O jornalista Claudio Humberto informa: "Se o futuro a Deus pertence, Dilma já garantiu o seu na cidade do coração em caso de “aposentadoria”, uma bela casa em estilo colonial português avaliada em R$ 5 milhões, no bairro Tristeza, um dos mais nobres da capital gaúcha. Será vizinha do ex-marido Carlos Araújo, pai de sua filha, com quem mantém amizade inabalável e confidente. Mineira, Dilma fez carreira política em Porto Alegre e adora a cidade. Dilma declarou ao Tribunal Superior Eleitoral três outros apartamentos na capital gaúcha, mas a casa não chega aos pés, junto ao rio Guaíba". Veja no link a localização da nova mansão de Dilma Rousseff.
domingo, 30 de junho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
DESABAFO
Lamentável discurso da
presidente foi só pra aproveitar o momento para requentar o tema dos médicos
estrangeiros que pegou muito mal há pouco tempo atrás. Especialmente pela óbvia
intenção de ajudar Cuba no que fazer com seus excedentes de agentes políticos
disfarçados de médicos. E ainda trazer de volta ao Brasil os filhos dos sem terra
que foram fazer medicina na Colômbia, Bolívia.
desabafo da Médica Juliana Mynssen e de Paula Lima na Internet
sobre o discurso da sra. Dilma Roussef.
Reforça a enorme premência de mudanças concretas neste pais. Será que temos mesmo uma janela de esperança?
Vale a pena ler.
Reforça a enorme premência de mudanças concretas neste pais. Será que temos mesmo uma janela de esperança?
Vale a pena ler.
De
Juliana Mynssen:
"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros.
"O dia em que a Presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros.
Há
alguns meses eu fiz um plantão que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil
compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, "do
trauma", médica "chatinha", preceptora "bruxa", que
carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no
Afeganistão, chorei.
Na
frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o
soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se:
samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e
educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de
internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia
desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele
estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele
desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse
"não é para mim, é para o meu pai, uma maca". Como eu faria. Como
você. Como nós.
Pensei
"meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu... Nãoooo..... Porque
se chorar eu choro, se falar do seu pai, eu choro, se me der um desafio vou
brigar com 5 até tirá-lo daqui".
E
saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.
Já
levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era
meu pai, disse "por que não me falou, levava no privado, Juliana!"
Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e
ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos
são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as
instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos,
materiais e medicamentos.
Uma
vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No
consultório de um professor ele me pergunta: "e você confia?".
"Se
confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim."
Eu
pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá
rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo,
cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.
Nesses
últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor.
Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais
macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos.
Um SUS melhor.
Briguei
pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por
você. Por nós. O SUS é nosso.
Não
tenho palavras para descrever o que penso da "Presidenta" Dilma. (Uma
figura que se proclama "a presidenta" já não merece minha atenção).
Mas
hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.
A
ouvi dizendo que escutou "o povo democrático brasileiro". Que escutou
que queremos educação, saúde e segurança de qualidades.
"Qualidade"... Ela disse.
E
disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil....
Para
melhorar a qualidade....?
Sra
"presidenta", eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos
de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de
faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.
Os
seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo
é que não tem qualidade.
O
dia em que a Sra "presidenta" abrir uma ficha numa UPA, for internada
num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de
qualidade, aí conversaremos.
Não
cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua
incompetência.
Somos
quase 400mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te
atendo. Não demora, não. Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde
sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.
Hoje,
eu chorei de novo.
Juliana Mynssen"
SUPERIOR TRIBUNAL MAÇÔNICO
Saiu a publicação da sentença...
Vimos o STM assumindo postura questionável no processo eleitoral da GLESP de maio de 2013. Em face de uma liminar interposta por integrantes de uma chapa inscrita irregularmente, decide por acatar os motivos inconsistentes dos queixosos e condiciona os integrantes das outras duas chapas concorrentes a optarem coercivamente por aceitar como válida a inscrição da chapa antes invalidada pelo Tribunal Eleitoral Maçônico (TEM), e assim, poder concorrer as três chapas na eleição, ou, em contrário, aceitar invalidar todas as três, porque, segundo alegaram, todas tinham problemas, e abrir novas inscrições para disputa a posteriori. Se de fato as três tinham defeitos na sua composição, como pode o STM aceitar o erro e deixar três chapas com defeito participar das eleições? Como pode um tribunal optar pela aceitação da irregularidade, a além disso, acatar os motivos insustentáveis dos querelantes já rejeitados pelo TEM, foro que tem mais condições técnicas de análise do problema. Os supostos problemas das outras chapas não poderiam ser corrigidos? E não o foram?
Essa práxis não pára mesmo no STM, e fica a impressão que as instituições maçônicas que criamos para nos amparar estão mais é a serviço da oligarquia do poder!
Vimos o STM assumindo postura questionável no processo eleitoral da GLESP de maio de 2013. Em face de uma liminar interposta por integrantes de uma chapa inscrita irregularmente, decide por acatar os motivos inconsistentes dos queixosos e condiciona os integrantes das outras duas chapas concorrentes a optarem coercivamente por aceitar como válida a inscrição da chapa antes invalidada pelo Tribunal Eleitoral Maçônico (TEM), e assim, poder concorrer as três chapas na eleição, ou, em contrário, aceitar invalidar todas as três, porque, segundo alegaram, todas tinham problemas, e abrir novas inscrições para disputa a posteriori. Se de fato as três tinham defeitos na sua composição, como pode o STM aceitar o erro e deixar três chapas com defeito participar das eleições? Como pode um tribunal optar pela aceitação da irregularidade, a além disso, acatar os motivos insustentáveis dos querelantes já rejeitados pelo TEM, foro que tem mais condições técnicas de análise do problema. Os supostos problemas das outras chapas não poderiam ser corrigidos? E não o foram?
Essa práxis não pára mesmo no STM, e fica a impressão que as instituições maçônicas que criamos para nos amparar estão mais é a serviço da oligarquia do poder!
Agora, mais uma decisão questionável do STM exarada no dia 11/06/2013, onde de novo vemos o corporativismo atuando. Depois de toda a materialidade que demonstramos sobre a injustiça a respeito dos meios que impedem minha filiação numa Loja, vejo impedida minha filiação, endossado pelo STM sem processos tramitados em julgado e sem coberturas de direito... e veja que são passados quase dois anos, e o STM não julga o mérito justo, técnico,, prefere não fazer justiça evocando artigo do Regulamento Interno do STM, como se esse fosse superior à Constituição Maçônica, ao Código Penal Maçônico e ao Regulamento Geral... estão afirmando que nenhum irmão tem direito assegurado de mover ação, como eu fiz, contra o GM, só as Lojas o podem.
Como é possível que irmão regular ou irregular (que seja,mas não é o meu caso) não tenha o direito de mover ação contra um GM quando esse age injustamente, e ilegalmente, pode? Essa era a tese desde o início do Grande Orador, uma tese sem cabimento. Ora, nunca a ação fora contra o GM ou quem quer que fosse,, era ação inominada, uma simples ação para que a secretaria da GLESP parasse de sentar em cima do processo. Mas pelo que já temos visto, quem pode contar com esse STM é a administração da GLESP, não nós que pleiteamos justiça. Mas como já disse, TANTO FAZ, agora que esgotei os recursos maçônicos, e minha paciência também, vou atrás de meus direitos onde não haja suspeição. Vira-se esta página, triste, mais uma,de injustiças e comportamentos corporativos de nossas instituições; perde-se esta batalha, mas a guerra continua. Agora o alvo não será mais um fazer administrativo, mas um time de pessoas que agem juntas corporativamente defendendo interesses próprios e não os de todos.
Ir. Edson Monteiro
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quarta-feira, 26 de junho de 2013
MOVIMENTO ACORDA BRASIL X POLÍTICOS DE PLANTÃO
EM
REFERÊNCIA AO PRONUNCIAMENTO DO GRÃO MESTRE DO PARANÁ – Ir.’. JURACI DA SILVA
BORGES, PELO MENOS 1(UM) SE PRONUNCIOU, INCITOU AOS IIR.’. DE SUA JURISDIÇÃO A
SE POSICIONAREM E A AGIREM EM PROL DA SOCIEDADE.
OS DEMAIS
22 OU 23 SE CONTAR O DF, AINDA SE CALAM.
HOJE A
“PRESIDENTA” COMO ELA SE DENOMINA, ESCRACHANDO A LÍNGUA PORTUGUESA, SE
PRONUNCIOU... DISSE E NÃO FALOU, OU FALOU E NÃO DISSE NADA.
NA VERDADE
O RECADO FOI QUE A LIDERANÇA DESSES MOVIMENTOS TEM QUE PASSAR PARA AS MÃOS DOS
POLITICOS, EVIDENTEMENTE DO PT, PARA TEREM LEGITIMIDADE E ENCONTRAREM ECO NA
ESFERA GOVERNAMENTAL – SEJA QUAL FOR.
TEMOS AI
UM ASSUNTO MUITO SÉRIO A SER DEBATIDO:
- AS RUAS
DERAM O RECADO – NADA DE PARTIDO POLÍTICO – SABEM BEM QUE SE ENTRAREM NESSE CANTO
DA SEREIA, NADA VAI ACONTECER COMO SEMPRE OCORRE NA ESFERA POLÍTICA PORQUE
TEM QUE COMPOR E CONTENTAR A TODOS.
- E AI???
COMO EVOLUIR A QUESTÃO??? SEM PARTIDOS POLÍTICOS “DIZEM” OS ESPECIALISTAS DE
PLANTÃO QUE NÃO HÁ DEMOCRACIA. SERÁ MESMO?
LAMENTAVELMENTE
TENHO QUE DISCORDAR FRONTALMENTE E ME CURVAREI SE ALGUÉM CONSEGUIR ME
CONVENCER PARA QUE EU OU A SOCIEDADE COMO UM TODO PRECISA DE POLÍTICO?
NÃO VEJO
NENHUMA FUNÇÃO REAL, PALPÁVEL, EVIDENTE, IMPRESCINDÍVEL. VOTAM APENAS O QUE O
EXECUTIVO MANDA OU O QUE LHES INTERESSA PARTICULARMENTE, O QUE DÁ RETORNO PARA
ELES MESMOS. SE HÁ INTERESSE, PRESCIONAM O EXECUTIVO A ABRIR OS COFRES E
DISTRIBUIR VERBAS. VIVEM DE CONCHAVOS E NEGOCIATAS SEM SE IMPORTAR COM QUE O
POVO NA REALIDADE ESTÁ NECESSITANDO. VÃO ÁS BASES APENAS PARA PEDIR VOTOS E
FAZER PROMESSAS MIRABOLANTES. É ESSA A UTILIDADE?
AH,
DESCULPE, NOS MUNICÍPIOS SERVEM PARA DAR NOME ÀS RUAS E HOMENAGEAR UNS E OUTROS
AMIGOS E NOS DEMAIS ÂMBITOS, INCLUINDO O MUNICIPAL, SERVEM TAMBÉM PARA VOTAREM O PRÓPRIO
AUMENTO DE SALÁRIOS E BENESSES.
O ROMBO
AOS COFRES PÚBLICOS COM 532 DEPUTADOS FEDERAIS + 50 E PORRADA DE SENADORES MAIS
TODA A INFRAESTRUTURA PARA ATENDER AOS NOBRES PARLAMENTARES COM CASA, CARROS,
VIAGENS, ALIMENTAÇÃO, MORDOMIAS, ASSESSORES, ASSISTENTES E MUITO MAIS JÁ DARIA
PARA MANTER MUITAS ESCOLAS, HOSPITAIS, CRECHES E OUTRAS NECESSIDADES BÁSICAS DE
NOSSA SOCIEDADE.
Isso sem
contar com todas as Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais – Já imaginaram
a economia? Iríamos ter a reversão: em vez de aumento ou novos impostos,
teríamos a redução e eliminação de muitos impostos e ainda sobraria dinheiro,
muito dinheiro.
Os atuais
prédios públicos por eles ocupados, poderiam ser usados como Faculdades,
Escolas Técnicas, Laboratórios, Centros de Pesquisa, Moradia Estudantil,
Teatros, Museus e muitas outras utilizações com retorno muito mais positivo à
sociedade.
Pensem
nisso. Qual a utilidade de um Político??? Digo aqui em nossa realidade, nesta
terra chamada Brasil.
domingo, 23 de junho de 2013
RUTH MOREIRA - Desalento
|
Fonte: Carta da Sra. Ruth Moreira, senhora de 84 anos, ao
"Estadão"
Estou com vergonha do Brasil. Vergonha do
governo, com esse impatriótico, antidemocrático e antirrepublicano projeto de poder. Vergonha do Congresso rampeiro que temos, das Câmaras que dão com uma mão para nos surrupiar com a outra, políticos vendidos a quem dá mais. Pensar no bem do País é ser trouxa.
Vergonha do dilapidar de nossas grandes empresas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e outras, patrimônio de todos os brasileiros, que agora estão a serviço de uma causa só, o poder. Vergonha de juízes vendidos. Vergonha de mensalões, mensalinhos, mensaleiros. Vergonha de termos quase 40 ministros e outro tanto de partidos a mamar nas tetas da viúva, enquanto brasileiros morrem em enchentes, perdendo casa e familiares por desídia de políticos, se não desonestos, então, incompetentes para o cargo. Vergonha de ver a presidente de um país pobre ir mostrar na Europa uma riqueza que não temos (onde está a guerrilheira? era tudo fantasia?).
Vergonha da violência que impera e de ver uma turista estuprada durante seis horas por delinquentes fichados e à solta fazendo barbaridades, envergonhando-nos perante o mundo. Vergonha por pagarmos tantos impostos e nada recebermos em troca - nem estradas, nem portos, nem saúde, nem segurança, nem escolas que ensinem para valer, nem creches para atender a população que forçosamente tem de ir à luta. Vergonha de todos esses desmandos que nos trouxeram de volta a famigerada
inflação.
Agora pergunto: onde estão os homens de bem deste país? Onde está a Maçonaria? OAB? CNBB? LYONS? Onde estão os que querem
lutar por um Brasil melhor?
Por
que tantos estão calados? Tenho 84 anos e escrevo à espera de um despertar
que não se concretiza. Até
quando isso vai continuar? Até quando veremos essas nulidades que aí estão
sendo eleitas e reeleitas? Estou
com muita vergonha do Brasil.
RUTH MOREIRA ruthmoreira@uol.com.br
Dona Ruth, boa tarde,
concordo com suas palavras aqui enviadas, eu tenho 74 anos e vivo me
batendo por um Brasil melhor, não para mim mas para nossos filhos e
netos, passei pelo fim 2ª guerra onde tínhamos de enfrentar filas para
comprar comida e outras coisas, tenho uma formação militar gosto das coisas
justas e perfeitas, me bato constantemente com as instituições que a senhora
citou a OAB não faz nada CNBB, só vê seus interesses, Lyons, só festas,
maçonaria só vive do passado onde tínhamos grandes valores como Rui
Barbosa Duque de Caxias, José Bonifácio, Tiradentes, Garibaldi e outros
mais, hoje não tem nenhuma representatividade em nada, só
ficou infelizmente o nome da instituição que é muito grande e não tem
quem há administre com dignidade, descupe o meu desabafo, mas estou
com a senhora, que Deus abençoes e guarde e lhe de paz.
|
Antônio Carlos Garcia
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Globalização e pluralismo
Na obra “Reflexões da Alma”
(2003), escrevi que — em um mundo que se globaliza, tantas vezes esmagando
tradições respeitáveis, é prudente não desconsiderar o pluralismo que existe em
cada povo, até mesmo em pequenas tribos, enquanto labutamos em favor do
espírito solidário, altruístico, preconizado pelo Ecumenismo Irrestrito, que é
Boa Vontade em marcha. Isto é, a vontade decidida, generosa; universal vontade
de viver em paz, como, por muitos anos, pregou o escritor e poeta brasileiro Alziro
Zarur (1914-1979). O autor do “Poema do Deus Divino”
lançou,
já na década de 1940, a Cruzada de Religiões Irmanadas, sob a invocação de um
Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz. O espírito de Fraternidade entre
os religiosos deve servir de exemplo aos demais. (...)
O Ecumenismo nos eleva à
procura de soluções globais, dentro do espírito universal de Fraternidade,
pregada por grandes pensadores e inspirados líderes de religiões. Ela é o “fio
de Ariadne”, que, seguramente nos conduzindo pelos caminhos escuros e tortuosos
das cavernas do Minotauro, pode levar-nos à esplendorosa claridade do Sol,
livrando-nos das trevas dos ódios sectários. (...)
O estágio de fragilidade moral
do mundo é tão avançado, apesar dos progressos atingidos, que, para acabar com
a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada da Fraternidade
Solidária, aliada à Justiça, na Educação. Por isso, ecumenicamente
espiritualizar o ensino é um poderoso antídoto contra a agressividade. Por
falar na “Senhora de Olhos Vendados”, aqui um ilustrativo pensamento do
ensaísta francês Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues (1715-1747): “Não pode ser justo quem não é humano”. Por
conseguinte, também não pode ser feliz.
Haverá um dia em que as armas
terão, por fim, suas sinistras vozes caladas. Ainda no terceiro milênio, mesmo
que demore, os seres humanos entenderão que a essência do poder não se encontra
propriamente neles, mas, sim, no espírito de Solidariedade, que a todos deve
irmanar. Resta muito por fazer. Portanto, mãos à obra! O tempo não se detém
para esperar pelos humores de quem quer que seja.
CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO
Com
o tema “A Arte na arte de educar: uma visão além do intelecto”, a LBV realiza
em São Paulo/SP, nos dias 26, 27 e 28 de
junho, a 12ª edição de seu Congresso
Internacional de Educação.
Propondo qualidade pedagógica aliada à
Espiritualidade Ecumênica, o encontro promove palestras e oficinas educativas que colaborem na formação continuada de
professores, graduandos, pesquisadores, profissionais da área e segmentos afins.
A
pauta das conferências neste ano contempla: palestra
inaugural do evento — Mario Sergio Cortella, doutor em Educação, filósofo e
escritor; “O que é interdisciplinaridade?” — Claudio Picollo, doutor em
Educação; “A arte e a percepção na Educação” — Nádia Conceição Lauriti, mestre
em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa; “Resiliência na sala de aula” —
Ricardo Piovan, administrador de empresas com formação em técnicas de Expansão
de Consciência; “A experiência estética
como caminho para a semeadura do entusiasmo pelo conhecimento”
— Lisie De Lucca, mestre em Educação; “Acessibilidade, uma
nova perspectiva de inclusão” —
Eduardo Natali, pós-graduado em Deficiência Auditiva/Libras e em Educação
Especial/Inclusiva; “A prática da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do
Cidadão Ecumênico” — Suelí Periotto, mestre em
Educação, e Paula Suelí, historiadora.
Inscrições
pelo site www.lbv.org/congressodeeducacao.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br —
www.boavontade.com
O JÔ EXPLICA!!!
O ministro Gilberto Carvalho, após reunião de governo, deu
entrevista dizendo que não entende as razões das manifestações de protesto de
ontem. O Jô Soares mais tarde se encarregou de explicar centavo por centavo as
razões do surto da Galera. Será que agora perceberão ???
JÔ Explica....
Pra quem não entendeu ainda: os vinte centavos, um por um:
...
00,01 - a corrupção
00,02 - a impunidade
00,03 - a violência urbana
00,04 - a ameaça da volta da inflação
00,05 - a quantidade de impostos que pagamos sem ter nada em troca
00,06 - o baixo salário dos professores e médicos do estado
00,07 - o alto salário dos políticos
00,08 - a falta de uma oposição ao governo
00,09 - a falta de vergonha na cara dos governantes
00,10 - as nossas escolas e a falta de educação
00,11 - os nossos hospitais e a falta de um sistema de saúde digno
00,12 - as nossas estradas e a ineficiência do transporte público
00,13 - a prática da troca de votos por cargos públicos nos centros de poder que causa distorções
00,14 - a troca de votos da população menos esclarecida por pequenas melhorias públicas (pagas com dinheiro público) que coloca sempre os mesmos nomes no poder
00,15 - políticos condenados pela justiça ainda na ativa
00,16 - os mensaleiros terem sido julgados, condenados e ainda estarem livres
00,17 - partidos que parecem quadrilhas
00,18 - o preço dos estádios para a copa do mundo, o superfaturamento e a má qualidade das obras públicas
00,19 - a mídia tendenciosa e vendida
00,20 - a percepção que não somos representados pelos nossos governantes
Se precisarem tenho outros vinte centavos aqui, é só pedir.
JÔ Explica....
Pra quem não entendeu ainda: os vinte centavos, um por um:
...
00,01 - a corrupção
00,02 - a impunidade
00,03 - a violência urbana
00,04 - a ameaça da volta da inflação
00,05 - a quantidade de impostos que pagamos sem ter nada em troca
00,06 - o baixo salário dos professores e médicos do estado
00,07 - o alto salário dos políticos
00,08 - a falta de uma oposição ao governo
00,09 - a falta de vergonha na cara dos governantes
00,10 - as nossas escolas e a falta de educação
00,11 - os nossos hospitais e a falta de um sistema de saúde digno
00,12 - as nossas estradas e a ineficiência do transporte público
00,13 - a prática da troca de votos por cargos públicos nos centros de poder que causa distorções
00,14 - a troca de votos da população menos esclarecida por pequenas melhorias públicas (pagas com dinheiro público) que coloca sempre os mesmos nomes no poder
00,15 - políticos condenados pela justiça ainda na ativa
00,16 - os mensaleiros terem sido julgados, condenados e ainda estarem livres
00,17 - partidos que parecem quadrilhas
00,18 - o preço dos estádios para a copa do mundo, o superfaturamento e a má qualidade das obras públicas
00,19 - a mídia tendenciosa e vendida
00,20 - a percepção que não somos representados pelos nossos governantes
Se precisarem tenho outros vinte centavos aqui, é só pedir.
NO COLO DA DILMA!
BRASÍLIA - Os
governos recuaram, mas a guerra continua, mais forte do que nunca. Os
manifestantes se descobrem com imenso poder, multiplicam-se pelo país,
desdenham os partidos e, ontem, ameaçaram cercar o Palácio do Planalto.
As tropas fiéis à presidente Dilma Rousseff tiveram de montar duas trincheiras: uma de defesa do Planalto, fisicamente; outra da própria presidente, politicamente.Enquanto os policiais fazem um cordão de isolamento para evitar que os manifestantes batam às portas ou nas vidraças do Planalto, os (poucos) políticos realmente dilmistas tentam neutralizar a base aliada e buscar um rumo para a presidente. Mas quem está no comando é Lula. O núcleo do poder já discute a conveniência, ou a emergência, de jogar o ministro Guido Mantega às feras, antes que as manifestações e as notícias desastrosas da economia se embolem numa só bomba e caiam dentro do Planalto, no colo de Dilma. As ruas do país estão em chamas, enquanto a Bolsa derrete, o dólar dispara e o índice de emprego --que se mantém muito bom-- já não dá para o gasto político. Foi engolido pelas más notícias na economia e pela frustração popular.
As tropas fiéis à presidente Dilma Rousseff tiveram de montar duas trincheiras: uma de defesa do Planalto, fisicamente; outra da própria presidente, politicamente.Enquanto os policiais fazem um cordão de isolamento para evitar que os manifestantes batam às portas ou nas vidraças do Planalto, os (poucos) políticos realmente dilmistas tentam neutralizar a base aliada e buscar um rumo para a presidente. Mas quem está no comando é Lula. O núcleo do poder já discute a conveniência, ou a emergência, de jogar o ministro Guido Mantega às feras, antes que as manifestações e as notícias desastrosas da economia se embolem numa só bomba e caiam dentro do Planalto, no colo de Dilma. As ruas do país estão em chamas, enquanto a Bolsa derrete, o dólar dispara e o índice de emprego --que se mantém muito bom-- já não dá para o gasto político. Foi engolido pelas más notícias na economia e pela frustração popular.
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
MOVIMENTOS SOCIAIS... ONDE SE METEU A MAÇONARIA?
Em referencia às recentes manifestações que explodiram pelos quatro cantos de nosso país, as quais julgo procedentes e até muito tardias, muito embora com uma lamentável ausência de pauta específica e detalhada de reivindicações.
Os R$ 0,20 (vinte centavos), no caso da capital paulista, considero irrelevante mesmo porque quem arca com esse ônus são as empresas e não o trabalhador. Com certeza absoluta há muito mais descontentamento e “saco cheio” por trás desses atos democráticos, mas mal direcionados e com nítido dedo político-partidário que querem tirar o máximo proveito da massa de manobra, inclusive com insuflação à baderna e ao vandalismo.
Tenho recebido inúmeros e-mail´s de IIr.’. repassando o que outrem enviaram, alguns contendo comentários e desabafos de todos os tipos, sempre com um comum apelo ou indagação:
1. Quando os Grão Mestres vão se pronunciar?
2. Por que a Maçonaria não se faz presente uma vez que historicamente sempre foi a Ordem que capitaneou os movimentos em prol do povo e da Nação?
1. Quando os Grão Mestres vão se pronunciar?
2. Por que a Maçonaria não se faz presente uma vez que historicamente sempre foi a Ordem que capitaneou os movimentos em prol do povo e da Nação?
Se me permitem tentar responder: ... se dependermos das Potências se pronunciarem ou se engajarem, ESQUEÇAM!!!
Por que ???????
Porque VOTAMOS ERRADO. Elegemos, na realidade, quem não quer nada com nada, quem não quer se expor, quem não quer colocar o seu “puder” em risco; elegemos quem se senta em berço esplêndido com um séquito de bajuladores e “tudo fica como dantes no quartel de Abrantes”.... e isso não se restringe a uma Potência especifica, faz tempo que as coisas estão desse modo. Fácil ver, é só pegar informações via internet, ver as “brigas judiciais” internas e externas nas Ordens, que andaram e andam ocorrendo por todo o Território Nacional. O osso deve ser ótimo porque quem pega não quer largar e um sem número briga para tirar o osso do outro e pegar para si.
Recordo-me de um projeto que foi assinado pelas três potências paulistas – Contra a Corrupção – foi apenas um Ato para muitas fotos, marketing pessoal, mas que não prosperou, não teve continuidade, morreu! A intenção foi digna, digo até fundamental, mas não obteve o incentivo necessário, apoio, continuidade. “No quartel de Abrantes continuou tudo como dantes”.
Será que isso na realidade não interessa? Não dá votos? Não dá visibilidade? Evidente que um clube de campo travestido de asilo é bem melhor, pelo menos vai ter um séquito de puxas-sacos.
Perdemos os pilares e objetivos da Ordem, primeiro porque iniciamos qualquer um, sem o mínimo de sindicância – aliás, as sindicâncias foram “aliviadas” de seu rigor da década de 90/2000 talvez para que isso ocorresse mesmo. Não se faz mais sindicâncias com pessoas conhecidas e indicadas pelo candidato, não se exige maiores dados de sua vida pregressa para saber quem estamos colocando dentro de nossos Templos e por conseqüência dentro de nossos lares. Não esqueçam que será um IRMÃO... vai ter acesso à cunhada, sobrinhos(as) etc e tal. Basta apenas algum Ir.’. da Loja indicar que já está tudo bem. Será??? E ai vem as decepções e a evasão – por acaso já contaram quantos IIr.’. pedem o Quite ou Certificado de Grau ? Olha que tem quinzena que até empata as Iniciações + Regularizações + Filiações com os desligamentos, ou seja, o esforço é enorme para se angariar novos IIr.’. e morremos na praia. Parece que o esforço maior é para tirar os IIr.’. da Ordem e não para os manter.
Em segundo, porque a ritualística e a hierarquia está a cada dia sendo esquecida, menosprezada, dispensada pelos VVen.’. . Se duvidam, façam visitas, vão se surpreender. Passem gel nos cabelos porque vai arrepiar.
Agregado a isso, a formação do Apr.’., Comp.’. e M.’. é muito deficiente, fraca, pobre. Chega a ser lamentável. Mal e mal se lê as instruções, mas não se discute, não se debate, não se explica. Peças de arquitetura então, sem comentários. Duvidam? – Façam experiência, pergunte a um M.’. – nem digo Apr.’. ou Comp.’. – Qual a filosofia da Ordem? Não vale decorar o que o Ritual diz, tem que ter entendimento, discernimento, conhecimento. Mais uma vez vão se surpreender. Mais gel nos cabelos (quem ainda os tiver porque nessa altura já se foram quase todos).
O que podemos esperar de uma formação assim? De um estado de coisas nesse contexto?
Quem serão os futuros Mestres e VVen.’. Mestres? Votos em quem??? Nos IGUAIS...
Ir. Edson Monteiro
segunda-feira, 17 de junho de 2013
MINI COLUNAS - COLUNETAS
O que será descrito não é comum a todos os Ritos, mas somente no Rito de York (Ritual
Emulation). Nesse Rito, em Loja,
são mantidas sobre o Altar do Venerável Mestre e nas mesas (lembrar que Altar
só existe um) dos Vigilantes umas miniaturas de colunas (colunetas), com altura
variando de 20 a 40cm.
No Altar do Venerável Mestre, uma com as características de uma coluna Jônica, lembrando os atributos de Sabedoria.
Na mesa do Primeiro
Vigilante, uma outra com as características de uma coluna Dórica
lembrando os atributos da força.
E, na mesa do Segundo
Vigilante, uma outra coluna com as características de uma coluna Coríntia,
lembrando os atributos da Beleza.
Elas ficam em pé ou
abaixadas, nas mesas dos Vigilantes de acordo com o andamento da Sessão. Assim,
com a Sessão em desenvolvimento, a coluna do Primeiro Vigilante permanece em pé
e do Segundo Vigilante, deitada; quando a Sessão é suspensa, invertem-se as
posições.
Deve-se esclarecer que
no Rito Escocês Antigo e Aceito, que é o mais praticado aqui no Brasil, essa
prática é inexistente!
Como muitas vezes os
templos são comunizados para a prática de Ritos, tanto de York como do Escoces
Antigo e Aceito, ou outros, elas permanecem nas mesas simplesmente como
elementos decorativos.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 12 de junho de 2013
SUPERIOR TRIBUNAL MAÇÔNICO...
Fonte: Do livro
AUTÓPSIA DO MEDO, autor PERCIVAL DE SOUZA, Editora GLOBO, 2000, livro este que
versa sobre vida e morte do delegado SÉRGIO FERNANDO PARANHOS FLEURY
"Creio que todo homem deve lutar pelo que acredita. Por isso
sempre respeitei os idealistas. Nunca deixei de ser amigo de alguém por causa
de sua crença ou ideologia política... O grande inimigo do homem não é o
regime; é o seu egoísmo, a falta de respeito e a falta de amor ao próximo. O
questionamento ideológico do amor é a principal causa do registro do
desabafo... São várias as formas de se lutar por um mesmo ideal... Entre dois
amantes os segredos devem ser evitados... Uma guerra não se ganha em uma só
batalha e nem dentro de um tempo limitado... Não acho que o radicalismo, em
qualquer setor humano, conduza a algum lugar. Ao contrário, quem se radicalizar
deixa de ser humano e se escraviza a certos limites intransigentes, que
conduzem ao caminho da vingança, do ódio e da solidão... Temos na vida fases
boas e más. Estas devem ser superadas pela luta, pela gana, pelo esforço, não
pela filosofia. A realidade é uma e o mundo ideal, o das fantasias e devaneios,
é outro... O tempo nos dará a felicidade mais completa. Ninguém atinge um lugar
ou um estágio dito superior sem encontrar uma grande pedra que deve ser
vencida..."
"Brigar com fatos é inútil... o importante é agir!
Provérbio chinês
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Os Princípios da Maçonaria
Entre os muitos
Princípios que orientam nossa sublime Ordem vou destacar alguns:
·
A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, educativa, beneficente
e progressista. Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo
aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade.
·
É uma Instituição, composta de homens adultos, livres e de bons costumes, que
tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos
costumes, pela tolerância, pela igualdade, pela liberdade e pelo respeito à
autoridade e crença de cada um.
·
A Maçonaria não promete nada aos Iniciados. Somente lhes fornece as ferramentas,
e os ensina como desbastar a “Pedra Bruta”. Por incrível que pareça, este é um
dos segredos Maçônicos que os profanos, intensamente, procuram desvendar.
·
A Maçonaria prima pela Liberdade. Na Maçonaria, o Maçom livre, deve submeter
suas paixões e sua vontade à princípios mais elevados, como os da fraternidade,
do amor ao próximo, da caridade, de extrema necessidade hoje em dia, da
tolerância religiosa, motivo de tantas discórdias e guerras, como exemplos.
Trilhando esse caminho, ele estará se tornando, cada vez mais, de "bons
costumes". Vemos, pois, que "bons costumes" não é um mero
comportamento, uma moral de conduta, mas sim um universo de práticas, que devem
ser seguidas e que conduzem o ser humano a uma vida mais perfeita e
aproveitável.
·
A Maçonaria prima pela Tolerância. É o princípio da tolerância que permite que
homens de partidos políticos, religiões, crenças, raças e pensamentos
diferentes, vivam em harmonia e fraternidade. Porém, como citou o Ir.Theobaldo
Varoli Filho: "não se entendam por tolerância maçônica os afrouxos
licenciosos dos deveres ou a passividade exagerada na prática do perdão. Por
tolerância deve entender-se, antes de tudo, que o comportamento do Maçom deve
ser de respeito a todas as manifestações de consciência e que, em Loja, o
Obreiro da Paz deve conservar-se equidistante de qualquer credo".
Proclama que os homens são livres e iguais em direitos. Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível com a universalidade do espírito maçônico.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
terça-feira, 4 de junho de 2013
EM PROL DA HUMANIDADE?
Surpreendo-me em pensamentos sobre meu papel na vida, na sociedade e na Ordem...
Certa vez quis ser professor de médicos... organizei uma residência médica na área de minha atuação onde por mais de 20 anos ensinei e aprendi com muitos novos médicos que se tornaram excelentes profissionais... sei que fiz a diferença para a vida profissional de muitos. Vi depois quase todos esses médicos se preocuparem apenas com o crescimento material de si próprios; acreditava que colecionaria amigos e que os egressos dos meus serviços fariam diferença para a humanidade... me enganei!
Certa vez quis ser professor de universidade... por 5 anos me dediquei a mestrado e doutorado na conceituada Universidade Federal de São Paulo... defendi teses, fiz parte de bancadas universitárias, publiquei trabalhos, desenvolvi novas técnicas operatórias. Cheguei a titular de cadeira numa universidade privada e professor convidado noutra estadual. Vi muita prepotência e arrogância de alguns que se julgavam imortais; vi ódios, brigas mortais e conspirações demais entre colegas professores dentro das instituições; vi desprezo pelo assistencial em prol do acadêmico e do científico que mais alimentavam egos... acreditava que a vida acadêmica fazia a diferença para a humanidade... me enganei!
Certa vez quis fazer um serviço de otorrinolaringologia que assistisse aos pobres. Organizei vários serviços pelo SUS, foram muitos, uns ligados à universidade, outros não; cedi muitos equipamentos para operar em larga escala como era necessário que se fizesse. Onde tinha a quota de atendimento de 16 pacientes dia, atendi mais de 100 com minha equipe, onde era para operar 1 paciente por dia, operava 10. Isso não aumentava meu ganho como funcionário público, só aumentava a convicção de fazer sentido, de servir e ajudar de verdade, de fazer a minha parte. Incomodou o esforço, boicotaram o serviço. Acreditava que nos serviços públicos de saúde, os profissionais se importavam e que faziam a diferença à humanidade... me enganei!
Certa vez quis administrar um hospital público que estava em dificuldades. Montei uma instituição e fiz parceria com o poder público para levantar o caído hospital. Reformamos uma nojenta maternidade do SUS, demos dignidade às parturientes e aos bebes recém-nascidos; reformamos o IML da cidade, demos dignidade para as vítimas de crime violento e para seus familiares. Vi médicos corporativos, que somavam até 4 vínculos com a instituição que sucumbia, que se revoltaram com a maternidade do SUS padrão que construímos que os impedia auferir ganhos extras com os que escolhiam os apartamentos particulares mesmo sem poder aquisitivo... antes o faziam para evitar a antiga maternidade com pisos solapados, camas enferrujadas e paredes infiltradas... esses médicos estavam preocupados com os próprios ganhos, não com a casa que os acolhia, nem com os pacientes que atendiam. Leitos fantasmas foram desarticulados, documentos estratégicos abandonados à umidade foram preservados. Convocaram o presidente de um sindicato que os apoiou, foram à rádio da cidade protestar. O povo se mobilizou do nosso lado e o prefeito se atemorizou da publicidade que criamos. Eu acreditava que a política funcionava em prol da sociedade e que os grupos profissionais agiam em função do bem comum e não corporativamente. Acreditava que os dirigentes e representantes públicos fariam a diferença para a humanidade... me enganei!
Apesar de parecer que tudo não valeu a pena, valeu pela bagagem adquirida nessa escola da vida que hoje me aproxima mais da minha família, da minha medicina, dos meus pacientes e dos meus verdadeiros irmãos/amigos.
Certa vez quis administrar um hospital público que estava em dificuldades. Montei uma instituição e fiz parceria com o poder público para levantar o caído hospital. Reformamos uma nojenta maternidade do SUS, demos dignidade às parturientes e aos bebes recém-nascidos; reformamos o IML da cidade, demos dignidade para as vítimas de crime violento e para seus familiares. Vi médicos corporativos, que somavam até 4 vínculos com a instituição que sucumbia, que se revoltaram com a maternidade do SUS padrão que construímos que os impedia auferir ganhos extras com os que escolhiam os apartamentos particulares mesmo sem poder aquisitivo... antes o faziam para evitar a antiga maternidade com pisos solapados, camas enferrujadas e paredes infiltradas... esses médicos estavam preocupados com os próprios ganhos, não com a casa que os acolhia, nem com os pacientes que atendiam. Leitos fantasmas foram desarticulados, documentos estratégicos abandonados à umidade foram preservados. Convocaram o presidente de um sindicato que os apoiou, foram à rádio da cidade protestar. O povo se mobilizou do nosso lado e o prefeito se atemorizou da publicidade que criamos. Eu acreditava que a política funcionava em prol da sociedade e que os grupos profissionais agiam em função do bem comum e não corporativamente. Acreditava que os dirigentes e representantes públicos fariam a diferença para a humanidade... me enganei!
Certa vez quis ser maçom para aprender filosofia, assuntos esotéricos mas, especialmente, me envolver com assuntos de política social, intervir na comunidade ajudando a construir melhores dias para sociedade. Acreditava na conspiração da maçonaria para o bem da sociedade, que lá se forjavam poderosos construtores sociais. Acreditava que todos seus membros se tratavam como verdadeiros irmãos que mesmo às vezes brigando, como em qualquer família, no final se entendiam e sempre se defendiam com a própria vida contra todos fora da irmandade. Acreditava que a Ordem Maçônica era tradicionalmente a instituição melhor talhada para servir e tornar feliz a humanidade.... me enganei!
Depois de 59 anos de vida, já tendo tirado até brevete de mergulhador autônomo e curso de piloto privado pilotando uma aeronave Cherokee, também aprendi a nadar quase como os peixes e a voar quase como os pássaros de outra maneira, com a experiência de vida... por isso, não dá mais pra estragar tempo com discursos mentirosos, desperdiçar energia mental com projetos improdutivos e mofar ou adormecer em reuniões sem propósito, não dá mais para viver mentiras e fantasias em teatros inúteis, não dá mais para partilhar o tempo com as pessoas sem amor. É chegado o momento de redescobrir a maçonaria que ainda procuro depois de 22 anos da minha iniciação, a instituição que originalmente foi concebida para o serviço em prol da humanidade... a maçonaria que faça sentido para o papel que procuramos na vida, na sociedade e na Ordem!
Apesar de parecer que tudo não valeu a pena, valeu pela bagagem adquirida nessa escola da vida que hoje me aproxima mais da minha família, da minha medicina, dos meus pacientes e dos meus verdadeiros irmãos/amigos.
Ir Edson Monteiro










