quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DIA INTERNACIONAL DA OSTEOPOROSE... boa razão para agir!



CONVITE

VAMOS MOBILIZAR,
CHEGA DE SE CALAR!
"Políticos são eleitos como representantes da sociedade com o fim de intervenção nas demandas sociais, nas políticas públicas vitais, na carência de algum serviço público que necessite de implantação ou de implementação. Potências maçônicas têm papel semelhante já que reúnem lojas maçônicas que são integradas por pessoas que optaram por liderar, no seu meio, alguma transformação social em benefício da coletividade, nunca com objetivos particulares egoístas. Potências maçônicas deveriam ser nosso "Estado Maior", planejando as ações de intervenção social dessa pletora, mobilizando essa força latente que está cada vez mais desarticulada. Exército sem causa e sem luta torna-se  indolente, grupamento que se distrai com festas e bebidas, aglomerado de homens fracos incapazes de responder prontamente a uma convocação. Precisamos estar atuantes e sempre de prontidão!

SE POLÍTICOS E POTÊNCIAS MAÇÔNICAS NÃO ESTÃO CUMPRINDO SEU PAPEL PELA SOCIEDADE, ESQUEÇAMO-NOS DELES, FAÇAMOS POR NÓS MESMOS; NÃO PRECISAMOS DA COORDENAÇÃO DOS FRACOS!  

A primeira intervenção que proponho é na área de saúde, mas outras se seguirão! Vamos começar a arregaçar as mangas, combater os maus e os fracos simplesmente deixando-os de lado; vamos buscar a solução de nossas necessidades através da nossa própria mobilização sensibilizadora ao poder público de nossa cidade, de nosso estado. Políticos deveriam ser os nossos melhores parceiros, nossos verdadeiros representantes, nossas vozes nos destinos de nossa nação, em especial os políticos do poder legislativo e nossos dirigentes maçônicos. Infelizmente, diferentemente disso, muitos desses têm mostrado que não são dignos da confiança depositada com os votos recebidos nas eleições!  Precisamos mesmo é fazer por nós!

Quem não se importa com mobilizações reivindicatórias, então não se importa com políticas públicas, e portanto, não se importa com sua própria vida, de sua família,  não se importa com o destino de seus descendentes. Certamente será cada vez pior enquanto gente má for colocada por nós para tomar as rédeas do nosso destino, do destino do nosso país.  Como muitos políticos, e representantes de potências maçônicas, preocupam-se apenas consigo e não se  interessam pelos problemas da população, temos necessidade de nos mobilizar pois sabemos que não podemos esperar que façam por nós; definitivamente não podemos mais ficar de braços cruzados!

Com esse propósito, convido a todos que tiverem possibilidade, a participar da  "CAMINHADA PELA CIDADANIA", no dia  20 de outubro de 2011, no Parque da Juventude, Zona Norte da cidade de São Paulo, quinta-feira, das  08:00HS às 11:00HS, em comemoração ao "DIA INTERNACIONAL DA OSTEOPOROSE". Nesse dia teremos postos de atendimento para orientação do tratamento e prevenção da osteoporose, lançaremos a campanha de conscientização  dos riscos gravíssimos e letais dessa doença silenciosa que é muito negligenciada por médicos, gestores públicos e pelas próprias pessoas portadoras da enfermidade.

Este é o primeiro de uma série de outros eventos que faremos na forma de caminhadas e atendimentos, abordando temas de saúde, com a proposta de universalizar (tratamento para todos os cidadãos) os tratamentos mais naturais e eficazes da medicina ortomolecular/biomolecular. A voz do povo poderá servir para direcionar a atenção do executivo de nossa cidade ou estado, o poder público gestor das políticas públicas, para focar-se numa prática médica preventiva muito  eficaz, com notória melhora de muitas enfermidades e com possibilidade de diminuição do custeio da saúde pública com medicamentos.



VINGANÇA CONTRA O DESCASO!
Participem, vamos conquistar juntos uma saúde pública  que universalize práticas médicas modernas e preventivas que hoje são restritas a poucas pessoas em clínicas privadas. Participem para contornarmos os problemas e melhorarmos o que temos hoje no sistema público de saúde. Não podemos apenas criticar à distancia, temos que nos envolver, fazer alguma coisa que seja transformadora, lançar propostas de soluções!

Este é um convite a todas as pessoas que amam suas famílias e que amam profundamente nosso país, especialmente, aos  irmãos de Ordem que optaram, sinceramente, por protagonizar a grande obra da construção social e não esperam indefinidamente pela liderança dos fracos!

Ir. Edson Monteiro
"Associação sem mobilização e intervenção social não é maçonaria!"



domingo, 25 de setembro de 2011

Enquanto isso...

O mundo está em polvorosa, a economia em todo o planeta está vulnerável, o dolar valorizou 30% em apenas uma semana, a corrupção corre a solta na política brasileira, a violência pega pesado em todo canto, especialmente nas grandes cidades, o ensino médio está em franca contração no Brasil, e a maçonaria paulista a fazer assembléias com pautas repletas de deliberações pra coisa alguma, com nada que faça diferença para a sociedade, nada relevante para a Ordem, nada para nosso país, só teatro - de comédia!

Realmente tenho sérias dúvidas se estamos num processo "idiotizador" perpetrado pelos que nos querem idiotas no afã de  tentar se perpetuarem na máquina, ou então, será que nos deixamos envolver por  governos idiotas que procuram a todos idiotizar porque, sendo idiotas, julgam que fazem o bem ao pregar a conversão a idiotas de todos os sofredores descontentes que reclamam, que se incomodam em enxergar demais quando, acreditam os idiotizadores, ser suficiente não ir além da ponta dos próprios narizes. Acreditam-se forjadores de  líderes, para propagarem a transformação da sociedade cada um no seu meio, pelos atos, pela retórica, pela palavra. Será?

Até quando suportaremos esse teatro idiotizador?

Fico imaginando irmãos chefes de família, com grandes responsabilidades pessoais, chegando tarde em seus lares, depois de cervejas e pizzas, nada tendo a mostrar de positivo do seu trabalho maçônico, nenhum projeto, nenhuma intervenção social, nada! Fico pensando nos irmãos que se aborrecem com os discursos pra nada, que resignados, se obrigam a ouvir nas longas jornadas templárias, e nos afrontamentos que sofrem por deslizes de ritualística ou esquecimentos de conteúdos de instruções. É cobrança e discurso demais e exemplos e atitudes de menos.

Enquanto isso... trimestralmente, fazem-se conclaves, realizam-se assembléias com muitos irmãos tidos como os doutos da Ordem, onde se espera avanços, novas esperanças, novas metas, novas missões: mas como é sempre, um grande vazio. Arranjam-se pautas nessas reuniões apenas para se ter alguma pauta. A maçonaria perdeu seu rumo porque se afastou da sua essência, se afastou do trabalho e da moral dos seus antepassados. Quem não sabe, ou não valoriza, de onde veio, não sabe para onde vai. A maçonaria que vemos está mais para uma legião de cegos que se escoram entre si, que vão caindo pelo caminho, sem rumo, sem sentido, vão tirando as vendas e, ao fazê-lo, nada vendo,  se afastam do teatro, do discurso irreal. Muitos, entretanto, permanecem nas trevas à espera da volta da verdadeira luz, outros preferem, como no mito da Caverna de Platão, continuar cegos de costas à realidade!

Ir. Edson Monteiro

“A Maçonaria pode contribuir para uma democracia mais saudável”

Caros Irmãos
Trago partes da entrevista do nosso irmão António Reis, Past Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, que acaba de deixar o cargo há pouco, na semana que passou. Podemos apreciar seu otimismo com a  maçonaria em Portugal, apesar de alguns aspectos que abordamos anteriormente neste blog. O crescimento e a qualidade dessa potência deve-se muito aos esforços feitos pelo irmão António Reis durante sua gestão. Que bom seria se nossas potências maçônicas em São Paulo, especialmente a Grande Loja, fossem mais prestigiadas pela imprensa e estivessem mais em evidência na sociedade, mas não, certamente,  em desfiles de paramentos pelas avenidas, nem tão somente com iniciativas filantrópicas pontuais, e sim  com ações de intervenção nas políticas sociais que fizessem a diferença, com idéias modernas, coerentes, práticas e factíveis. Águias voam alto, levam o espírito e as aspirações às alturas, realizam tarefas grandes coerentes à sua natureza, exemplo do nosso irmão António Reis e o Grande Oriente Lusitano; parabenizo e invejo nossos irmãos portugueses dessa virtuosa potência maçônica; por aqui, estamos à procura da nossa. Acrescento que esses caros irmãos, como nós daqui e todos os da Ordem em todos os cantos, precisam urgente  assumir postura mais contundente, mais proativa na questão política das nações; temos que ir sim ao encontro do poder, e uma vez lá, com irmãos em ocupações estratégicas, cobrar comportamentos, atitudes e ajudar na realização dos feitos que todos esperam. Se outra potência comporta-se de maneira permissiva, providências internas devem se desencadeadas, mas não lavar as mãos como se o problema não nos dissesse respeito; um mal maçom mancha a reputação de todos; a sociedade não compreende nossas tolas divisões, nem suspeita da vaidade e do egocentrismo que nos consome.

Agora a palavra do Eminente Past Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

Ir. Edson Monteiro  


“A Maçonaria pode contribuir para uma democracia mais saudável”
 Marcos Rebelo 23/09/2011


António Reis - PastGrão Mestre GOL
"António Reis é, até ao dia de amanhã, o Grão-Mestre da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano (GOL). É a mais antiga organização maçónica que existe em Portugal, tendo-se formado em 1802. António Reis é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. De passagem em Viseu, o Grão-Mestre do GOL, acedeu a ser entrevistado pelo Jornal do Centro para falar sobre a organização em Portugal e na região. O Grão-Mestre António Reis vai ser amanhã substituído no cargo por Fernando Lima, ex-líder da Sociedade Lusa de Negócios, gestor de empresas e actual presidente da Sociedade Galilei. António Reis cumpriu dois mandatos de três anos à frente do GOL. Na fotografia desta página, o Grão-Mestre é fotografado junto a um óleo de Manuel de Arriaga, familiar e primeiro Presidente da República Portuguesa.

A Maçonaria justifica-se na sociedade em que hoje vivemos?

A razão principal que levou ao nascimento da Maçonaria mantém-se actual. Tem a ver com a necessidade de construir pontes entre os homens, para além das divergências de carácter ideológico, político, partidário e, sobretudo, religioso. Foi a partir da necessidade de superar essas divergências, de encontrar um local ou uma organização onde se pudesse conviver, debater, ser tolerante e respeitar as ideias dos outros, que nasceu a Maçonaria no princípio do século XVIII, em Inglaterra. Era uma Inglaterra dividida por lutas religiosas e partidárias muito intensas. O que vemos hoje é ainda um mundo muito dividido e partilhado por ideologias e opções políticas e religiosas diferentes e com tendência para cair em fundamentalismos, quer de carácter religioso, quer de carácter ideológico. A Maçonaria apresenta-se como forma de combater esses vícios e esses fundamentalismos e proporcionar às pessoas uma plataforma de entendimento que supere essas divisões. É isso que faz sentido no mundo de hoje em que todos nós estamos cada vez mais a ser testemunhas da gravidade das consequências desses fundamentalismos de vária ordem.

E de que forma é que a Maçonaria tem acção no cenário que acaba de traçar?

Congregando, antes de mais, as elites de cada sociedade e de cada país no culto dos valores da tolerância, fraternidade, compreensão mútua, da procura da verdade sem dogmatismos de qualquer espécie. Nas lojas do Grande Oriente Lusitano (GOL) encontram-se pessoas com diferentes opções religiosas, políticas e ideológicas. Convivem de forma fraterna, discutem os problemas do país, as grandes questões da filosofia e da ciência, sem se hostilizarem. Na sua vida profana, como dizemos, podem ter opções diferentes, militarem até em partidos diferentes, e na sua loja procurarem opções em conjunto para os problemas da humanidade e do país, em particular.

De que forma é que os maçons intervêm na sociedade? Há alguma determinação nesse sentido por parte do GOL?

Reconhecemos uma grande liberdade de actuação para cada membro da Maçonaria. Mas não há dúvida nenhuma que os estimulamos a todos a empenharem-se na área da solidariedade social da filantropia. A dimensão filantrópica caracteriza a maçonaria desde as suas origens. Em Portugal esta forma de actuar teve especial importância quando o Estado-providência era muito frágil no nosso país. Falo em fins do século XIX e início do século XX. Altura em que os maçons foram sempre gente empenhada em organizações de solidariedade social. E fundaram muitas que ainda hoje existem, como o Montepio Geral, fundado por maçons no século XIX. Algumas instituições foram fundadas por maçons e ainda hoje estão na posse do Grande Oriente Lusitano, como são os casos dos internatos de S. João, em Lisboa e no Porto. Dei exemplos de vestígios, quase simbólicos, do que era a imensa actividade filantrópica da Maçonaria portuguesa. Mas o que hoje prevalece na Maçonaria é a dimensão cívica, cultural e ética. O que pretende ser é uma vanguarda ética e cívica que defende grandes valores: a liberdade de consciência, a igualdade, a justiça, a tolerância, a cidadania e a laicidade, naturalmente. A separação entre a Igreja e o Estado foi, em grande parte, obra da Maçonaria portuguesa através dos governos da primeira república. Pretendemos ser defensores acérrimos destes valores. Constituímos uma espécie de elite que está sempre pronta a bater-se por eles e, depois, cada um opta pela melhor maneira prática de os defender. Pode fazê-lo dentro de um partido político, de uma associação cultural e cívica, através do tipo de profissão que acaba por escolher. Tudo isso contribui para levar por diante a defesa dos valores que defendemos...

...Falou na política. Esse é dado como um meio no qual a Maçonaria exerce influência. De que forma existe e como vê essa acção?

É preciso que fique muito claro que a Maçonaria não é uma organização política nem um outro tipo de partido político. Não pretende ser uma organização de massas, muito longe disso, mas sim que os seus membros possam influenciar a vida dos partidos políticos em que militam com base nos valores que apontei. A Maçonaria não é uma organização formada para dar ordens aos partidos políticos ou tentar manipulá-los, nem que lhe obedeçam como marionetes na sua mão. E nem isso era possível pelo que já expliquei. Pode contribuir para uma democracia mais saudável, para evitar sectarismos e posições demasiado fechadas e promover o diálogo entre as diferentes forças políticas. Tudo isso pode ser uma relação útil por parte de maçons na sua relação com a vida partidária e com a vida política. Não telecomandamos os partidos políticos, os governos ou a Assembleia da República. Há deputados maçons sem dúvida, em diferentes partidos, há ministros e secretários de Estado maçons, sempre os houve, mas o que se passa é que não obedecem a nenhuma central de comando. O Grão-Mestre não é o dono de uma central que movimenta os peões no xadrez do tabuleiro político ou partidário...

...Mas qual é a marca que pretendem deixar com a influência que têm na acção de um partido político, por exemplo?

É sobretudo uma marca no plano ético. O maçon tem que ser exemplar na sua conduta ética na política, num partido político ou num órgão de soberania como um governo ou a Assembleia da República. O mesmo deve acontecer se for professor ou gestor num banco ou numa empresa. Deve pautar a sua actividade por padrões de excelência profissional...

...A recente questão que surgiu à volta dos serviços secretos portugueses fez transpirar para a comunicação social que a Maçonaria ou alguns dos seus membros estariam envolvidos. Falou-se por exemplo da loja Mozart e de membros seus que estiveram envolvidos na questão…

A loja Mozart pertence à Grande Loja Regular Legal de Portugal, não é o Grande Oriente Lusitano. Essa é chamada a Maçonaria Regular. Nós pertencemos à Maçonaria Irregular, Liberal e Adogmática. No Grande Oriente Lusitano somos completamente alheios a esse assunto...


...Vivemos em tempo de crise. A Maçonaria está atenta para se adaptar aos novos tempos?

Temos que estar muito atentos a estes sintomas de inquietação que vão proliferando, mas não podemos cair num certo catastrofismo, nem pensar que a democracia está condenada e que se caminha no sentido de uma certa anarquização das respostas políticas. Longe disso. Há que aperfeiçoar a democracia e os partidos. Não vejo alternativas a uma organização democrática em que os partidos políticos continuam a ter um papel fundamental...


...Está no último dia como Grão-mestre do GOL. Foram gratificantes estes anos?

Foram seis anos muito fecundos em que o GOL cresceu bastante e aumentou até o seu prestígio internacional. Aumentou o número de lojas e obreiros. Faltava-nos a implantação em alguns distritos e, sobretudo, conseguimos abrir uma loja na Madeira, a única Região Autónoma onde ainda não estávamos presentes. Nos Açores temos várias lojas e agora já temos uma oficina na Região Autónoma da Madeira...

...Isso acontece numa altura em que há um grande problema político e financeiro entre o Governo central e a Região da Madeira…

É verdade. E não fomos nós os responsáveis do buraco financeiro da Madeira. Mas, concerteza, é útil que a Maçonaria e , em especial, o GOL, estejam agora também presentes na Madeira, o que vai certamente contribuir para melhorar o nível democrático daquele território..."

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

MAGISTRATURA DO MAL & MAÇONARIA: Será que já não vimos esse filme?

"OAB teme impunidade no "Escândalo da Maçonaria.  Entidade cobra agilidade do Supremo em julgamento de mandado de segurança de desembargadores e juízes. Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti classificou a decisão do STF como assustadora"

Jornalista Alexandre Aprá
Presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti
 classificou a decisão do STF como assustadora

"O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil requereu, no mês passado, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a inclusão como parte interessada no mandado de segurança impetrado por 11 magistrados mato-grossenses, que conseguiram liminarmente voltar aos cargos, após serem aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Supremo ainda não analisou o pedido da OAB.

A OAB Nacional vem cobrando agilidade ao STF no julgamento definitivo do recurso, que poderá anular, em caráter de mérito (decisão final), a pena administrativa aplicada pelo CNJ. A alegação dos magistrados é de que houve desrespeito ao princípio da subsidariedade. Na avaliação deles, o processo disciplinar deveria ter sido julgado pela Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso, e não pelo CNJ. Dez magistrados foram punidos pelo Conselho pela participação em um suposto esquema de desvio de recursos do TJ para salvar uma cooperativa de crédito ligado à Maçonaria. As irregularidades aconteceram na gestão do ex-presidente do Tribunal, desembargador José Ferreira Leite. O desembargador José Jurandir de Lima também conseguiu retornar ao cargo, após responder um processo, no qual foi acusado de empregar seus dois filhos no órgão, sem que eles comparecessem ao trabalho. O recurso que mantém os magistrados em seus cargos está nas mãos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para emissão de parecer. O relator dos mandados de segurança dos juízes envolvidos no caso da maçonaria é o ministro Celso de Mello. Já o recurso de Jurandir é relatado pelo ministro Dias Tófolli. Em pronunciamentos anteriores, o presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcanti, defendeu a atuação do CNJ em processos disciplinares envolvendo magistrados. Na época da recondução dos juízes, Ophir classificou a decisão do Supremo como "assustadora".

Entenda o caso: em fevereiro do ano passado, o CNJ decidiu pela aposentadoria compulsória dos desembargadores Mariano Travassos, José Ferreira Leite e José Tadeu Cury e dos juízes Marcelo Barros, Irênio Lima Fernandes, Marcos Aurélio dos Reis, Antonio Horácio Neto, Juanita Clait Duarte, Graciema Ribeira Caravellas e Maria Cristina Oliveira Simões. Eles foram acusados de integrar um suposto esquema de desvio de dinheiro do Judiciário, para salvar uma cooperativa de crédito ligada à Maçonaria. O caso foi levado ao conhecimento do CNJ pelo então corregedor-geral de Justiça, desembargador Orlando Perri, por entender que não havia condições de investigar seus pares. Em seguida, foi instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar, cujo relator foi o conselheiro Ives Gandra Filho. Em seu voto, Gandra levou em conta o parecer do então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para que os magistrados fossem punidos com a aposentadoria compulsória. O voto foi acatado por unanimidade. Em março do mesmo ano, o desembargador José Jurandir Lima foi punido com a aposentadoria. Ele foi acusado de nepotismo, após empregar os filhos em seu gabinete, na época em que presidia o Tribunal de Justiça, sem que eles comparecessem ao trabalho."

Essa matéria aborda algo que nos faz refletir,  e muito questionar: Quem estamos trazendo para dentro da Ordem? Que prática nos tem servido para analisar os deslizes que ocorrem dentro de nossa instituição? Será que apenas refinada formação  acadêmica ou  atividades  profissionais estratégicas são determinantes de qualidade para o ingresso na maçonaria? Bem, parece que não, já que nosso tropismo para  aproximação de  desqualificados tem sido enorme, com altos custos para a ordem, com estragos à imagem da maçonaria e de muitos irmãos. Já que a maçonaria não tem servido para nada de útil mesmo à sociedade, pra que juntarmos massa crítica? Melhor seria convidarmos gente mais simples, gente que se acha menos poderosa e menos perigosa, uma vez que é só pra tomar cerveja e comer pizzas! É claro que não penso realmente assim, mas acredito que estamos caminhando para isso com a forma que estão conduzindo as potências maçônicas ultimamente.

Que ética  é essa, publicada na matéria acima, em que corrupção é premiada com aposentadoria compulsória e não com exoneração e prisão. Esse CNJ é mesmo ético, não parece? Ora, essa lógica usada para os magistrados nessa reportagem não é válida para  mortais normais como nós, e ainda bem, pois é exatamente contra esse tipo de sujeira que temos discursado, mas não lutado, infelizmente. Por isso, é bom repensar o ingresso desses na Ordem, esses que podem se safar de corrupção com descanso remunerado. 

Senhores magistrados maçons, isso é exemplo? Emporcalham duas instituições: magistratura e maçonaria. Já escolhemos para irmãos  porcaria  demais como esses  aí;  bom senso e  intuição têm que  prevalecer sobre interesses escusos  e  ingenuidade infantil na hora de identificar pessoas de caráter para integrar nossas fileiras; chega de entusiasmo por essas "autoridades" maléficas que já vimos no que dá em história recente da nossa Ordem.

Certamente que merecem respeito a imensa maioria dos magistrados e os milhares de irmãos na maçonaria universal,  mas essa matéria publicada  no "midianews" reacende nossa preocupação pelo bem e pelo mal que vive entre nós. Essas más lideranças maçônicas, esses irmãos, magistrados maçons,  que se  julgam acima da lei, é algo que bem conhecemos e sabemos que promovem a  iniqüidade, praticam a coerção, mas não tínhamos notícias dessa nova especialização: a corrupção; é mais um fato na coleção de vergonhas que temos juntado nos últimos tempos.

"A escolha é clara: ou não fazemos nada e permitimos que um futuro miserável e provavelmente catastrófico nos alcance, ou usamos nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social no qual poderemos viver vidas produtivas e criativas, e fazemos isso, sem pôr em risco as chances de que aqueles que se seguirão a nós serão capazes de fazer o mesmo."       Skinner, B.F. (1978, p.66)

O filme que anexamos traz irônica receita para se identificar desgovernos, útil para cidadãos de um país,  para integrantes de qualquer associação ou  para filiados de uma potência maçônica. É impressionante como a carapuça pode servir em várias cabeças que governam, cada uma, na sua republiqueta particular. É rir para não chorar!



                      Ir. Edson Monteiro

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ESTERTORES DA AÇÃO SOCIAL DA MAÇONARIA


"Campanha 'em defesa da vida e pela paz no trânsito' será lançada nesta segunda"

Semana de Trânsito - 19/09/2011 às 00:02h


"O evento consiste numa mobilização na Avenida Frei Serafim, Como parte da programação da Semana Nacional de Trânsito, no Piauí, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), em parceria com a Maçonaria, realizou uma panfletagem educativa no sábado (17/09) nos cruzamentos da Avenida Frei Serafim com a Rua Coelho de Resende e Avenida Miguel Rosa e Rua Goiás. Nesta segunda-feira (19), pela manhã, será realizada outra atividade com o Ministério Público, que, segundo a diretora da Escola de Trânsito do Detran, Gemma Barroso, “abraçou muito bem esta causa”. O evento consiste numa mobilização na Avenida Frei Serafim, nos mesmos cruzamentos. Na oportunidade, o Ministério Público lançará uma campanha “em defesa da vida e pela paz no trânsito”. Para o dia 25 próximo, Dia do Trânsito, um domingo, está programado um momento de espiritualidade pelas vítimas do trânsito, na Ponte Estaiada, às 17 horas. “Esse será um momento que vai chamar a atenção. Todo o povo da cidade está convidado a participar desse momento. Nós vamos refletir, repensar o comportamento e também lembrar essas vítimas que faleceram em virtude dessa violência no trânsito”, concluiu Gemma Barroso."



Caros Irmãos

Parece que alguns irmãos, incomodados com a paralisação geral que a maçonaria vem perpetrando nos últimos tempos, de alguma forma fazem algo de útil à sociedade, no seu municipio, na sua comunidade. Devemos "tirar o chapéu" aos nossos irmãos piauienses, que no dia de hoje protagonizam esse trabalho pela conscientização cidadã da população de seu município. Mais uma vez vemos a maçonaria fazendo parcerias positivas com entidades de respeito, indo às ruas sem paramentos pela motivação do bem comum, não para participar de um evento sério como se estivessem numa festiva carnavalesca; demonstra humildade e engajamento necessários aos que sabem que nada se pode sozinhos e que sabem ser necessário dividir a atenção com os assuntos pessoais e coletivos.  Esse honroso movimento poderia também ser feito por clubes de serviço, associações de bairros, e por uma centena de outras entidades que se ocupam com a questão social, inclusive a maçonaria. Pelo menos alguns integrantes da Ordem estão na empreitada.

Mas questiono: e onde muitos não vão, e que essencialmente é o papel da maçonaria, onde estamos? Falo das lideranças maçônicas a interagir com o poder público nas discussões e implementações das políticas, falo da formação de lideranças para formulações de políticas com o viés da Ordem, falo de conspiração contra a ditadura camuflada e contra a corrupção neste país. "Bater panelas" faz parte, mas esquecer do fulcro da ação maçônica é o que não podemos: política meus irmãos, é disso que estou falando!

Só não falo que a Ordem está morta, ou em vadio abandono, porque vejo em ações como essa, os estertores da ação social da maçonaria, o som cavo e rouco da respiração dos moribundos, a agonia de quem foi brilhante, respeitada e temida pelos indignos usurpadores da sociedade. Vamos ressucitar a grande dama, tirá-la dos estertores de sofreguidão, dar-lhe fôlego novo, luz e ocupação.

Ir. Edson Monteiro

domingo, 18 de setembro de 2011

MAÇONARIA E A POLÍTICA EM PORTUGAL


Caros Irmãos

Tenho trazido alguns textos publicados na mídia nacional e internacional para nossa reflexão, com a certeza que se analisados com atenção, nos trarão profundas reflexões que podem mudar nossas crenças equivocadas, podem mudar nosso desfavorável comportamento maçônico. Analisando com critério a matéria publicada a seguir (Maçonaria e Revisão), num periódico em Portugal, podemos concluir ao menos dois aspectos, um positivo e outro negativo, em relação à atitude da maçonaria na política e na vida pública da sociedade portuguesa. Um primeiro aspecto, o positivo, é que se conclui que a Ordem não está morta, e de maneira intensa tem atuado na política de Portugal, que tem ocupado cargos relevantes na vida pública e está de certa forma conspirando contra governantes que desgovernam a administração pública, como a exemplo "a gritaria" do governo local da Madeira.

Acontece que há um segundo aspecto a ser considerado, e este mais grave que a indolência maçônica que tanto temos alertado, que é o descaminho dos maçons no poder, aqueles que substituiram o respeito ao  livro da lei pela ganância, pelo enriquecimento ilícito. É o que se conclui, pois se vários irmãos estão a compor a força política daquele país, como se constata pelo artigo a seguir, como puderam permitir que as coisas chegassem à situação como está? Por que não alertaram? Por que não conspiraram contra os descaminhos das instituições já que tinham a política como ferramenta e força nas mãos? Ocorre que isso, infelizmente, não está restrito a Portugal; assim estão a Grécia, a Itália, a Espanha, dentre outros países, assim como o nosso Brasil. Nosso país, felizmente, está melhor no contexto mundial por nossa realidade econômica conquistada nas decisões  que  governantes fizeram cada um no seu tempo (plano real, etc); além da sorte grande, é claro, de termos um território continental e rico; por tudo isso somos emergentes do grupo BRIC; mas não foram nossos atuais irmãos maçons políticos que fizeram e fazem especial diferença no progresso do nosso país. 

Estamos cansados da maioria dos maçons no congresso nacional, nas assembléias e nas câmaras municipais que arrancaram seus aventais quando assumiram seus mandatos, sendo que alguns foram mais longe, jogaram os aventais no chão e os pisotearam, já que nada faz lembrar nos seus trabalhos e nas suas atitudes na política o que um dia aprenderam na Ordem. Vamos melhorar o quadro que temos hoje e aumentar os critérios na escolha dos novos propostos ao ingresso na Ordem. Maçonaria não é igrejinha, nem grupo de filantropia, muito menos confraria da cerveja! Temos que trazer gente de bem, de moral  limpa  e de espírito articulado e politizado!

Bem, vamos ao texto - "Maçonaria e Revisão"; boa leitura e muita reflexão!

Ir. Edson Monteiro


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"MAÇONARIA E REVISÃO"

Fonte: http://ultraperiferias.blogspot.com/
Lisboa/Pt - 17/09/2011
de Luís Filipe Malheiro

"Obviamente que não interessa ao PSD regional, nesta altura, envolver-se numa situação de conflito com o PSD de Passos Coelho, quando continua muita coisa por ser resolvida. Ainda recentemente ouvimos Alberto João Jardim dizer pela primeira vez o que nunca tinha dito até hoje de uma forma tão aberta, ao reconhecer que a Madeira precisa urgentemente de dinheiro. E precisa. Alberto João Jardim reintroduziu a questão da presença e da ameaça da maçonaria na política regional, alegadamente por esta organização estar a preparar uma investida contra a Região: “Eu não gosto de estar a insistir na mesma tecla. Mas, como sabe, a maçonaria tinha planos diferentes para a Região Autónoma da Madeira. Obviamente, a minha recandidatura não coincidiu com os planos dessa gente, que tem hoje uma grande força em Portugal (…) Desta vez, é a Maçonaria que assume a orientação estratégica da campanha» contra ele próprio e contra os autonomistas sociais-democratas e daí a intensidade diferente que esta campanha ganhou”.  Embora pense que se trata de uma matéria que diz pouco à generalidade das pessoas, devido ao seu natural e compreensível desconhecimento e desinteresse sobre o tema – até porque em momentos de crise grave como o que estamos a atravessar as prioridades e preocupações dos cidadãos são obviamente outras – parece-me importante que o Presidente do Governo clarifique as suas suspeitas, até porque os madeirenses já perceberam que a Madeira atravessa numa das fases mais difíceis e graves da sua história e precisam de saber se existem ou não possibilidades de solução para este aparente impasse em que nos encontramos. E, em caso negativo, saber o que impede essa solução. Por outro lado, é sabido que numa conjuntura onde são cada vez mais evidentes os sinais de que podemos estar a caminho de uma recessão económica, anda mais grave que a anterior, parece-me óbvio, em face desta instabilidade dos mercados e à vulnerabilidade acrescida das regiões ou dos países mais pequenos e mais endividados, que os tempos actuais exigem que pragmaticamente falemos claro e com verdade. O que os cidadãos já assimilaram é que quem lhes vai lixar a vida, nos próximos dois a três anos, é a “troika”, apenas por culpa nossa, graças à passividade dos portugueses que não agiram quando deviam e puderem fazê-lo. Os cidadãos portugueses, madeirenses incluídos, já perceberam que quem vai andar a azucrinar-lhes a vida serão as medidas constantes do “memorando de entendimento” e mais ninguém. Julgo que é isso que a eles mais lhe interessa.

Mas o que é a maçonaria? Há quem garanta que “no início do século passado, a Maçonaria teve um papel relevante em termos ideológicos. Hoje, em Portugal não passa de uma seita secreta que apenas existe para conseguir promover e defender quem a ela pertence. É gente que, a coberto desse secretismo, giza estratégias de acesso ao poder e de defesa e protecção dos seus membros, agredindo, sem pudor, o interesse público”. Tendo Alberto João Jardim trazido para a actualidade política – penso que efemeramente – a questão da maçonaria “versus” política, não posso deixar de manifestar alguma preocupação pelo que essa denúncia possa representar em termos de penalização, perseguição e prejuízos para a Madeira. Por quê? É sabido que quando se fala em maçonaria, PS e PCP aparecem no topo dos partidos com mais indivíduos ligados àquela organização. Mas o PSD não lhes fica muito atrás. Parece mesmo que o actual governo de coligação em Lisboa, segundo reportagens recentemente publicadas, pode ser um autêntico albergue de destacados maçons ou de pessoas com ligações a essa seita. Nomes? Comecemos pelo ministro Miguel Relvas, segundo reportagem publicada recentemente numa revista portuguesa e não desmentida. Mas quanto a nomes do PSD já anunciados como membros da Maçonaria, na multiplicidade das suas lojas, podemos ainda referir Fernando Nobre (chegou-se a falar que a Maçonaria garantiria a sua eleição para a liderança da Assembleia da República!), Carlos Abreu Amorim (deputado e vice-líder parlamentar do PSD), Feliciano Barreiras Duarte (deputado e ex-chefe de gabinete de Passos Coelho no PSD), Marco António Costa (vice-presidente do PSD nacional e líder do PSD do Porto e secretário de estado), Carlos Carreiras, presidente da distrital do PSD de Lisboa e presidente da Câmara de Cascais, Jorge Moreira da Silva (vice-presidente do PSD nacional e assessor de Cavaco Silva), Emídio Guerreiro (deputado), Rui Gomes da Silva (ex-ministro do PSD no governo de Santana Lopes) Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém. Como se constata a coisa pode ser mais complicada do que parece. Portanto, se alguma coisa se está a preparar contra a Madeira, então existem motivos mais do que suficientes para desconfiarmos desde logo deste governo central pelas razões acima referidas. Ou não?

Outra questão que me parece passível de interpretações diversas – porque os social-democratas madeirenses reclamam a urgência de uma revisão constitucional – tem a ver com o facto de Passos Coelho ter suspendido a revisão constitucional remetendo-a para 2013 ou mesmo depois dessa data. Em situações normais, poderíamos estar perante uma situação que obviamente mereceria reflexão. Tem o PSD da Madeira hoje capacidade para garantir que o PSD nacional promova a tal desejada revisão constitucional em tempo útil?  Obviamente que não interessa ao PSD regional, nesta altura, envolver-se numa situação de conflito com o PSD de Passos Coelho, quando continua muita coisa por ser resolvida. Ainda recentemente ouvimos Alberto João Jardim dizer pela primeira vez o que nunca tinha dito até hoje de uma forma tão aberta, ao reconhecer que a Madeira precisa urgentemente de dinheiro. E precisa.  Recentemente, na TVI, o governante madeirense disse que “não sou meramente um homem do PSD; sou um opositor ao regime da Constituição de 1976, mas entendo que o País precisa de uma constituição democrática a sério”. Contudo, e questionado sobre se existem condições para se avançar com a revisão constitucional, João Jardim reconheceu que neste momento “o fundamental é o Orçamento de 2012” mas acrescentou que, “resolvida essa questão, então rapidamente avançar para a revisão constitucional”.  O que é que se passou, afinal, de acordo com uma notícia divulgada na imprensa e não desmentida? “Os sociais-democratas admitem retomar o processo no final de 2013. Socialistas de acordo com adiamento. Não é um projecto para esta sessão legislativa, mas está previsto para a legislatura. Depois de ter sido interrompido, em Março passado, na sequência da dissolução do Parlamento, o processo de revisão constitucional não segue dentro de momentos. Mas o PSD não desistiu de fazer alterações à Lei Fundamental e poderá reiniciar o processo em finais de 2012 ou nos primeiros meses de 2013. Nessa altura, poderá contar com a aprovação do PS, cujo secretário-geral, António José Seguro, já admitiu a disponibilidade dos socialistas para proceder a "aperfeiçoamentos" na Constituição. Seguro esclareceu que não aceitaria um projecto semelhante àquele que os sociais-democratas apresentaram em finais do ano passado, defendendo ainda que o acordo assinado com a troika, especificamente as alterações na legislação laboral, não implicaria uma revisão da lei”.  Não será, contudo, um processo fácil e pacífico e dele pode resultar a aprovação de uma Constituição que ficará muito aquém daquilo que os dois partidos pretendem: “Isto porque PS e PSD convergem na reforma do sistema político, embora as eventuais alterações (que exigem mudanças na Lei Fundamental) tenham ainda de passar por uma fase de negociações entre os dois partidos.  O prazo para avançar com uma nova revisão recolhe também o consenso de socialistas e sociais-democratas: por ora, não é uma prioridade, mas consta da agenda política do PS e do PSD para finais de 2012 ou início de 2013. Os avisos que António José Seguro já fez, sobretudo ao longo da campanha interna para as eleições no PS, não deixam muita margem de manobra para o PSD. Que, provavelmente, terá de repensar o seu projecto de revisão e optar por propostas menos ambiciosas. Seguro já sublinhou que não irá aceitar mudanças nas funções sociais do Estado e no equilíbrio das relações laborais - fonte próxima do secretário-geral socialista reafirmou que essas áreas não são negociáveis. Se assim for, o PSD terá de recuar em algumas das ideias que lançou no Verão passado (publicadas no anteprojecto de revisão) e que, desde o final do Verão de 2010 até à campanha eleitoral para as legislativas, em Junho, serviram o duelo político entre sociais-democratas e socialistas”.  Um tema que certamente vai dar que falar nos próximos tempos."

ACORDA MAÇONARIA!!!
O homem, desejando ser grande, confunde o foco da sua busca quando pensa que o problema está no quanto se é pequeno em posses e não no quanto se é vazio na mente.

Incomoda-se com sua pequenez o homem pequeno de espírito, torna-se obstinado na busca egoísta em ser grande, pisa nas pessoas e nos valores morais que um dia ouviu mas não pôde conservar.


Ir. Edson Monteiro

sábado, 17 de setembro de 2011

Nova Esperança vota aumento de vagas

Matéria de 17/09/2011 do jornalista Luiz de Carvalho
fonte: http://www.odiario.com/

"Entidades representativas de Nova Esperança (a 46 quilômetros de Maringá) esperam convencer os vereadores a votarem contra a proposta de emenda à Lei Orgânica do Município que altera o número de cadeiras na Câmara. Para isso, programam uma série de atividades para mostrar aos vereadores que a população já se manifestou frontalmente contrária à possibilidade de aumento. A movimentação contrária ao aumento foi iniciada há mais de um mês com reuniões, panfletagens e presença de representantes de entidades em todas as sessões da Câmara. Hoje pela manhã diretores da Associação Comercial, Maçonaria e Rotary Club farão uma panfletagem no Centro da cidade e nova movimentação está prevista para esta segunda-feira, inclusive para convidar a população a estar presente na sessão, à noite. Definição do quadro de vereadores ocorrerá nesta segunda-feira. O presidente da Associação Comercial, Jean Flávio Zanchetti, disse que uma pesquisa mostrou que 99% dos moradores de Nova Esperança são favoráveis que a Câmara continue com nove cadeiras na próxima legislatura. "A Emenda à Constituição aprovada pelo Congresso Nacional autoriza municípios do porte de Nova Esperança (26 mil habitantes) a terem até onze vereadores, mas a população entende que no momento não há necessidade de mudança e esperamos que, como representantes do povo, os vereadores acatem a vontade dos moradores", destacou. Zanchetti citou o exemplo de Maringá - que poderia aumentar para 23 o número de cadeiras na Câmara -, onde os vereadores ouviram a voz das ruas e votaram pela manutenção do número atual. "Em muitos municípios, os vereadores têm considerado a vontade popular e esperamos que os nossos sigam caminho idêntico", ressaltou. Se a votação tivesse ocorrido duas semanas atrás, pelo menos sete vereadores teriam votado pelo aumento para onze cadeiras, mas ontem entre os próprios vereadores já existia dúvida se a Emenda será aprovada. O tucano Décimo Caetano, que defende a manutenção das nove cadeiras atuais, afirmou que ocorrerão mudanças, com alguns de seus colegas de Casa decidindo votar com o povo."

Importantíssima ação, coerente movimento, e que bom, encontramos a maçonaria presente atuando no meio das ruas junto a outras dignas entidades representativas, mas aqui sem ostentar nada, sem paramentos. Esse corpo a corpo em busca da conscientização e da mobilização do outro é o que tem faltado à sociedade brasileira, sem bandeiras particulares, portando sim, a bandeira do Brasil, podendo vir também as bandeiras do estado e do município onde se esteja. Parece que finalmente a nação saturada de tanta arbitrariedade, de tanta corrupção, começa a se mexer aqui, lá e acolá, começa a deixar o pijama e a ganhar as ruas para integração aos movimentos sociais transformadores da nossa realidade; começa o exercício da cidadania. Se ficarmos em casa considerando que as demandas que aparecem não nos dizem respeito, elas se resolverão à nossa revelia e contra nossos desejos, favorecendo certamente aos oportunistas. Se silenciarmos, os maus se aproveitarão e certamente teremos o que não esperamos, o que não desejamos. As conquistas dos nossos desejos dependem de nossas lutas. Maçonaria é opção de vida, é trabalho pela sociedade, é conspiração contra os descaminhos do bem comum, é luta pelas melhores condições de vida humana. Gente preguiçosa e alienada não pode ter espaço em nossas colunas. Nossa vida não pode se resumir em reuniões de templo e em sessões de "copo d'água". Devemos agir nas ruas, na nossa atividade profissional, no nosso convívio social, disseminando idéias, influenciando pensamentos e condutas, mobilizando os poderosos amigos de dentro da nossa Ordem ou fora dela, e mais, os que têm aptidão precisam ir em busca de poder político dentro de suas comunidades, tudo em prol da insidiosa e contínua construção da sociedade. 

Com alegria, parabenizo os irmãos da cidade paranaense de Nova Esperança.

          Ir. Edson Monteiro

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

GRANDE LOJA MAÇÔNICA DE MINAS GERAIS: discurso belíssimo, mas...

Caros Irmãos, o texto abaixo é bem longo, diverso da preferência de muitos que acessam matérias na internet, mas peço-lhes que reservem alguns momentos para a leitura desta publicação repleta de sabedoria, escrita por um Irmão bem situado na nossa Ordem, que dedicou seu tempo e suas reflexões no intuito de nos ajudar; aproveitem, façam dessas palavras as suas reflexões, pois  elas servem para a motivação que todos procuramos em nossas Lojas.  
 
Desfile de 7 de setembro de 2011 - MG
Apesar do belo e sábio discurso dessa autoridade maçônica da Grande Loja Maçonica de Minas Gerais, toda essa  Potência foi para o desfile do dia da pátria  como se estivessem numa alegre festiva, com autoridades desfilando seus paramentos na avenida e em palanques como se fossem fantasias, e pior, colocando as crianças dos corpos para-maçônicos a se expor a esse   ridículo na avenida, expondo-se profanamente, da mesma forma como fez a Grande Loja de Rondônia, a mesma galhofa.

Chega a ser motivo de escárnio a alegria estampada nos semblantes desses que se dizem líderes construtores da sociedade; os que assistem a esse deplorável carnaval acreditam que a maçonaria abona tudo o que vem ocorrendo no país (no congresso nacional, nos ministérios, na casa civil, nos governos estaduais e municipais, etc, etc, etc.)
 Realmente estamos "num mato sem cachorro" porque as autoridades maçônicas (irmãos que são nossos legítimos representantes) a escrever coisas belas e sábias, temos demais, agora, encontrar  os que estejam atentos ao contexto político de seus discursos, os que estejam conscientes de quão grande pode ser o distanciamento das  belas palavras das ações que se praticam na maçonaria contemporânea, aí nada temos; basta ver o exemplo desse nosso irmão Grande Primeiro Vigilante mineiro, dotado de muito falatório mas se mostrando alienado quando ele, e todos da Grande Loja mineira, se permitiram fazer parte dessa festança e com seus paramentos, absurdo, sem propósito maçônico algum, festejo para mobilizar transformação nenhuma, que não nos serve para comemorar a dignidade pátria que esperamos e desejamos;  é só vaidade, "medalharia", falta de foco, a mesma porcaria de sempre...




 ...êta maçonaria intelectualizada "vira-lata":  late, late e só!
Fico pensando o que imaginaram as pessoas
com senso crítico apurado quando viram esse
bando de fantasiados, alegres e saltitantes na avenida!!!

O homem, desejando ser grande, confunde o foco da sua busca quando pensa que o problema está no quanto se é pequeno e não no quanto se é vazio!

Ir. Edson Monteiro

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OBS: Quanto ao texto a seguir, se tiverem interesse e paciência, leiam, pois é bonito e útil, muito embora seja mais um discurso desconectado da realidade!

"GLMMG – Grande Loja Maçônica do Estado de Minas Gerais
15-agosto-2011


Ir Leonel Ricardo de Andrade
Mais uma medalha no dia do maçom
Estimado Irmão,
Ouso dizer-lhe que um Homem Iniciado só será verdadeiramente Maçom quando conhecer a si mesmo e, a partir de então ser capaz de compreender aqueles que o cercam, entendendo as suas tristezas, fraquezas e até faltas, mas, sobretudo, tendo a coragem de dizer-lhes o quão é necessário que a sinceridade e a lealdade prevaleçam sobre os interesses individuais de cada um. Um homem só será verdadeiramente Maçom quando, como disse Joseph Fort Newton, tiver mantido a fé em si mesmo, no seu semelhante, no seu Deus e, na sua mão uma "espada" contra o mal, no seu coração o “toque de uma canção”, feliz por viver, mas sem medo de morrer. Ou seja, buscando incessante e insistentemente a VERDADE sobre todas as coisas.
Digo-lhe que enquanto Maçons precisamos buscar sempre uma maior aproximação, uma melhor estruturação e organização de nossa Ordem, em especial sob o PONTO DE VISTA SÓCIO – POLÍTICO e ADMINISTRATIVO, no sentido de termos de fato uma vivência plena da ESSÊNCIA Maçônica, sem vaidades e sem divisões em nossa UNIVERSALIDADE, para fazermos a diferença nas comunidades onde nossas Lojas estejam inseridas. Nesse sentido, meu Amado Irmão, a ESSÊNCIA Maçônica está na capacidade em que cada Iniciado tem em compreender e exercer os seus DEVERES, RESPONSABILIDADES e PAPÉIS perante todos os ENTES que o cercam. Mas, atente-se, pois para o DISCERNIMENTO necessário a essa CONSCIÊNCIA é preciso estudo e compreensão dos ensinamentos contidos na Simbologia e na prática da Ritualística Maçônica. Eis que, nesse mister, cabe à Loja não somente Iniciar o Homem, mas, sobretudo, instruí-lo e prepará-lo para uma nova etapa em sua vida. Dito isso, é fundamental que as Lojas Maçônicas e seus Obreiros percebam um fato inquestionável: o de que a sociedade humana vem ao longo dos anos se envolvendo em inúmeras necessidades banais, criadas por mentes vaidosas e vazias, que perdeu de vista a sua realidade e as suas raízes, para uma assustadora e avassaladora inversão de valores éticos e morais, a ponto de afetar inclusive os valores de instituições consideradas até então “inquestionáveis”, tais como a própria família, a Maçonaria, entre outras.

Você pode estar a perguntar: o quê a Maçonaria e eu temos a ver com isso?

Ou nós nos adequamos à realidade de um mundo extraordinariamente dinâmico e espantosamente instável ou estaremos irremediavelmente condenados a desaparecer em poucos anos. Não pelo fecharmos das portas de nossos Templos ou encerramentos de nossas atividades, mas, simplesmente, por falta de CREDIBILIDADE. Primeiro entre nós mesmos e depois perante a sociedade de um modo geral. Lembro-lhe de que a razão de nossa existência nunca foi, não é, e nunca será fundamentada na prática da filantropia, da caridade e da beneficência. Ou a Maçonaria, através das LOJAS MAÇÔNICAS, se empenha em transformar o Homem Maçom em um LÍDER capaz de promover mudanças profundas no ESTRATO SOCIAL ou seremos tão somente meros expectadores de uma história recheada de fatos negativos e deletérios aos reais interesses de cidadão e trabalhadores, a exemplo do que vem sendo escrito no Brasil de hoje por autoridades e políticos corruptos e sem princípios éticos e morais. É por isso e por muito mais que a nossa participação na sociedade deve estar ligada a todas as situações que interferem no desenvolvimento humano. Precisamos ter consciência do potencial universal e divino da Sublime Ordem Maçônica, pois nenhuma outra organização possui a estrutura humana que ela tem: quem abriga em seu seio tamanha diversidade de homens (etnias, crenças, profissões, etc.), na busca de um objetivo comum – a evolução da humanidade? Mas, na mesma medida em que possuímos uma estrutura invejável, adotamos uma postura acomodada e isenta de ações efetivas e concretas para melhorarmos os ambientes aos quais pertencemos e ou frequentamos. Por exemplo:
É gritante a falta de instrução, conscientização e conhecimento do que vem a ser Maçonaria – REPITO: muitos ainda consideram-na filantrópica. “Arrepia-me tamanha ignorância”;
As nossas Sessões Ordinárias duram em torno de 120 minutos e os períodos de estudos ou de instrução, quando utilizados, duram em torno de cinco a quinze minutos. É lamentável ver que muitos querem encurtar as Sessões, simplesmente para ampliar a “segundinha”, sempre regada com muita cerveja, cachaça e outros produtos não menos etílicos. Quando algum irmão mais interessado tenta apresentar um trabalho mais elaborado, a reclamação é certa, vai atrasar o andamento da sessão e, consequentemente a “segundinha” vai ficar prejudicada. Perguntas: como instruir-se em tempo tão exíguo? Como esgotar a discussão de um assunto interessante em tempo tão curto? Como a Diretoria de uma Loja pode propor uma ORDEM DO DIA que seja de fato produtiva e edificante? Aliás, o que temos discutido nas “ORDENS DO DIA” de nossas Reuniões?
É grande o número Mestres Maçons que, ao atingirem essa condição, deixam de estudar, pois acham, coitados, que atingiram a plenitude maçônica e, pensando assim prejudicam muito o desenvolvimento de Aprendizes e Companheiros, razão fundamental de EXISTÊNCIA do próprio Mestre. Talvez seja este o maior problema interno de nossa Ordem - o excesso de confiança daqueles que se vêem como ''líderes", mas que não o são e tão somente se comportam como indivíduos vaidosos e cheios de presunção;
Muitos, por desconhecimento de nossos PRINCÍPIOS mais elementares, param no tempo e não aceitam que se discuta dentro das Lojas assuntos de interesse geral, inclusive da Ordem, como as questões Políticas, Econômicas e Sociais. A nossa falta de posicionamento político contribuiu e tem contribuído para o estado de coisas que ora assistimos no país como um todo – onde o que prevalece é a FALTA DE ÉTICA, a CORRUPÇÃO e a IMPUNIDADE;
Quantas vezes presenciamos impassíveis, o comportamento anti-maçônico de muitos Irmãos, verdadeiros “profanos de avental”, que querem fazer de seus defeitos e vícios, regras morais para os demais - é o resultado final da falta de estudo e de conhecimento dos Princípios elementares, que aliados à presunção do falso saber "entronizam” os FALSOS LÍDERES acerca dos quais já fiz menção acima; A tudo isso se soma a um verdadeiro desrespeito às tradições históricas da Ordem, onde candidatos são indicados sem os menores critérios e ou cuidados, permitindo que indivíduos sem princípios utilizem a Maçonaria, unicamente para a conquista de benefícios pessoais e ou profissionais – isto já nos enfraqueceu demais. Veja só: sob o pretexto de sermos em pequeno número, se comparados a outras organizações, alguns defendem e promovem abertamente a iniciação indiscriminada de profanos, propiciando assim, o acesso aos nossos Templos, Ritos e Rituais, à pessoas que em nada engrandecerão nossas colunas. Sem contar a enormidade de publicações indevidas sobre a ordem, em revistas, livros de qualidade duvidosa, Internet, entre outros. Como se isso fosse fundamental para estarmos mais próximos da sociedade, tal qual fazem e agem certas seitas religiosas - há anos venho alertando sobre este estado de coisas. Já fui inclusive taxado de preconceituoso e antidemocrático, por não aceitar a iniciação de pessoas “oportunistas”. Até quando seremos coniventes com Irmãos se lamentando sobre o que a Maçonaria fez ou está fazendo por eles, quando em verdade deveriam analisar sobre o que poderiam eles fazer pela Maçonaria? Já que é dever de todo Maçom conhecer e saber quais são os objetivos da Sublime Ordem a qual pertence, devendo se comprometer com a plena realização e concretização dos mesmos, sempre atento aos seus atos e hábitos diários, pois são eles que constroem ou destroem o desenrolar de sua vidas, seja no mundo profano, seja no mundo maçônico. O Maçom deve ter consciência de que, antes de ser um homem que se envolve em relações simplesmente materiais, é um elemento que se colocou à disposição do equilíbrio entre todas as coisas e criaturas, e, consequentemente pela evolução da sociedade humana e de tudo que a cerca. Por esse motivo me dirijo novamente a você, no sentido de pedir-lhe: nunca deixe de discutir os rumos de nossa Sublime Ordem junto aos irmãos de vossa Loja, pois existem em nossas bases homens que podem e devem contribuir para o engrandecimento da Maçonaria Universal, despertando a vontade e a necessidade de muito trabalho para que as nossas marcas sejam deixadas pelo caminho, e que o amanhã seja melhor do que o hoje e do que o ontem.

Um Tríplice e Fraternal Abraço,"
Leonel Ricardo de Andrade
Grande 1º Vigilante GLMMG
http://www.glmmg.org.br/







ACORDA
MAÇONARIA!!!









quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Maçonaria tem a tarefa de combater a corrupção, diz Cristovam

Redação do "Views" - Agência do Senado, pag 4565, de 19.08.2011 às 13:52:00
 Cristovam ressaltou que há duas formas de corrupção. Uma delas, "que a imprensa felizmente denuncia", é visível e envolve a corrupção do comportamento (como o dos políticos que desviam verbas governamentais para benefício próprio; é a apropriação privada de recursos públicos). Mas há outra, "para a qual a mídia fecha os olhos", que envolve a corrupção de prioridades, a qual se revela "no uso eticamente equivocado do dinheiro público, quando o governo gasta, por exemplo, para viabilizar o transporte privado em vez de gastar mais com escolas, saúde e esgotos". Segundo Cristovam, a corrupção de prioridades não é visível e o seu resultado "até nos orgulha, quando passamos por um viaduto e ignoramos as pessoas que moram embaixo dele, já que a prioridade, nesse caso, é dos carros". - "Nós precisamos da rede e da força que os maçons têm para limpar o país dessas duas formas de corrupção". - declarou. Além da questão da corrupção, o senador argumentou que é fundamental acabar com a desigualdade no acesso à educação e à saúde. Para Cristovam, uma república não precisa de igualdade plena, inclusive porque há desigualdades resultantes de vocações e esforços pessoais, "mas não pode conviver com imoralidades, como é o caso do acesso desigual à educação e à saúde".- "Aí está o caminho para completar a república: permitir que o filho do trabalhador estude em uma escola com a mesma qualidade da escola do filho do patrão" - assinalou. A homenagem realizada no Dia do Maçom , 20 de agosto, solicitada pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que é maçom. Entre os participantes da sessão estavam Marcos José da Silva, grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil; Vanderlei Freitas Valente, secretário geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil; Rubens Ricardo Franz, primeiro secretário da Confederação Maçônica do Brasil; Lucas Francisco Galdeano, grão-mestre adjunto do Grande Oriente do Distrito Federal; e o deputado federal Izalci Lucas Ferreira (PR-DF).BRASÍLIA (Agência Senado) - Durante a homenagem à maçonaria feita pelo Senado nesta sexta-feira (19), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrou que os maçons estiveram envolvidos na independência do país, na abolição da escravatura e na proclamação da república, mas afirmou que esses processos "ainda não foram completados" e que a maçonaria pode contribuir para que isso aconteça. Ele disse que o Brasil ainda não pode ser considerado um país plenamente republicano devido aos níveis de corrupção que apresenta. - É uma tarefa da maçonaria ajudar o Brasil a se livrar da corrupção - reiterou.

Comentários:
José Orlando disse: 21.08.2011 às 14:07:44 horas
Oportuna a declaração do senador Cristóvão Buarque;diante das grandes conquistas que nosso país já teve com a maçonaria.
Grigório Marcos disse: 20.08.2011 às 11:08:44 horas
MUITO BOA SESSÃO. ESPERAMOS QUE MAIS MEMBROS DA ORDEM FAÇAM COMO FEZ O IRMÃO MORAZILDO... Parabéns irmao. Parabé s Sen CRISTÓVAM

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Meus Irmãos!!!... pelo amor de Deus, será que nunca vamos cair na real? Esses comentários demonstram quão alienada está a comunidade maçônica; o Senador, coitado, apesar de seu preparo, está equivocado achando que a maçonaria que temos vai realmente fazer o que  ele sonha; e nossos queridos irmãos, bem intencionados, acham que as autoridades maçônicas estão realmente fazendo alguma coisa para mudar o estado de coisas que estão denunciadas pelo nobre, mas iludido, senador. Vamos parar de iludir as pessoas! Sugiro que façamos contato com esse Senador da República para, definitivamente, fazermos alguma ação política; precisamos do apoio de gente como ele; nós sozinhos não estamos com essa bola mesmo, com as lideranças que temos colocado nos tronos de Salomão nos últimos tempos, com a forma como temos conduzido a formação dos novos obreiros da Ordem, com o critério que temos usado na seleção dos profanos para ingressarem na Ordem, e especialmente, achando que outros vão fazer por nós; vamos parar com o discurso: "precisamos fazer algo..."; "alguém tem que fazer alguma coisa..."; "do jeito que tá não dá..."
Vamos parar de só falar e começar a fazer nós sem esperar pelos outros.
 
ACORDA MAÇONARIA!!!
 
Ir. Edson Monteiro