderiam colocar em perigo a fé. Entre essas associações encontra-se a maçonaria. Atualmente, a legislação se rege pelo Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II em 25 de janeiro de 1983, que em seu cânon 1374, afirma: "Quem ingressa em uma associação que maquina contra a Igreja deve ser castigado com uma pena justa; quem promove ou dirige essa associação deve ser castigado com entredito".
Esta nova redação, entretanto, apresenta duas novidades em relação ao Código de 1917: a pena não é automática e não é mencionado expressamente a maçonaria como associação que conspire contra a Igreja. Prevendo possíveis confusões, um dia antes de entrar em vigor a nova lei eclesiástica no ano de 1983, foi publicada uma declaração assinada pelo Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Nela se apresenta que o critério da Igreja não sofreu variação em relação às anteriores declarações, e a nominação expressa da maçonaria foi omitida para assim incluir outras associações. É indicado, juntamente, que os princípios da maçonaria seguem sendo incompatíveis com a doutrina da Igreja, e que os fiéis que pertençam a associações maçônicas não podem ter aceder à Sagrada Comunhão.
Neste sentido, a Igreja condenou sempre a maçonaria. No século XVIII, os Papas o fizeram com muito mais força, e no XIX persistira nisto. No Código de Direito Canônico de 1917 eram excomungados os católicos que fizessem parte da maçonaria, e no de 1983 o cânon da excomunhão desaparece, junto com a menção explícita da maçonaria, o que pôde criar em alguns a falsa opinião de que a Igreja por pouco aprovaria a maçonaria.

1995 - Fundada a Loja “Gideões da Paz” (GOB/SC) em Itapema
 
Outros acontecimentos para o dia 25 de janeiro: 
Dia dos Telégrafos - Dia dos Telégrafos - O telégrafo é um aparelho de istema de comunicação a distância, baseado na emissão de impulsos eletromagnéticos, através do qual se transmitem informações escritas, na forma impressa, por um código universal. Código Morse. Pode-se delinear a evolução da telegrafia a partir dos métodos e códigos de sinalização usados pelos povos primitivos e antigos, passando pelo sistema visual do francês Claude Chappe, até chegar às aplicações práticas da eletricidade e do magnetismo ao telégrafo elétrico.

1554 - A cidade de São Paulo foi fundada pelo padre Manoel da Nóbrega.

1875 - É  inaugurada a linha regular de vapores entre Liverpool e Manaus. 

1915 - Uma ligação de Alexander Graham Bell, em Nova York, para seus amigo Tomas Watson, em São Francisco, inaugurou o serviço telefônico transcontinental.

1934 - O governador de São Paulo, Armando Salles de Oliveira, cria a USP, Universidade de São Paulo.

1947 - Morreu o mafioso americano Al Capone, que acabou preso por sonegação de imposto de renda e não pelos crimes cometidos na Máfia.

1954 - A Catedral da Sé foi inaugurada em São Paulo pelo então arcebispo d. Carmelo de Vasconcelos. A Igreja fica situada na praça que é o marco zero da cidade.
1984 - Aconteceu na praça da Sé, em São Paulo, a maior campanha cívica já realizada no Brasil: Diretas Já, que pedia eleições diretas para presidência da República.








 Curiosidades:

(5 de Janeiro) é o 25º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 340 dias acabar o ano (341 em anos bissextos).
Ano:
2014


A invenção do telégrafo
Nenhuma invenção encolheu o mundo de forma tão espetacular quanto o telégrafo, capaz de levar mensagens através de mares e continentes.
Não admira que Samuel F. B. Morse, ao inaugurar sua primeira linha telegráfica, tenha lançado mão de uma expressão bíblica "O que Deus tem feito !"
Quando voltava de navio para os Estados Unidos de uma temporada de estudos de arte na Europa, Samuel F. B. Morse participou de uma conversa sobre o Eletromagneto. Assim surgiu a idéia do Telégrafo.
Cinco anos depois, em 1837, ele demonstrou o invento, enviando sinais através de 500 metros de fio.
Em 1844, quando transmitiu em código Morse de Washington para Baltimore a famosa frase bíblica, não havia mais dúvidas de que Morse, influente pintor e editor, além de inventor, tinha criado um meio revolucionário de comunicação.
O telégrafo de Morse, revelado em 1838, não foi o primeiro desses mecanismos. Os ingleses William Cooke e Charles Wheatstone tinham apresentado no ano anterior um modelo que usava agulhas para soletrar palavras.
O invento de Morse era, de longe, o mais prático. O remetente apenas pressionava uma tecla na linguagem de pontos, e traços eram automaticamente marcados sobre o papel do outro lado da linha.
O aparelho e o código de Morse tornaram-se padrões internacionais.
O telégrafo teve uma expansão muito grande com o advento das ondas de rádio no final do século 19.
Nas primeiras experiências com ondas de rádio efetuadas por Marconi, era comum usar o código Morse para envio de sinais, ( o sinal transmitido era interrompido e liberado na cadência do código ) visto que nessa época não havia sido inventado o sistema de modulação pela voz.
Em 1910, Paris torna-se o centro do mundo na divulgação do tempo, inaugurando um transmissor na torre Eifel para divulgar periodicamente a hora.
A divulgação da hora era feita por intermédio de sinais Telegráficos para os poucos rádios de galena existentes.
O código Morse nada mais é do que um protocolo de comunicação. Um protocolo de comunicação nada mais é do que um "conjunto de convenções que rege o tratamento e, especialmente, a formatação de dados num sistema de comunicação". Se você tiver curiosidade, dê uma olhada nos Protocolos de Comunicação citados na seção de "Internet" da Aldeia onde o tema é abordado com maior abrangência.
Vale a pena repetir uma parte do texto. Originalmente, Morse imaginou numerar todas as palavras e em transmitir seus números através do telégrafo. O receptor, usando um enorme "dicionário", decifraria a mensagem. Alega-se que Alfred Vail, um assistente de Morse, foi quem desenvolveu o chamado "Código Morse". As letras do alfabeto foram definidas pelo padrão "ponto e traço".
Este novo código reconhecia quatro estados: voltagem-ligada longa (traço), voltagem-ligada curta (ponto), voltagem-desligada longa (espaço entre caracteres e palavras) e voltagem-desligada curta (espaço entre pontos e traços). Em homenagem ao colaborador Alfred Vail, aqui está o Código Morse:
Manipulador de CW
PONTOS E TRAÇOS
Cada caractere (letras, números, sinais gráficos) possui seu próprio conjunto único de pontos e traços. Abaixo você encontra o Código Morse original:
A
• —
L
• — • •
X
— • • —
1
• — — — —
B
— • • •
M
— —
Y
— • — —
2
• • — — —
C
— • — •
N
— •
Z
— — • •
3
• • • — —
D
— • •
O
— — —
ch
— — — —
4
• • • • —
E
P
• — — •
w
• — —
5
• • • • •
F
• • — •
Q
— — • —
ä
• — • —
6
— • • • •
G
— — •
R
• — •
é / ë
• • — • •
7
— — • • •
H
• • • •
S
• • •
ï
— • • — —
8
— — — • •
I
• •
T
ñ
— — • — —
9
— — — — •
J
• — — —
U
• • —
ö
— — — •
0
— — — — —
K
— • —
V
• • • —
ü
• • — —
O CÓDIGO DE MORSE E O SISTEMA BINÁRIO
Podemos traduzir os termos utilizados para os dias de hoje para significarem condições binárias de "1" (ponto) e "0" (traço). O alfabeto Morse é um código baseado em 5 posições, ou seja, não precisa mais do que 5 posições para que todas as letras e números sejam padronizados. É um protocolo de 5 bits.
Uma particularidade do alfabeto Morse é que a maioria das letras não usam os 5 bits. A letra "E", por exemplo, é expressa por um bit único. Seria mais seguro transmitir letras/números/símbolos que tivessem o mesmo comprimento - torna-se mais fácil controlar erros quando se recebe blocos de mesmo tamanho, além de tornar possível transmissões automatizadas. Porém, o número de combinações possíveis para 2 símbolos e 5 posições é de apenas 32 (2 à quinta potência) e não seria mais possível codificar todas os símbolos necessários.
Foi o francês Baudot quem resolveu este impasse criando o Código de Baudot que foi usado na telegrafia e nas máquinas de transmissão de dados que sucederam o telégrafo.
O TELÉGRAFO E A CRIPTOGRAFIA
Na realidade, o aspecto mais importante quando se fala de Morse não é o código e sim a possibilidade de transmitir informações à distância. Através dos fios correm sinais elétricos que, devidamente concatenados, representam mensagens. Para que estas mensagens possam ser transmitidas e recebidas existem muitas fatores envolvidos: o remetente (que nem sempre gostaria que sua mensagem se tornasse pública), o funcionário do telégrafo que irá transmitir a mensagem (e, por isso mesmo, acaba conhecendo o conteúdo da mesma), os fios de transmissão (que podem servir para terceiros interceptarem as mensagens), o funcionário do telégrafo que recebe e decodifica a mensagem (e que também toma conhecimento do conteúdo) e, finalmente, o destinatário.
Como o serviço de telégrafo atingiu uma boa parcela da população civil, a vontade ou a necessidade de esconder o conteúdo de mensagens acabou envolvendo pessoas que normalmente não teriam tido este tipo de interesse. A criptografia começou a sair do âmbito diplomático e militar e "caiu no gosto do povo". Interesses comerciais e triviais começaram a concorrer com interesses de estado. Assim, um artista iniciava uma nova era na história da criptologia.
É claro que Morse não tinha idéia da revolução que estava desencadeando...
Código Morse
Regras básicas
Um traço é igual a três pontos
Espaço entre sinais de uma mesma letra é igual a um ponto
Espaço entre duas letras é igual a três pontos
Espaço entre duas palavras é igual a sete pontos
Contudo, CW não são pontos e traços! CW é uma música composta de sons curtos e longos.
Na aprendizagem, o som curto é DI e o som longo é DÁ. Assim, por exemplo, a letra A é DIDÁ e a letra N é DÁDI. Tente assobiar A e N.O DI é um som curto e o DÁ é um pouco mais longo.
Vê como é fácil.
Letras
Algarismos
A .-
X -..-
B -...
Y-.--
C -.-.
Z --..
D -..
1 .----
E .
2 ..---
F ..-.
3 ...--
G --.
4 ....-
H ....
5 .....
I ..
6 -....
J .---
7 --...
K -.-
8 ---..
L .-..
9 ----.
M --
0 -----
N -.
O ---
P .--.
Q --.-
R .-.
S ...
T -
U ..-
V ...-
W .--

REPRESENTAÇÃO FONÉTICA DO ALFABETO EM MORSE
E - DI
R - DIDÁDI
K - DÁDIDÁ
1 - DIDÁDÁDÁDÁ
I - DIDI
L - DIDÁDIDI
C - DÁDIDÁDI
2 - DIDIDÁDÁDÁ
S - DIDIDI
F - DIDIDÁDI
Y - DÁDIDÁDÁ
3 - DIDIDIDÁDÁ
H - DIDIDIDI
W - DIDÁDÁ
G - DÁDÁDI
4 - DIDIDIDIDÁ
T - DÁ
P - DIDÁDÁDI
Z - DÁDÁDIDI
5 - DIDIDIDIDI
M - DÁDÁ
J - DIDÁDÁDÁ
Q - DÁDÁDIDÁ
6 - DÁDIDIDIDI
O - DÁDÁDÁ
N - DÁDI
7 - DÁDÁDIDIDI
A - DIDÁ
D - DÁDIDI
8 - DÁDÁDÁDIDI
U - DIDIDÁ
B - DÁDIDIDI
9 - DÁDÁDÁDÁDI
V - DIDIDIDÁ
X - DÁDIDIDÁ
0 -DÁDÁDÁDÁDÁ

OUTROS SINAIS
[. ] - DIDÁDIDÁDIDÁ
[+] - DIDÁDIDÁDI
[, ] - DÁDÁDIDIDÁDÁ
[- ] - DÁDIDIDIDIDÁ
[/] - DÁDIDIDÁDI
[=] - DÁDIDIDIDÁ
[?] - DIDIDÁDÁDIDI

ABREVIAÇÕES
AR - Fim da mensagem
CL - Saindo do ar (clear).
AS - Aguarde
CQ - Chamada geral.
BK - Break (pede entrada)..
K - Convida qualquer estação a transmitir.
BT - Pause (break para o texto).
KN - Convida estação específica a transmitir
ADR - Endereço
R - Tudo recebido. OK.
AM - Modulação de amplitude.
RIG - Equipamento da estação.
ANT - Antena.
RPT - Repetir. Repita.
BTR - Melhor.
RX - Receptor.
CFM - Confirmo. Confirme.
SRI - Desculpe.
CLBK - Callbook.
STN - Estação.
CLD - Chamei. Chamou.
SUM - Algum. Alguns.
CLG - Chamando.
T - Zero.
CNT - Não posso. Não pode.
TKS - Grato ! Agradecido !
CNDX - Condições.
TNX - Grato ! Agradecido !
CUAGN - Vejo você de novo.
TR - Transmita.
CUL - Vejo você mais tarde.
TXT - Texto.
CW - Onda contínua. Radiotelegrafia.
U - Você.
DE - De (alguém).
UR - Seu ...
DN - Para baixo.
URS - O seu ...
DR - Caro (amigo).
VY - Muito.
ES - E (algo, alguma coisa).
W - Watts.
FB - Excelente (fine business).
WD - Palavra.
FER - para (alguém)
WDS - Palavras.
FM - De (alguém).
WID - Com.
GA - Boa tarde!
WKD - Trabalhou, trabalhei.
GB - Até logo.
WKG - Trabalhando.
GD - Bom.
WPM - Palavras por minuto.
GE - Boa noite !
WRD - Palavra.
GM - Bom dia !
WX - Tempo (meteorológico).
GN - Boa noite ! (despedindo-se).
XTAL - Cristal (no Brasil, esposa).
GND - Terra.
XYL - Mulher casada (esposa).
HI - Riso. Risada.
YL - Mulher solteira (moça nova).
HPE - Espero.
YR - Ano.
HR - Aqui.
55 - Sucesso !
HV - Tenho.
73 - Saudações !
HW - Como? Como copiou?
88 - Amor e beijos !
NR - Perto de.
NW - Agora.
OB - Old boy (rapaz velho).
OM - Radioamador (old man).
OP - Operador.
PSE - Por favor...
PT - Ponto.
PWR - Potência (do transmissor)

CÓDIGO "Q" ( mais usado )
QRA - Qual é o nome de sua estação? O nome de minha estação é ....
QRL - Você está ocupado? Estou ocupado, favor não interferir.
QRM - Minha transmissão está interferida? Interferência na transmissão (ou recepção).
QRN - Você está sendo perturbado pela estática? Perturbação por estática.
QRO - Devo elevar a potência? Potência elevada de transmissão.
QRP - Devo baixar a potência? Potência baixa de transmissão.
QRQ - Devo transmitir mais rápido? Transmissão rápida.
QRS - Devo transmitir mais lentamente? Transmissão lenta.
QRT - Devo parar de transmitir? Pare de trasmitir.
QRU - Tem algo para mim? Não tenho nada para você.
QRV - Você está pronto? Estou pronto.
QRX - Quando você me chamará de novo? Favor aguarde.
QRZ - Quem está me chamando? Você está sendo chamado por ....
QSD - Minha manipulação é defeituosa? Manipulação defeituosa.
QSJ - Dinheiro (entre radioamadores).
QSL - Pode você confirmar a recepção? Confirmo a recepção (cartão QSL).
QSO - Contato entre duas estações.
QSP - Pode você retransmitir para ....? Retransmito para .....
QSY - Devo mudar para outra freqüência? Mude para outra freqüência.
QTH - Qual é a sua localidade? Minha localidade é .....
QTR - Qual é a hora exata? A hora exata é .......

R S T - REPORTAGEM DO SINAL
R - Legibilidade do sinal
1 - Ilegível.
2 - Raramente legível. Consegue distinguir ocasionalmente algumas palavras.
3 - Legível com dificuldade considerável.
4 - Legível com praticamente nenhuma dificuldade.
5 - Perfeitamente legível.
S - Força do sinal
1 - Sinal debilitado, dificilmente perceptível.
2 - Sinais muito fracos.
3 - Sinais fracos.
4 - Sinais passáveis (mais ou menos)
5 - Sinais razoavelmente bons.
6 - Sinais bons.
7 - Sinais moderadamente fortes.
8 - Sinais fortes.
9 - Sinais extremamente fortes.
T - Tonalidade do sinal
1 - 60 Hz ou menos, C.A., muito grosseiro e amplo.
2 - Muito áspero, C.A., muito áspero e amplo.
3 - Tom C.A. grosseiro, retificado mas não filtrado.
4 - Nota grosseira com algum traço de filtragem.
5 - C.A. retificado e filtrado, mas com forte modulação ondulada.
6 - Tonalidade filtrada com traços definidos de modulação ondulada.
7 - Tom quase que puro com traços de modulação ondulada.
8 - Tom quase que perfeito com leves traços de modulação ondulada.
9 - Tom perfeito, sem traços de modulação.



Para se ler as entrelinhas do texto é preciso saber que por trás das linhas o contexto se esconde.      
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