domingo, 28 de agosto de 2011

...o brilho perdemos há muito, mas escurecemos a cada dia... o que mais nos falta perder?

A palavra certa e bem colocada anima, mobiliza, conscientiza; por ela é possível sugerir caminhos aos que procuram, é possível confrontar idéias e criar novos paradigmas de consenso. Ouvir é sábio, mas falar transforma e torna sábios os ouvintes.

Alguns comentários postados neste blog demonstram que alguns se conscientizam de que já ficamos quietos tempo demais nos últimos anos; está na hora de irmãos e lojas começarem a exercer seu poder, exigirem respeito, se fazerem ouvir; quem nos dá exemplo são as lojas da baixada santista representadas na Univen, que congrega o pensamento de pelo menos 40 lojas, e o defendem nas assembléias; está na hora de pensar, falar e agir!

Vejam estes comentários:

1. Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "REFLEXÕES DE IRMÃOS SOBRE O TEMA...":
"Eu estive na assembléia e vi o chiquinho no discurso dele; vergonha! Pior vergonha ainda foi comparar quantos irmãos da glesp tinha e quantos do gob e do paulista; da glesp era um gato pingado. que saudade do passado"
Postado por Anônimo no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 25 de agosto de 2011 15:01

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2. Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "OLHA SÓ A SITUAÇÃO! COMO DAR JEITO?":
Mudança total nos regulamento da ordem... tentar trazer os bons irmão dessas ordem espúria para as ordem regulares(depois de reformadas).... o problema é que as regulares só tem escândalo! escândalo e mais nada!... corrupção, desmando, vaidade, taxas altíssimas, pecúlio altíssimo(quando paga para a viuva é uma merreca) e etc... Esses preços super taxada para ser maçom impossibilita a pratica da beneficencia em lojas(é necessário fazer da loja um cassino de rifas, bingos, venda pizza e etc) a vinda de outros irmão(entram e não chega a mestre)... Dizia-se que o maçonaria não era um clube e sim uma ordem de homens livres e de bons costumes, o que vemos é uma instituição falida coberta de escândalo e vaidades... fica melhor participar do Rotary e Lion, ou da roda de amigos do buteco do zequinha... lá fazemos mais do que em loja(sem vender rifa, bingo e etc).
Fraternalmente
Postado por Anônimo no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 19 de julho de 2011 11:06

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Alguns ditos populares afirmam que “O falar é prata e o ouvir é ouro”, ou então “Deus nos deu dois ouvidos e uma boca para ouvirmos o dobro do que falamos”. Sábios houve ao longo da história da humanidade que mais ensinavam pelas atitudes que pelas palavras, e quando as usavam, expressavam-se por curtas parábolas e fábulas que criavam ou reproduziam de outros de sabedoria. Mas falavam, não ficavam mudos, e agiam com energia, não se omitiam frente às iniqüidades em suas épocas. O abuso dos perniciosos deve ser combatido com armas inteligentes e eficazes, como a ação modulada pela palavra. A palavra é a artilharia que varre e prepara o terreno para a infantaria, que são nossas ações, nossas atitudes. “Palavra falada é como flecha lançada, uma vez disparada não tem volta!” Ela pode ferir fatalmente, inutilizar, deixar cicatrizes. É preciso ser letal contra os inimigos da maçonaria, especialmente contra os piores que estão dentro de nossos muros, se locupletando de situações internas, alimentando suas vaidades e destruindo nossos valores com atitudes imorais e imobilismo social. Sentem-se poderosos nas sombras, por trás dos muros dos gabinetes, mas têm pavor da arma mais eficaz contra seus propósitos: a informação. A palavra certa e bem colocada informa, conscientiza, anima, mobiliza, soma; ela estimula reflexões, sugere caminhos; por ela é possível confrontar idéias e criar novos paradigmas de consenso. Por ela abrem-se os olhos uns dos outros; perde força a propaganda dos ímpios patrocinada por nós contra nós.

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Vejam agora esta postagem mais recente:

3. Márcio Paes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "PEÇO PERDÃO PELO GRÃO MESTRE......":

"Meu amado irmão que situação vcs estão passando com o SGM da Potência, nunca ouvi nada igual. Graças ao GADU na minha Potência GL de Rondônia o nosso SGM foi reconduzido por aclamação, sem nenhuma chapa concorrendo.
TFA a todos os irmãos."

MárcioPaes.'.
Postado no blog OS IRMÃOS COM A PALAVRA em 28 de agosto de 2011 00:43

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Esta última mensagem do nosso querido Irmão Márcio Paes, membro de Loja filiada à Grande Loja do Estado de Rondônia, foi postada em função da matéria “PEÇO PERDÃO PELO GRÃO MESTRE...”, cujo autor, Irmão José Eduardo Cápua Alvarenga, precisa ser ouvido atentamente. O Irmão Eduardo, como advogado, viveu e protagonizou a solução dos problemas da posse do atual grão-mestre na sua primeira gestão, e hoje, vivencia e postula defesa de irmãos contra as manobras desse mesmo mandatário maçônico que, ao que parece, vive a obstruir os direitos dentro da Ordem, por motivos que não sabemos: inveja, medo ou puramente por maniqueísmo eleitoreiro? Eleitoreiro pode ser, porque parece que esse sujeito vive em eterna campanha eleitoral administrando a Ordem em benefício de si e de correligionários.

Vamos recordar algumas frases da matéria postada pelo Irmão Eduardo Cápua:

(da matéria de 14/07/2011- “PEÇO PERDÃO PELO GRÃO MESTRE...”) - vejam-na na íntegra.

“...Poucas vezes apostei em pessoas ruins de coração, nenhuma vez as apoiei, e raríssimas vezes minha intuição falhou neste aspecto, porque não gosto de pessoas ruins de alma e quando minha intuição invoca não há argumento que faça me relacionar com estas pessoas. Então digo às pessoas, não me arrependo pelas ações judiciais, porque a meu ver e a de meus verdadeiros irmãos de ordem, lutava por uma causa justa, mas hoje entendo que fiz a opção pela pessoa errada. E digo que é a pessoa errada não por atos de administração, porque aí é questão de posicionamento quanto ao que verdadeiramente interessa à Ordem. É questão de aplicação de inteligência, uns têm, outros não, e assim não podemos somente criticar pela inoperância ou pelas opções que a nosso ver sejam erradas.

Digo que é a pessoa errada porque vejo o Grão Mestre como uma pessoa ruim de coração. Nunca conseguiu se desprover de seus recalques e de seus antigos rancores. Nutre pelos irmãos que nunca o apoiaram em eleições passadas um desprezo imensurável e engana a todos com suas visitas às Lojas, sempre imbuído de pretensões eleitoreiras, mostrando-se afável e alegre com piadas inoportunas à frente de assuntos sérios. Mostra-se um perseguidor implacável, exercendo com abuso o poder de Grão Mestre, sonegando direitos e humilhando os que deveria proteger e orientar. Não é afeto ao diálogo para não ser contrariado.

Ele, o Grão Mestre, é um homem mau. Diverte-se com o sofrimento dos outros, tripudia sobre os mais humildes e persegue aqueles que julga serem uma ameaça para si. Não vi nas duas gestões um único ato de grandeza. E essa qualidade de ser mau ele exerce com soberba, sabendo arregimentar aliados, colocá-los sob seu jugo e fazer com que pratiquem aquilo que ele mesmo não tem coragem para exercer pessoalmente.

Vejam, pois, o que ocorre na sua ante sala na GLESP. Lá posicionou um irmão que se presta a maltratar os que desejam ver o Grão Mestre, deferindo a todos uma rudeza e uma grosseria incompatível com a nossa irmandade. Além disso, posicionou o referido irmão e o Secretário Interno para desferir grosserias contra os funcionários. Mal sabe o irmão que quando se queixa ao Grão Mestre recebe deste, pelas costas, a adjetivação de “babaca e filho da puta”. É assim que o Grão Mestre se refere a quem reclama junto de si, ou de quem lhe contesta..."

"...Por tudo isso à pergunta se me arrependo do que fiz, digo que não, mas que errei quando optei por ele, e por isso peço perdão aos irmãos, a todos esses que são perseguidos, desprezados e hostilizados pelo Grão Mestre. Aos demais irmãos digo: erramos todos. Podemos nos corrigir. Façamos isso..."

"...Tenho compromisso ritualístico com o Grão Mestre da GLESP, desde que ele se disponha a ser um ser maior, melhor e mais compromissado com nossos princípios, e espero, sinceramente, que minha Loja e eu não sejamos perseguidos na Ordem pela expressão de meus sentimentos..."

Ir. Eduardo José Capua de Alavarenga

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Pois então, será que todos têm ciência das coisas ruins e extremamente ruins, que lojas e irmãos têm recebido da GLESP? Será que temos veículos de informação isentos e neutros que traduzem a realidade dentro de toda a conjuntura da GLESP? A revista “A Verdade” ou o boletim “Grande Loja em Destaque”, seriam eles?

Ora, esqueçam, pois nenhum deles são nossas legítimas vozes; só falam de nossas festividades, eventos de lojas da jurisdição, propaganda em discursos e fotos, muitas fotos, de massiva exposição política de dirigentes. Como é possível acreditarmos que só fatos positivos ocorrem no dia a dia de nossas vidas maçônicas, e dentro da instituição? Puxa, que perfeição, não é mesmo? No mínimo dever-se-ia desconfiar de tanta coisa só boa, de tanto acerto, tanto contentamento. Pois então, isso tudo não passa da mais pura e deslavada propaganda custeada com nossos recursos. Mas há o outro lado, procurem se informar sobre fatos que prejudicam irmãos e lojas, que jogam no ostracismo instituições (lojas) e pessoas valorosas que ajudaram a construir a história da nossa Ordem, tudo por pura perseguição política e intransigência. Temos que ter ciência desses fatos e correr em socorro dos injustiçados porque só nossa união garante a força que nos protege das arbitrariedades; hoje é com nossos amigos, amanhã poderá ser conosco; o problema de uns é problema de todos; sejamos críticos, cuidadosos, não aceitemos por aceitar o que parece ser, mas não é. Sejamos unidos em torno de nós, não em função de um poder que é passageiro. Somos a prata descuidada: o brilho perdemos  há muito, mas escurecemos a cada dia... o que mais nos faltar perder?  A GLESP era há bem pouco tempo a locomotiva da maçonaria, o esplendor na CMSB, reconhecida pela maçonaria brasileira, Pan-americana e mundial; não somos mais. O caráter e a motivação dos bons é nossa esperança de salvação da vergonha do lixo que já há pelo menos 10 anos está destruindo nosso ideal de maçonaria.

Ir Edson Monteiro





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

NOSSAS ATITUDES & DECISÕES!

Vamos analisar o comentário postado recentemente, que reproduzo a seguir:

Anônimo disse...
"Caros Irmãos
É de ficar pasmo, quanto a varios comentarios de carater subjetivo. Será que os irmãos, não perceberam que nossa GLESP é maior do que todos que ali passaram?
Será que os Irmãos não percebem que o Grão Mestre é um instituição e não pessoa fisica.
Devemos aprender a viver com as diferenças. No meu pensar, em vez de reclamar por que não nos unimos para um bem maior. Hoje alguns se julgam a pedra, amanhã, quem sabe tera telhado de vidro. Pense nisso!!!!!!!!!                              26 de agosto de 2011 10:59

 

Esse nosso Irmão declarou, em seus comentários, que o cargo de Grão-Mestre é uma instituição, não algo pessoal, mas algo sublime e intocável  por excelência.  Concordo plenamente com esse ponto de vista, concordo que esse cargo seja mesmo uma instituição da Ordem, uma instituição de primeira grandeza embasada na ética e na honradez, o guardião da nossa luz, da moral maçônica, que deve ser preservada, respeitada e venerada; mas como o próprio irmão sugere, não devemos, e não podemos, confundir a pessoa e a instituição; o ser digno da honra do cargo deve receber todo tipo de apoio, todos devem se somar para fortalecer a união construtora; já os indignos devem receber todo nosso esforço para desmascar seu descompromisso com a honradez e com a ética. Tenho visto homens envergando paramentos de Grão-Mestre que envergonham a Instituição, a Potência e a maçonaria de forma geral.Não podemos ser omissos com os perjuros oportunistas investidos ou travestidos de sereníssimos. Postar-se silente nas iniqüidades por receio de represálias futuras por eventuais "telhados de vidro"? Ora, essa tese é inconsistente, pois é exatamente o que devemos combater, ou seja, devemos impedir que sujeitos portadores de "telhados de vidros" ou "rabos presos" estejam nos comandos do que quer que seja que nos atinja negativamente.

Qual a atitude que se espera de nós, ética, coerente e proativa, nos destinos da nossa Ordem?

Espera-se o exercício de uma visão mais crítica, enxergar além, nos momentos que somos postos a considerar os candidatos nas eleições à Grão Mestre; analisar com muito mais critério do que vem sendo feito nas decisões em assembléias às propostas de aquisições patrimoniais que, nos últimos tempos, têm se mostrado não necessárias, não imprescindíveis e nada conseqüentes; procurar colaborar e incentivar programas e projetos factíveis e que não sejam meros discursos falaciosos de vaidosos despreparados, mas refutar com firmeza e clareza de análise os projetos e propostas infantis sem base técnica que dilapidam nosso patrimônio e só se prestam a aplacar a vaidade voluntariosa de seus autores. Por fim, não basta não fazer o mal, é preciso fazer o bem; não basta buscar viver numa harmonia evitando embates, é preciso sair da imobilidade que torna o homem ignorante e o impede de construir dias mais favoráveis.

Giácomo Leopardi: “Do hábito da resignação nasce sempre a falta de interesse, a negligência, a indolência, a inatividade e quase a imobilidade; se te ocorrer, de manhã, acordares com preguiça e indolência, lembra-te deste pensamento: levanto-me para retomar a minha obra de homem.”

Dennis Verbicaro: “Quem não conhece não participa. Quem não participa não muda. E quem não muda, perpetua a má gestão do poder.”

Albert Einstein: "O mundo é um lugar perigoso; não somente por aqueles que fazem o mal, mas também pelos que olham e não fazem nada".

Os maus se fortalecem com a falta de informação e de exigibilidade de direitos por parte da comunidade. Os mandatários se omitem em relação ao acesso de informação, já que a informação é a principal arma contra a apatia social, preferindo esvaziar seus cofres em propagandas para se enaltecer, e construírem uma máscara social de que tudo vai bem, que o crescimento estrutural é igual ao desenvolvimento humano. Não podemos deixar de observar os fatos contemporâneos e do passado desperdiçando as experiências já vividas. Não podemos nos enganar com publicações da situação que só faz apologia do "Well Fare State", que significa, o poder central do Estado tudo pode, só tem feito o bem e é o único poder legítimo. Qual nada, o poder está nas bases, e o governo delas só é forte com liderança política e ações proativas de interesse da coletividade como convém à maçonaria, ou então, com a desunião das bases (Maquiavel), fazendo o que lhe interessa, e não à comunidade universalmente. Analisem qual o caminho que temos trilhado; basta ver o que os periódicos maçônicos da Ordem têm trazido:  fotos de festas, inocuidades e protagonismos só mesmo das Lojas, nada da instituição central.

Certas ocorrências se repetem com tanta freqüência que chamam a atenção. E a observação do que ocorre por vezes causa estarrecimento. Uma das coisas que impressionam é a audácia das pessoas perniciosas. Elas parecem ter uma habilidade incomum para se colocar nas posições mais relevantes. Na política, na educação, nos meios jurídicos, empresariais, associativos e religiosos, a imprensa não cessa de apontar maus procedimentos. Causa estupefação como elas assumem facilmente posições de liderança. Ninguém consegue disfarçar sua essência por muito tempo. Quem não possui um nível ético satisfatório evidencia isso em inúmeras oportunidades. Mas é preciso ter olhos para ver. Ninguém se corrompe de repente. Uma pessoa genuinamente boa não acorda um dia disposta a se empoderar feito um ditador imperialista; na verdade isso já fazia parte do seu caráter. O ser humano revela suas mazelas morais ao longo do tempo.

Sendo assim, como é possível que seres viciosos se tornem tão influentes? Em todo e qualquer ambiente, existem homens íntegros e inteligentes. Por que esses não agem para bloquear a influência perniciosa? Será que voltaram às vendas que um dia abandonaram quando atravessaram as portas da maçonaria? Ou será, como foi o comentário de um irmão, que julgam antiético evidenciar os vícios de outros para limitar sua ascensão. Mas ocorre que a ética não possui como bandeira a ingenuidade e a conivência. É erro imaginar que o homem bondoso deva ser tolo e falho de percepção. A pessoa íntegra e generosa deve procurar ser um fator de progresso e bem-estar e não agir de forma sentimental ou omissa. Nessa delicada questão, importa considerar a atitude da ação e quanto bem ela pode produzir. Certamente é condenável divulgar os defeitos do próximo por malevolência, com a intenção de denegri-lo. Mas também é censurável prestigiar a comodidade de um único ser, em detrimento de inúmeros outros. A perniciosa ação que atinge um ambiente prejudica a todos que nele estão. A compaixão não justifica a inércia perante esse tipo de situação. Nada existe de louvável em assistir-se silenciosamente a atos danosos e desonrosos que prejudicam o meio social entre nós. E falo isso por experiência própria. A timidez e a acomodação dos íntegros favorecem o crescimento dos maus. Grande parcela de culpa de todo mal que cresce no mundo se deve às pessoas boas e honestas, pois caso desejassem, se levantariam contra os perniciosos que ditam normas às nossas vidas. Nisso, infelizmente, estamos no micro tal qual o macro, a Ordem copia o mundo. A Ordem deveria mudar o mundo. 

Ir Edson Monteiro

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

REFLEXÕES DE IRMÃOS SOBRE O TEMA...

"OLHA SÓ A SITUAÇÃO! COMO DAR JEITO?" de 04/julho/2011

Meus Irmãos,

Seguem alguns comentários feitos nessa matéria de 04/07/2011, muito pertinentes, e minhas considerações no final. Se alguns irmãos desejarem comentar, tecer críticas às nossas colocações, por favor, estamos abertos a sugestões, mudanças de rumos quantas vezes necessárias em apontamentos que nos indiquem e nos convençam que podemos melhorar as nossas disposições, os nossos comentários e as nossas "estórias". - Edson Monteiro

1. Anônimo disse... em 5 de julho de 2011 12:13
"Reverter pela palavra, aos surdos, não adianta. Reforma dos regulamentos. Conferir ao Grão Mestre tão somente poder de representação e de orientação filosófica. O financeiro para uma junta de administração. Comece por aí. Alguém vai querer?"

2. Anônimo disse... em 5 de julho de 2011 15:13
"Muito boa essa sugestão; delegar a cabeças doutas o ofício administrativo-financeiro; para um colegiado ficariam as políticas a serem adotadas pela Ordem, e não as vontades e os achismos perdulários de mandatários temporários como tem ococrrido ultimamente".

3. Anônimo disse... em 6 de julho de 2011 17:10  
"Caro Irmão Edson
Tenho acompanhado seu blog, e confesso, você é muito corajoso, diria até mesmo arrojado. Você coloca as verdades às claras, algumas coisas que para mim eram insuspeitadas. Mas convenhamos, apesar da utilidade dos seus apontamentos, há necessidade de haver algum instrumento a mais de concretização das mudanças que você mesmo aponta. Qual? Não sei, essa é minha pergunta".

4. Anônimo disse... em 8 de julho de 2011 07:30
"A coisa toda está mesmo muito ridícula"

5. Anônimo disse... em 19 de julho de 2011 11:06
"Mudança total nos regulamento da ordem... tentar trazer os bons irmão dessas ordem espúria para as ordem regulares(depois de reformadas).... o problema é que as regulares só tem escândalo! escândalo e mais nada!... corrupção, desmando, vaidade, taxas altíssimas, pecúlio altíssimo(quando paga para a viuva é uma merreca) e etc... Esses preços super taxada para ser maçom impossibilita a pratica da beneficencia em lojas(é necessário fazer da loja um cassino de rifas, bingos, venda pizza e etc) a vinda de outros irmão(entram e não chega a mestre)... Dizia-se que o maçonaria não era um clube e sim uma ordem de homens livres e de bons costumes, o que vemos é uma instituição falida coberta de escândalo e vaidades... fica melhor participar do Rotary e Lion, ou da roda de amigos do buteco do zequinha... lá fazemos mais do que em loja(sem vender rifa, bingo e etc).
Fraternalmente"

6. Anônimo disse... em 24 de agosto de 2011 07:57
"A MAÇONARIA MISTA VEIO PARA CORRIGIR UM DOS PROBLEMAS ATUAIS DA MAÇONARIA, QUE É A EXCLUSÃO DAS MULHERES, ONDE NUM TOTAL DESRESPEITO ÀS LEIS JUSTAS DE NOSSO PAÍS, VÊ CEIFADO SEU DIREITO DE ESTAR EM PÉ DE IGUALDADE COM OS HOMENS NA MAÇONARIA DITA "TRADICIONAL". DA TRÍADE LIBERDADE IGUALDADE E FRATERNIDADE, A IGUALDADE É SÓ PARA QUE INTERESSA. PARABÉNS A MAÇONARIA INCLUSIVA, PARABÉNS A MAÇONARIA MISTA PELA INCLUSÃO DA MULHER".

MEUS COMENTÁRIOS:

Percebemos que hoje, logo cedo, um estimado Irmão correu as páginas deste blog e postou seu comentário, o último desta lista, até o momento em que os juntei nesta postagem.

Todos os comentários demonstram forte preocupação com o estado de coisas na qual estamos metidos, demonstra que não há um verdadeiro rumo, alguma ação realmente concreta para a sociedade, dentro da instituição maçonaria, especialmente na GLESP. Demonstra que não temos feito a principal lição de casa: não temos escolhido líderes à altura da causa maçônica; estamos escolhendo nossos líderes movidos por sentimentos menores embasados em inconsequência, indolência e despreparo político-social de nossos votantes, nossos escolhedores. Aos líderes não basta serem "gente boa", amigos agradáveis, ou pessoas engraçadas. Temos que escolher líderes probos sim, grandes de coração, que trilhem a retidão, mas que sejam imbuídos por motivação da causa social, o fulcro da maçonaria. Isso depende de aptidão, depende de vocação. A coisa está ruim e ficará pior se nossas consciências não acordarem, se os homens que nos trouxeram para dentro dos templos continuarem adormecidos dentro de nós. No último dia do maçom, na Câmara Municipal de São Paulo, nos festejos que ocorreram, um de nossos líderes maçônicos atuais se manifesta dizendo que a maçonaria está parada, inoperante. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, dentre várias manifestações coerentes, outro de nossos líderes toma a palavra para falar de "internet", não na maçonaria, falou de "internet" de forma geral, sem próposito político maçônico social, uma declaração descabida numa clara demonstração que esse sujeito nada tinha a dizer, porque certamente nada está fazendo e acredita que nada há por fazer. Ora, se líderes assim agem e assim declaram, nada fazem como prova o conteúdo vazio de seus discursos, é porque estão no lugar errado, e postos por nós. Então as "bestas" somos, no final, nós mesmos, não eles! Eles são apenas pretenciosos que conquistaram um lugar que não lhes pertence, por nossa culpa, nossos despreparo.

Por fim, concordo totalmente com o irmão que faz comentários sobre a questão da mulher na maçonaria; estamos mesmo na contra-mão da história contemporânea, pois não há construção social com apenas um gênero; a humanidade é composta pelos dois; a sociedade é integrada pelos dois. Temos hoje uma mulher na presidência da República, mulheres no comando de jatos comerciais, dirigindo empresas multinacionais, atuando tão bem e melhor em muitos aspectos que os homens em incontáveis funções. A mulher está na maçonaria há séculos, só os cegos não conseguem ver, só os ignorantes e arrogantes não conseguem aceitar ou entender a vital importância delas na Ordem. Aliás, esses são os mesmos predicados que têm motivado as escolhas de alguns líderes maçônicos de hoje.

Ir. Edson Monteiro

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Grande Mestre Pedreiro

Cachoeira seca



ra uma vez, numa terra muito, muito distante, um garotinho chamado Tico, que vivia à beira de um rio, um dia  tão  imenso, que tinha até uma enorme cachoeira, fato que tornara aquela localidade conhecida como Rio Grande. A comunidade local se dividia em dois grupos, um ao sul e outro ao norte do territótio, Tico e sua família moravam ao norte, daí porque diziam que viviam no Rio Grande ao Norte. Mas a situação era crítica, o rio secava, a cachoeira imponente de outrora era só areia, leito seco, e o povo que dependia das águas antes caudalosas, empobrecia.
Filho de pais humildes, um pescador e uma lavadeira, muito espirituoso, metido a engraçado, um gozador de primeira linha, nas épocas áureas ora ficava com o pai nas pescarias, quando se interessava mais pelas piadas e “causos” de pescadores que propriamente aprender o ofício, ora acompanhava a mãe à beira rio, e aí sim, se afeiçoava muito na arte de botar a mão em sujeira e lavar roupa suja.

Tico nada queria “com o batente”, preguiçoso não desejava seguir profissão de nenhum dos pais, mas com eles aprendeu valores pro resto da vida, virou "expert" em contar engraçadas bravatas e tomou gosto em lidar com todo tipo de sujeira. Devido a dificuldade de sobrevivência de sua família com a seca avassaladora, Tico precisou procupar ocupação, saiu de casa, e começou sua perenigração em outras paragens na busca do que fazer.
Certo dia, numa cidade, depara-se com um  grupo de pedreiros, num pátio de obra de construção de uma grande catedral. Tico se aproximara dos homens e passou a visitá-los diariamente, observava o trabalho e notava  que esses pedreiros eram diferentes dos que conhecia, usavam aventais por cima das roupas durante o trabalho, preferiam lapidar grandes pedras até ficar na forma de grandes cubos perfeitos com que levantavam paredes, ao invés de simplesmente assentar tijolos, um árduo trabalho com malho e cinzel. Percebia que eles falavam aos ouvidos uns dos outros, algum segredo que não compreendia. Reparava também que dentre eles havia um, com mais idade, que analisava traçados que fazia numa prancheta com a ajuda de um lápis e um compasso, coordenava a obra, era o mestre de obra. Os demais pedreiros o respeitavam muito, tanto a ponto de venerá-lo e o tratarem por venerável mestre pedreiro. Tinham, portanto, um trabalho planejado e comandado por um pedreiro mais especializado, a quem muito respeitavam.

Assíduo freqüentador da obra, Tico ficara íntimo desses pedreiros que carinhosamente começaram a lhe chamar por “Tiquinho”, coisa que agradou Tico, e o apelido "pegou"; os pedreiros  deixavam-lhe fazer pequenos serviços, ganhava aos poucos confiança até se tornar membro do grupo, aprendiz do ofício. Depois de árduo dia de trabalho, costumavam se reunir numa espécie de confraternização, uma comilança com muito bom vinho e muita conversa. Tiquinho, que não gostava de trabalho, desejava na verdade ser como o mestre de obras, só coordenando, sem “pegar no pesado”, mas desfrutando dos banquetes diários. Com o tempo passou de aprendiz de pedreiro a companheiro oficial do clã, mas nunca exemplar no serviço, sempre disfarçando a preguiça com traquinagens e brincadeiras; entretanto, quanto a beber vinho e comer, aí sim, se fartava, era o primeiro.

Tiquinho passava os jantares a contar piadas de padres e a falar mal deles sem motivo aparente, e pelo sucesso que fazia, aprimorou-se, foi além, passou a falar de todo mundo pelas costas e a se especializar na arte de contar piadas de tudo; tornou-se o maior gozador e o mais infame dissimulado da paróquia, daí nascendo esse termo pra tudo que é exagerado. Enquanto o pároco contratante, ao chegar ao canteiro de obras, recebia a atenção respeitosa dos pedreiros, Tiquinho corria a adulá-lo, insinuante, falsamente modesto e brincalhão. Como era dado, diferentemente dos outros companheiros, despertava confiança e empatia, e o padre, apesar de vivido, caia em sua lábia.

Tiquinho já adulto mudava constantemente, não tinha parada, vivia de paróquia em paróquia, de obra em obra, passou por vários grupos de pedreiros, aplicava sua lábia aqui e acolá e aos poucos, foi ficando mestre de obras deles todos. Entretanto, vaidoso, logo percebeu que não conseguiria ter muito futuro apenas chefiando esses grupos, não ganharia o prestigio que desejava e, refletindo, vislumbrou algo maior, algo de mais poder, que valeria a pena buscar, não por algum ideal específico, mas para ter o prestígio que aplacaria o recalque que trazia por sua vidinha vazia, medíocre, de mestre de pedreiros sem objetivos nobres e palpáveis.

 Começou a sonhar com a Grande Associação dos Pedreiros, a instituição regulamentadora da atividade que abraçara há anos, de onde almejava ter às mãos seus vastos recursos para serem usados em prol da sua vaidade incontida. Iniciou um longo planejamento para um dia ter acesso a isso tudo, onde concluiu só seria possível se conquistasse a chefia da Grande Associação, o cargo de Grande Mestre Pedreiro. Deixou de trabalhar nas oficinas de construção, iniciou uma peregrinação por todo canto onde houvesse pedreiros reunidos, foi conquistando-os com piadas e deboches, colocou em ação o maior gozador em que se tornara e toda a experiência acumulada ao longo dos anos de aprendizado de manipulação, de oportunismo e de dissimulação.

Em campanha, depois de muita persistência, finalmente, talvez por falta de opções, por sorte ou por obra do destino, sagrou-se O Grande Mestre Pedreiro, o dirigente da Grande Associação dos Pedreiros. No poder, tornou o mandatário mais engraçado de todos os tempos, como não poderia ser diferente, pois a única coisa que Tiquinho sabia fazer bem era ser engraçado. Aos poucos aprendeu o funcionamento da máquina, deslumbrou-se com a mordomia, deliciou-se com a bajulação, iludiu-se com a consideração e carinho que todos bajuladores lhes dispensavam. Ficou impressionado, quase hipnotizado, com o montante de dinheiro que passava pelas suas mãos, recursos que lhe confiaram os pedreiros associados da Grande Associação. Iniciou um plano bem arquitetado para melhor proveito de tudo isso: num primeiro momento procurou demonstrar à comunidade de pedreiros, que praticava uma administração tão austera a ponto de beirar a sovinice, para depois, conquistada a confiança, inventar projetos de alto custo para poder projetar seu alto ego.

Essa manobra se viabilizou com facilidade porque tradicionalmente ninguém se contrapunha aos projetos dos Grandes Mestres Pedreiros, e, além disso, já havia conquistado a reputação de economicidade na gestão, de “pão-durismo”, tinha a confiança cega da maioria e poderia tocar todos os projetos por mais que os críticos provassem serem absurdos; poderiam vir viagens inúteis, reformas de reformas, compras de terras para nada de proveitoso, fantasias, despesas perdulárias travestidas de investimento social, qualquer coisa que os pedreiros acatariam, tinham sua confiança. Alguns poucos logo perceberam para o que Tiquinho desejava o poder: ser o Grande Mestre Pedreiro, apenas pelo poder que lhe daria mordomia, bajulação e muito dinheiro para o exercício de seu vaidoso poder. Ideal nenhum, pois nada ocorrera de útil, de marcante, de conseqüente e transformador durante todos os anos que ficara à frente do comando da Grande Associação.

Como os associados recebiam migalhas da sua rica Grande Associação, acreditavam que o Grande Tiquinho estava preservando e aumentando o tesouro comum de todos, sem suspeitar que o incompetente e mal intencionado Grande Mestre Pedreiro estava reservando os polpos recursos para  projetos sociais  sem benefício marcante para os membros filiados na associação, travestindo mesquinharias em economia e gastando fortunas com projetos faraônicos cujos benefícios eram só para inflar o seu próprio ego, nada para a comunidade. Sem conteúdo, sem equipe, sem preparo para o governo da instituição que ocupara, sentia-se perdido e, principalmente, desesperado por idéias de alguma ação que marcasse sua passagem pelo poder; sem ninguém a seu lado para apresentar bons projetos ou pelo menos para frear as bobagens que inventava, apareciam obras perdulárias e inúteis, transformando a gestão de inócua a dilapidadora do patrimônio dos pedreiros.

Enquanto Tiquinho ia aprontando, cada vez mais...
• ...os pedreiros artesãos, vencida sua gestão, iludidos que estavam por sua lábia, achando que seu mandato era o máximo, recolocaram Tiquinho novamente no comando da associação;
• ...os pedreiros laboriosos continuavam acreditando ingenuamente que o importante era se incomodarem apenas com suas vidas nos seus trabalhos, nos seus grupos, nas obras de suas paróquias, não interessando os assuntos da Grande Associação, algo como ficar no micro e não no macro;
• ...os pedreiros da paz achavam melhor fugir de brigas, de intrigas, cuidar da própria vida, crendo que as coisas se resolveriam por si; desejavam harmonia e acreditavam que ficando longe dos problemas esses deixariam de existir;
• ...os pedreiros inconseqüentes acreditavam que o silencio e a boa fé cega os protegeriam; infelizmente isso depois ficou provado que era tão verdade quanto se protege o avestruz ao enterrar a cabeça frente às adversidades;

Esqueciam-se os pedreiros que o local e o geral não se distinguiam, tudo era patrimônio de todos, e por todas as coisas dessa estrutura criada respondiam todos, pelos acertos e erros.

Tiquinho medíocre sabia que não tinha capacidade para fazer o que era devido no cargo de Grande Mestre Pedreiro, mas astuto que era, sabia que nunca deixaria sua marca por feitos transformadores que se esperaria do comandante da Grande Associação, por isso precisava continuar vagando como zumbi por todo canto, fumando seus cigarrinhos nos copos d'água, fazendo suas micagens, todos os dias, pelas paragens mais distantes onde houvesse pedreiros reunidos, porque para ser lembrado só mesmo se fazendo presente com piadas, com deboches e gozações atualizadas; se dependesse de feitos da sua administração...

E Tiquinho, contando com a imobilidade, com a evidente cegueira e conivência impensada de não envolvimento dos seus companheiros pedreiros bons de coração, mas ingênuos, foi aproveitando, vivendo a sina de continuar na estrada feito andarilho que não podia parar porque não sabia fazer outra coisa, só andanças, palanque, brincadeiras e gastanças camufladas de economia; não tinha preparo e não sobrava tempo para juntar pessoas para projetar feitos utilitários perenes para os pedreiros e para a humanidade; defendia-se dos críticos do lixo de seu governo procurando destruí-los, perseguindo-os em suas prerrogativas com atos violentos, desonestos e sem ética; tudo em surdina, escondidinho, como se não fosse atos seus; não mais construía templos, só sobrou para si só os comes, os bebes, conversações movidas a piadas e falação dos outros... nas altas horas por ai.

E o povo bom, alguns não, mas a maioria, silenciava com palmas.

Moral da História:

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.”                                          
   Martin Luther King
Ir. Edson Monteiro

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Palestra na Loja Millennium

Desejo agradecer a presença dos Irmãos no evento da loja Academia dos Esquecidos Millennium 536, ontem dia 16/08/2011; agradeço as palavras de elogio e de incentivo ao trabalho que fizemos com a ajuda dos comentários dos obreiros que deram o brilho necessário ao encontro. Espero que todas nossas reflexões sejam motivadoras de atitudes construtivas para a mudança no "status quo" em que vivemos, já de há muito, dentro da GLESP. Que palavras não fiquem em nossas mentes apenas como retórica do momento, mas que fiquem gravadas no centro do nosso peito, ativando as emoções superiores de nosso espírito, a consideração, o afeto, a fraternidade, a gratidão, a justiça e a misericórdia entre nós. Que o GADU nos confira sabedoria, força e fé para a empreitada de busca de um futuro soberano para nossa Ordem diferente do que temos tido nos últimos 10 anos, um soberano que se paute pelo amor, pela justiça e pela misericórdia, que se espelhe no comportamento do nosso exemplo maior, o rei Salomão.

"Deus de meus pais e Senhor de misericórdia, por Vossa palavra fizestes o Universo e por Vossa sabedoria o homem formastes para que dominasse a obra de Vossas mãos, para governar o mundo com ordem e justiça e exercer com retidão o seu domínio: dai-me a Sabedoria que junto de Vós se assenta. Não me rejeiteis do número de Vossos filhos: sou Vosso servo, o filho de Vossa serva, um homem fraco e de existência breve, pequeno demais para aprender Vossa justiça e Vossas leis. Se falta a alguém a Sabedoria que vem de Vós, seja ele o mais perfeito dos filhos dos homens, como nada é considerado.

Vós me escolhestes para reinar sobre Vosso povo e governar Vossos filhos e Vossas filhas, ordenastes que eu construísse um templo sobre a Vossa montanha santa, um altar na cidade onde habitais, cópia da habitação sagrada, que Vós fundastes desde a origem. Mas, junto de Vós está a Sabedoria que conhece Vossas obras: ela estava presente quando fizestes o mundo, ela conhece o que é agradável aos Vossos olhos, o que é conforme aos Vossos desejos. Mandai-a do alto dos céus, de Vosso trono glorioso, para que esteja comigo no trabalho e me ensine tudo o que Vos agrada. Pois ela tudo sabe e tudo compreende e, prudentemente, será meu guia em todos os meus passos, protegendo-me com seu poder. Assim, minhas obras Vos serão agradáveis.

Conduzirei Vosso povo com justiça e serei digno do trono de meu pai Davi."                                       

Ir Edson Monteiro