sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES SOBRE FRANCO-MAÇONARIA E RAZÃO


QVAE VOLVMVS ET CREDIMVS LIBENTER
(Acreditamos de bom grado em tudo o que queremos)

Muitos textos e muitas idéias sobre Maçonaria são produzidas neste início do século XXI. No Brasil temos abundância de literatura que versa sobre o tema. No entanto, sempre me questionei sobre a ausência de textos que confrontem a racionalidade e a lógica implacável da ciência com a temática maçônica. São facilmente encontrados textos que relacionam Maçonaria a misticismo, astrologia, ocultismo e temas afins, mas, surpreendentemente, textos com tendência cética ou racionalista são praticamente inexistentes.

Não faço aqui a defesa dos céticos, da razão científica ou de coisa parecida. Simplesmente constato um fato: a maioria do que se produz sobre Maçonaria é reflexo de uma única tendência dentro da Ordem. As idéias Iluministas, das quais a Maçonaria tanto se ufana, parecem ficar escondidas dentro de um armário invisível, do qual só se tiram pequenas citações ou vagas lembranças (quase sempre descontextualizadas), mas que, na prática, se tornam extremamente incômodas por questionarem algumas das mais queridas crenças de tantos maçons. É curioso notar como pessoas que se dizem "livres-pensadores" podem agir na contra-mão absoluta de tudo aquilo que tal título invoca. Pode haver livre-pensamento quando se teme a controvérsia? Assim, ignorando tacitamente todas as luzes científicas, todo o método racional de trabalho, toda a lógica rigorosa do pensamento filosófico, vai se entrando em um tipo de sonolência perniciosa, uma indolência cheia de resquícios obscurantistas, superstições, crenças estúpidas e mentiras deslavadas cujo objetivo é agradar ao ego fascinado por lendas e por um mundo irreal, povoado de príncipes imortais, fadas, bruxos, magos, sábios da montanha e poderes inimagináveis que nos possibilitem fugir para bem longe de nossa realidade tão pouco confortável e interessante. Desta forma, movidos pelo desejo de fabricar uma "realidade alternativa", os livros maçônicos vão se povoando de "irmandades secretas", cruzados dotados de poderes fabulosos, segredos terríveis, explicações mirabolantes (quando não absolutamente ridículas) sobre os símbolos operativos, iniciações nas pirâmides, conceitos astrológicos esdrúxulos, magia medieval e outras "pérolas" que não conseguem se sustentar perante a mais superficial análise lógica ou científica. A Ciência Histórica é constantemente ignorada, adulterada ou inventada de forma discricionária e aleatória pelos profícuos escritores maçônicos. E quando alguém ousa lançar, em face de tais "sábios", fatos e documentos que contestam e desmentem cabalmente o que sustentam, é como se lhes dessem uma bofetada, como se fosse uma gravíssima injúria a constatação de seu erro. Dá a impressão de que a verdade é a grande inimiga a quem devemos temer e de quem devemos correr céleres, antes que ela nos arranque do doce sono em que estamos mergulhados. É curioso notar a fisionomia crispada de muitos quando questionamos algum de seus postulados. Em geral, quanto menos argumentos, mais fanática é a defesa dos dogmas em que se acredita (ou se finge acredita, por conveniência). Por que é tão doloroso encarar a verdade? Por que nós fugimos tanto das evidências mais gritantes?

Reflitamos: a Maçonaria é uma instituição nascida, como hoje a conhecemos, no século XVIII (1717, para sermos exatos). Seus grandes objetivos são induzir o ser humano ao conhecimento, elevar a estatura moral e a dignidade da Humanidade como um todo, estimular o livre pensamento longe de coações, proclamar a fraternidade universal, favorecer o livre exame de todas as questões e finalmente, proporcionar de forma anônima o bem estar dos desvalidos e o auxílio aos necessitados, fazendo com que a Humanidade se aproxime cada vez mais dos ideais de Amor Universal. Para atingir tais objetivos, a Maçonaria impõe um método que lhe é próprio, a saber, sua ritualística e sua simbologia. Qualquer pessoa com o mínimo de noção em Psicologia e Antropologia sabe que o Símbolo é um fator poderosíssimo de influência moral, social e comportamental para todos nós. Ora, a vivência dos Símbolos se dá através dos ritos, da dramatização do mito que originou um ou outro símbolo e que, conseqüentemente, desperta em nós uma série de sentimentos, reflexões, desejos e condutas que seriam inatingíveis sem esta "linguagem muda" que provoca o que Claude Levy Strauss chama de "eficácia simbólica". Tudo muito simples, muito claro. Se quisermos estudar estas questões em profundidade, basta recorrer a bons livros de Antropologia (M. Eliade, C. L. Strauss, R. Girard, etc.), Psicologia (Jung, C. A. Méier, etc.) e outras ciências correlatas.

Se quisermos entender as origens históricas da instituição, devemos recorrer a bons livros de História, estudar as antigas corporações de Ofício, a simbologia Operativa, a História da Arquitetura. Devemos nos reportar ao estudo da filosofia medieval e ao pensamento Iluminista, contextualizando cada uma destas ciências em seu tempo, evitando cair na armadilha de "transplantar" estes conceitos para os dias de hoje sem antes purgá-los de todos os vícios e erros inerentes às limitações da época em que foram criados. Tudo isso lhe parece óbvio? Pois a muitos isto beira à atrocidade, é uma heresia digna de expulsão de qualquer loja do globo terrestre. Estes "muitos" querem que a Maçonaria seja uma religião, querem Bíblias, invocações a Deus (leia-se o Deus da Bíblia), querem faraós maçons, Pitágoras maçom, Jesus maçom. Querem explicações fabulosas, visões místicas, ocultismo, títulos gloriosos, templários realizando operações alquímicas sob a égide de Baphomet, paganismo, conceitos supersticiosos misturados com pseudofilosofia e religião mal digerida, tudo isso cozido num caldeirão alquímico chinês, temperado com muitas medalhas de latão, paramentos e pedaços de pizza com cerveja. Assim, aquilo que se prestaria a elevar o Homem rumo à Ciência, ao Conhecimento e ao Progresso, acaba por se tornar uma desculpa esfarrapada para laurear a crendice, as tolices e a pseudociência com o "respaldo" de uma das mais belas instituições humanas, sujando-lhe o nome e ofuscando-lhe o brilho.

A busca sincera pelo conhecimento do que é real, daquilo que realmente pode ajudar à Humanidade, deveria ser o farol a guiar todos os maçons. Agradando-nos ou não, a Verdade será sempre a Verdade e é a ela que devemos buscar, mesmo com todas as nossas limitações e mesmo que a mentira pareça bem mais convidativa e lustrosa. Uma das condições para que alguém seja feito maçom é ser livre. Será que diante de tudo isso podemos realmente nos dizer LIVRES? Será que somos suficientemente livres para recebermos as instruções da Maçonaria? "Não devemos acreditar nos muitos que dizem que só as pessoas livres devem ser educadas, deveríamos, antes, acreditar nos filósofos que dizem que apenas as pessoas educadas são livres". (Epicteto, filósofo romano e ex-escravo).

A Franco-Maçonaria tem como um de seus mais elevados ideais o combate sem trégua à superstição e ao obscurantismo escravizante. Nosso país, o Brasil, é infelizmente considerado um dos mais supersticiosos do mundo. Grande parcela da população vive carregada de crendices, amuletos, ritos mágicos e idéias estranhas, herdadas da época colonial. A História da Humanidade tem demonstrado que em todos os tempos a superstição e o fanatismo são elementos extremamente deletérios para os povos que foram vitimados por eles. As superstições tornam as pessoas escravas de idéias sem nenhum fundamento na realidade, idéias que, se submetidas ao crivo da razão, não passam de nuvens de fumaça. Muitas crenças religiosas, quando levadas de forma descontrolada, apresentam efeitos até piores do que os da simples superstição, pois conseguem escravizar muito mais vigorosamente com suas idéias de castigos terríveis e recompensas colossais. Desgraçadamente, milhões de vidas já foram ceifadas graças a essas "nuvens de fumaça", essas ilusões espirituais que, sem apresentar quaisquer provas, obrigam os homens a viverem reduzidos a meros autômatos, sem poder de raciocinar por si próprios, sem ação, congelados pelo medo do inferno e anestesiados pela esperança do céu.

Dentro da Franco-Maçonaria o Rito Moderno, por ser um rito RACIONAL, ocupa a vanguarda do combate contra as crendices, superstições e fanatismo. Seria absurdo que um Franco-Maçom fosse supersticioso, ainda mais se tratando de um modernista. O perfil do modernista é o de um Livre-Pensador, que examinando todas as coisas de forma cética, buscando a verdade acima de tudo, não se pronuncia sem ter todos os elementos necessários para formar um juízo que seja, ao menos, provável ou verossímil. Assim, o modernista não é uma "presa fácil" dos charlatões, médiuns, quiromantes, curandeiros, astrólogos, etc. Aliás, o verdadeiro modernista bota a correr toda essa gente, pois faz brilhar a Luz da Verdade, a Razão Pura que afugenta todos os oportunistas de plantão. A palavra "cético" é muitas vezes vista com preconceito, como se fosse um adjetivo indesejável, quase um desacato. Muitos crédulos a usam nesse sentido. Nada mais distante da realidade!

A Franco-Maçonaria com seus símbolos e ritos, nos remete a um paradigma moral e nos obriga a refletir sobre a missão do Homem, enquanto membro de uma coletividade chamada Humanidade. Uma vez interiorizados os símbolos maçônicos, teremos homens melhores, homens de bem, homens que conseguem enxergar muito mais além do que o vulgo profano, porém, não teremos místicos, mágicos, magos ou seres sobrenaturais... No Rito Moderno isso é claríssimo, uma vez que não utilizamos nem sequer referências a idéias metafísicas ou religiosas, tão caras a outros ritos. As lojas do Rito Moderno devem ser TRIBUNAS LIVRES DA RAZÃO, e não centros de exibicionismo vaidoso e de doutrinação pseudomística.

Ir. ANDRÉ OTÁVIO ASSIS MUNIZ
Centenária Loja XIV DE JULHO do Rito Moderno
Oriente de São Paulo SP

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OLHA SÓ A SITUAÇÃO! COMO DAR JEITO?

Recebi email indignado de um estimado irmão em  relação às “maçonarias” existentes no Brasil (que coloco no final desta postagem), e com o seguinte comentário que reproduzo a seguir:



                                    
    “Subject: ENC: MAÇONARIA UNIDA - Uma breve pesquisa de quantas  maçonarias" existem atualmente no Brasil e o número é assustador...
                   ... MAS ACREDITO QUE SEJA UM BOM PASSO PARA COMECARMOS A MORALIZAR NOSSA ENTIDADE; VAI DEPENDER  DE UMA LIDERANÇA REGIONAL, DISTRITAL E DE CADA LOJA.”
                                                                                                                                                                                                              
Bem, com o conteúdo desse email, acredito que hoje, pelo menos no Brasil, temos poucas perspectivas para resgatar a imagem da maçonaria como entidade depositária do crédito moral e do proativismo social, democrático e patriótico que sempre a qualificou, pois nem a sociedade leigo-profana, nem os próprios integrantes das entidades maçônicas brasileiras acreditam nesses créditos; nós brasileiros soubemos avacalhar com mais essa instituição internacional.

Fala-se em moralizar nossa Ordem, que dependemos de lideranças regionais, distritais, e nas lojas, mas o que se vê abundantemente é a ascensão de lideranças cada vez mais interessadas em se perpetuarem no poder, exercerem mandos sem compartilhamento com seus pares, vangloriarem-se de seus pequenos e muitas vezes equivocados feitos inexpressivos para apenas a própria comunidade maçônica, tudo diferente da prática maçônica apregoada nos templos. Há gente séria, mas há muita gente manipuladora nessa história toda.  

A desmoralização é tanta, que temos visto ano após ano delegados distritais e regionais tornarem-se “cabos eleitorais” de candidaturas a Grão-Mestre das chapas da situação; é uso da máquina descaradamente, bem debaixo de nossos narizes! E se assite quieto a essa manobra desse exército eleitoreiro. E os que já estiveram na oposição amargando tamanha imoralidade, o que fazem hoje quando na condição de situação? Por dignidade deveriam convocar uma constituinte para mudar a questão da reeleição, ou pelo menos para re-editar eleições em dois turnos; mais do que isso, deveriam criar a prática de destituição de TODOS os delegados no período eleitoral para que não restassem dúvidas quanto à lisura do processo.

Mas o que se nota é que só se interessam em mudanças os que estão fora da máquina, e uma vez dentro, a conveniência pessoal fala mais alto e passam a ditar valores em defesa da tradição e dos costumes antigos. Convivemos com irmãos que se curvam a desmandos, e vemos pregadores da moral, da dignidade e da coragem convivendo com a imoralidade, não se indignando com as injustiças e com a censura da liberdade, com preguiça ou medo de sair de sua zona de conforto.

Moralizar nossa entidade, como?
Com novas lideranças?


Mas depender de lideranças oriundas de nossas lojas para as necessárias mudanças só se conseguíssemos que UM desses líderes, apenas um por vez, que conseguisse se eleger Grão Mestre, e que realmente se preocupasse com a Potência e com a maçonaria e não consigo mesmo. Se tivéssemos apenas UM, com esse perfil a disputar o pleito, aí poderíamos crer que a cada eleição teríamos chances de renovação, de mudanças nos rumos que vimos encetando. Mas a maldita vaidade fala muito alto no espírito dos irmãos, e nunca se chega a um acordo com a oposição, nunca se escolhe apenas um líder de oposição para representar a opinião dissidente da situação. O que temos é uma comunidade silenciosa, ausente, que dança conforme a música, e lideranças que só aparecem na época das eleições e que surgem com um montão de chapas, cada qual se achando o máximo, e fazendo exatamente o que a situação deseja: dividir para governar (Maquiavel). Em contrapartida, a situação nunca sai do palanque!

Mas alguns que se indignam, e o que fazem? Largam suas lojas, fundam novas lojas, fundam novas potências, e não se dão conta que quanto mais lojas (fracas), mais fraco o movimento maçônico; os que se afastam deixam a situação onde estão mais sem oposição se fica, portanto, mais fácil para governar (Maquiavel). Será que nunca vamos perceber que já basta tanta incoerência, tanta inconseqüência?
Agora, se TODOS se juntassem numa "Confederação Maçônica Unida - (CMU), com TODAS as Potências, aí tudo teria valido a pena, e novas Potências poderiam proliferar sem divisão, pois apesar de diferenças, gostos, opiniões, todos se aceitam na "Confederação Macônica Unida".

Vejam a seguir, e digam-me: Desunidos onde vamos parar?


Maçonarias existentes:

1. Grande Loja Maçônica Mista do Brasil
2. Grande Loja Arquitetos de Aquário - GLADA
3. Loja Maçônica Paulistana (dita independente)
4. Ordem Maçônica Mista Internacional "Le Droit Humain" - OMMILDH
5. Grande Maçonaria Mista da Bahia
Os Grande Orientes Independentes, congregados na COMAB, apesar do bom relacionamento pontual com os Grandes Orientes Estaduais ligados ao GOB não são internacionalmente reconhecidos pelo chamado Grupo Principal:
6. Grande Oriente Amapaense
7. Grande Oriente Autônomo do Maranhão
8. Grande Oriente da Bahia
9. Grande Oriente da Paraíba
10. Grande Oriente de Goiás
11. Grande Oriente de Minas Gerais
12. Grande Oriente de Santa Catarina
13. Grande Oriente do Ceará
14. Grande Oriente do Estado do Mato Grosso
15. Grande Oriente do Mato Grosso do Sul
16. Grande Oriente do Paraná
17. Grande Oriente do Rio Grande do Sul
18. Grande Oriente Independente de Pernambuco
19. Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte
20. Grande Oriente Independente do Piauí
21. Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro
22. Grande Oriente Maçônico do Alagoas
23. Grande Oriente Paraense
24. Grande Oriente Paulista
25. Grande Loja do Brasil - GLOB
26. Grande Loja Feminina do Brasil
27. Grande Loja Mista do Rito de Memphis-Misraim
28. Grande Loja Unida do Paraná - GLUP
29. Grande Loja Carbonária do Brasil
30. Grande Loja Unida Sulamericana - GLUSA
31. Grande Loja dos Maçons do Rito de Shroeder do Rio Grande do Sul - GLMRSRGS
32. Grande Loja Maçônica Unida do Piauí - GLMUP
33. Lojas Unidas dos Maçons Livres do Brasil
34. Grande Loja Unida do Rio Grande do Sul
35. Grande Loja Unida de São Paulo
36. Grande Oriente Nacional "Gloria Do Ocidente" do Brasil
37. Grande Loja Unida de Pernambuco
38. Grande Loja Simbólica da Maçonaria Brasileira - GLOSMAB
39.. Grande Oriente Maçônico do Brasil
40. Grande Loja Regular Simbólica Maçonaria Egipcia Glomeb
41. Grande Loja Simbólica Nacional Brasileira
42. Grande Loja Unida de Minas Gerais
43. Grande Loja Unida do Amazonas
44. Grande Loja Unida de Roraima
45. Grande Loja Unida da Bahia
46. Grande Loja Unida do Maranhão
47. UNILOJAS - União Mineira de Lojas Maçônicas Independentes
48. Grande Oriente Maçônico Pan-Americano
49. Instituto Paramaçônico de Estudos e Pesquisas
50. Grande Loja Regular de São Paulo
51. Grande Loja Regular do Rio Grande do Sul
52. Grande Loja Regular do Paraná
53. Alto Conselho Maçônico do Brasil
54. Grande Loja Brasileira - GLB - São Paulo
55. Grande Loja Brasileira - GLB - Rio de Janeiro
56. Grande Loja Brasileira - GLB - Pernambuco
57. Grande Loja Brasileira - GLB - Santa Catarina
58. Grande Loja Brasileira - GLB - Rio Grande do Sul
59. Grande Loja Regular Brasileira
60. Grande Loja Maçônica Feminina do Brasil
61. Grande Oriente Feminino do Brasil
62. Grande Loja Feminina do Amazonas
O Grande Oriente Maçônico Pan-Americano (GOMP) que se autodenomina "Obediência Maçônica Regular, Legal e Legítima", cujo "grão-mestre" é Sergio Sargo; é uma "obediência" mista e que possui Supremo Conselho próprio, governado pela "Soberana Grande Comendadora" Dolores Ugarte.

Tirando-se o Grande Oriente do Brasil e seus 27 federados e as 27 Grandes Lojas Estaduais, ligadas à CMSB, Obediências reconhecidas no Brasil, ainda existem inúmeras outras obediências que se auto-proclamam regulares ou que fazem parte de outras associações internacionais como:
CLIPSAS - Centro de Ligação e de Informação das Potências Signatárias do Apelo de Estrasburgo;
CIMAS - Confederação Interamericana de Maçonaria Simbólica, e que aceitam todo tipo de orientação maçônica sejam elas mistas, exclusivamente masculinas ou femininas e que são associações que se dizem independentes


OLHA SÓ A SITUAÇÃO!  COMO DAR JEITO?


Ir. Edson Monteiro

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A TAVERNA

                               Informativo
                                 CG - 03 de 12/02/2012

As reuniões  que estão sendo divulgadas da Taverna Maçônica "O Copázio e as Uvas", têm como objetivo o encontro de pessoas de bem, que se importam com o bem comum, sintonizadas com os propósitos da contínua construção da sociedade, possíveis futuros membros com perfis afins aos objetivos do fechado grupo. Se for o seu caso, aproveite: seja mais um protagonista da história de mudanças neste país.
                                                                                                                                                                                                                                         
 "Torna-se construtor social cada liderança que se conscientiza que pode influenciar e transformar a realidade no seu meio, no seu microcosmo, não apenas especulando, mas operando de fato....  e se organicamente juntas, podem mais!"


A Taverna
Coordenação Geral

O Marido da Cunhada Graça

Matéria enviada pelo Irmão Ricardo Vidal
Por Jorge Serrão

A Maçonaria anda ouriçada. Em vários e-mails, maçons espalham a pergunta: Quem é o marido da Maria das Graças Foster, nova presidenta da Petrobrás? Eles respondem: o Grande Irmão Colin Vaughan Foster é o Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth.

Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS). Ou seja, a Maçonaria Britânica é um dos braços de comando da Oligarquia Financeira Transnacional que controla os principais negócios do mundo globalitário. Como os maçons constatam, o “primeiro-damo” da Petrobrás é gente forte na Maçonaria Universal. É o controlador atuando nos bastidores de uma das mais estratégicas empresas brasileiras!

Nos irônicos comentários dos maçons sobre a posse da Graça Foster, um chama atenção: “Pelo menos o vice-Presidente da República Michel Temer, que é maçom mas nega sempre que lhe é conveniente, terá a chance de dispensar um tratamento especial à nova presidenta da Petrobrás. Temer poderá chamar Graça de “cunhada” – que é como os maçons se dirigem às mulheres de seus irmãos de ordem.

Na foto acima, com as mãos sobre a mesa, o cada vez mais prestigiado Colin Vaughan Foster recebe homenagens e participa de eventos na Maçonaria Tupiniquim, onde muito “irmão” que não sabe onde tem a cabeça teria o maior prazer de tomar um whisky 18 anos, brindando e saudando o retrato da Rainha da Inglaterra, no intervalo das sessões maçônicas do Rito de York. Os maçons deviam propor um brinde ao marido da cunhada Graça. Ele merece!

Afinal, “God save the husband of the New Queen of Petrobrás". Quem sabe o Grande Arquiteto do Universo ajuda a melhorar os resultados da empresa...

Jorge Serrão
Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: http://www.alertatotal.net/. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Níveis do Ser Humano

Caros Irmãos
Sabemos que muitos  não gostam de textos longos, não têm paciência para ler muitas linhas, defendem que, em se tratando de "internet", temos que sempre sermos curtos e objetivos. Claro que isso é verdadeiro, que de uma forma geral o pragmatismo e a objetividade são essenciais para a eficácia da comunicação. Ocorre que procuramos ir além de noticiar fatos desconhecidos ou velados pela imensa maioria da nossa comunidade maçônica, almejamos especialmente descortinar "O Véu de Isis" que velam consciências, a despeito de graus filosóficos que  detenham, de potências maçônicas que obedeçam, de lojas maçônicas que integrem. Tenham paciência e leiam o texto a seguir que é colaboração de nosso Irmão querido Marcos Retzer, um texto longo de fato, mas cativante e elucidador, que muitos saborearão pois que  expõe de forma lúdica e prazeirosa os muitos "por ques" de situações vividas em nossas instituições maçônicas, em todas, independentemente que Obediências sejam ou em que Oriente se encontrem.  

Ir. Edson Monteiro

OS NÍVEIS DO SER HUMANO
Colaboração: Ir. marcos Retzer

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:
- Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio?
- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.
- Mas, Mestre, que níveis são esses?
- Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação. Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.
Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo. O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:
 - Dê-lhe um tapa no rosto.
 - Mas por quê? Ele não me fez nada…
- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!
E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2. Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte. Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.
- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2: pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida.
Se ele julgar-se mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando, o nível 3. A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:
 - O que é isso, moço? Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!
- Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.- E querem ver como reajo?
- Sim. Exatamente isso…
- Já reparou que não tem sentido?
- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…
- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?
- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?
- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo. Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?
- Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?
- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… Parte inferior do formulário. E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento. Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatões! 
 Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:
- Agora, você já sabe como age o homem do nível 3: gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam.
Prefere deixar tudo pra lá, pois não tem tempo para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os outros. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição.
Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por preguiça vital e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.
Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.
E a cena repetiu-se. O caminhante olhou para o buscador e perguntou:
- Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.
 - Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?
- É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?
- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo?
Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada jamais poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?
- E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?
- Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distingüir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham? 
 Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:
- O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados, e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio.
Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois.
Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.
Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5. O tapa estalou.
- Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?
- Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?
- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?
- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…
- Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer.
Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?
Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:
- Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita.
O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente , sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram.
A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem.
E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio. 
 - Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidadeé um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo?
Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?
- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.
- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo.
Eu amo a todos como amo a mim mesmo.
No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: “Tudo é Amor!” A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim.
Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:
- Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o ser humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando. Vamos ver como reage o homem do nível 6. 
E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.
- Bata nele! – ordenou o Mestre.
- Não posso, Mestre, não posso…
- Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!
- Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!
- Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.
- Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…- Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.
- Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que as abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?
- Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção
- Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?
- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder.
Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, poistodo mundo quer tudo às pressas, imediatamente.
- A Humanidade ainda é uma criança, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico.
Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar este conhecimento, esta grande Verdade: “somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa”.
- Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?
 - Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.
- Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.
- E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra.
O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações.
O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos.
Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?
 Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus.
Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes.
Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso.
Entendeste, filho meu?