quinta-feira, 30 de junho de 2011

SINTONIA FINA


Quando tratamos de iniciar algum candidato em nossas Lojas sempre recomendamos que preste atenção em tudo que ocorrerá à sua volta. Assim aconselhamos para que o candidato desfrute da beleza que os ritos impõe e da profundidade de cada momento, e assim agimos para que se despertem todos os sentidos e que o iniciado ao longo de sua jornada maçônica tenha em mente a significação daqueles atos desenrolados no curso de sua iniciação. 
Tenho comigo que aquele momento é o mais importante. É o alerta para que o iniciado desenvolva mais do que simplesmente a percepção física dos acontecimentos. É o exercício preliminar do desenvolvimento da percepção.
Com o passar do tempo o iniciado desenvolve o intelecto com a impregnação dos conceitos e fundamentos filosóficos da maçonaria. Alguns assimilam toda essa carga de preceitos e de certa forma abdicam de alguns conceitos profanos em prol de uma ordem verdadeiramente séria. Outros tantos são inseridos na ordem e desenvolvem aptidões morais e intelectuais.
No entanto tenho percebido que poucos, pouquíssimos mesmo, desenvolvem aquele predicado exigido na iniciação; a percepção do que ocorre a sua volta. Não é incomum verificarmos que aquele maçom extremamente dedicado à sua Loja e aos preceitos que são próprios da ordem maçônica, convertam-se em dedicados cultores do liturgismo que impregna as reuniões, e que mais do que isso, se transformem em verdadeiros baluartes da moralidade maçônica. 
Digo sempre que estes são os piores maçons, porque mesmo imbuídos de boa fé, normalmente cegos pelo rigor ritualístico e equivocados quanto a extensão de nossos princípios, tornam-se os mais intolerantes, os menos fraternos e os mais ignorantes quanto aos valores da vida comunitária. A pretexto de preservação de certos ritos tornam se intransigentes e prestam culto à personalidade e à extravagância de arrogaram-se possuidores do conhecimento. Pouquíssimos tem o discernimento para conviver com a crítica e entender que o apontamento do certo e do errado nem sempre é imbuído do intento de destruição. Menos ainda vislumbrei nesses homens arrogantes a capacidade de converter o vício da vaidade em predicado da humildade. Esses falsos aplicadores de nossos fundamentos não desenvolveram a percepção de que o mundo é muito maior do que a maçonaria e que ele necessita que sejamos melhores do que somos.
A par disso, normalmente os que se esmeram no rigor ritualístico e se arvoram detentores do conhecimento pertencem a uma categoria de maçons que particularmente reputo da pior qualidade. São os covardes da ordem, que sempre a pretexto de cumprimento de um preceito maçônico não emitem opiniões, não toleram a crítica e não enfrentam situações que possam colocar em riso suas regularidades na ordem. São aqueles que esperam os resultados para alinharem-se a posições vencedoras. São os omissos a que me refiro. 
Imagino como deve repercutir a matéria postada pelo Ir Edson Monteiro a respeito do Retiro do Maçom Idoso. Os execradores de plantão por certo devem achar que o Ir está postado contrariamente ao projeto do Grão Mestre da GLESP, pura e simplesmente para ser contra o Grão Mestre. Ledo engano. Quem o conhece sabe que o Ir Edson pratica a maçonaria em todos os seus fundamentos. Não é um homem vazio, desprovido de fundamentos e não praticante. Poucos fazem no sigilo que a caridade recomenda o que ele se dispõe a fazer. Pois é, então, que a sua crítica deva ser observada e atentamente analisada, mesmo porque ela é técnica e precisa nos pontos fundamentais de uma obra desta grandeza. Mesmo porque, em nenhum momento o dirigente da GLESP se dignou  esclarecer, a não ser, é claro, aos seus companheiros de aventuras, em que consiste esse tal retiro, o que será realizado, a quem será disponível, quais os requisitos para usufruição e etc, além do que, os custos de implantação e de manutenção, principalmente tendo-se em conta que deva ser uma obra que se prolongue no tempo.
Mas o fato é que não há questionamentos, e aquela categoria de maçons a que me referi apenas contempla.
A todos esses haverá de ser conferido o perdão pela fraqueza, porque certamente foram mal iniciados. Não lhes exigiram naquele momento solene que desenvolvessem a percepção. Ficaram, portanto, restritos à contemplação e assim permanecem. Os poucos que caminharam pela trilha da perfeição iniciática por certo desenvolveram seu sentido crítico, sabem onde estão, porque estão, o que esperam da ordem e no que podem contribuir. São os pouco dotados de uma capacidade sensorial a qual reconhecemos por sintonia fina.

                                                                                            Eduardo Capua de Alvarenga V.´.M.´.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Irmão Annibal Mantovani

É com grande tristeza que participamos o falecimento do nosso Irmão Anníbal Mantovani, Venerável Mestre provisório da nossa Loja, ARLS Marino Grasseski Filho nº 702 - GLESP, oriente de São Paulo. O irmão Annibal conduziu nossa oficina com dedicação e esmero até hoje, sempre chegando ao templo pelo menos de 2 a 1hora e meia antes dos trabalhos, invariavelmente antes de todos nós; sempre selecionava primores de textos que foram importantíssimos motivares de estudo para todos os irmãos do quadro. É uma pena e uma grande dor para todos nós da Loja, e certamente para os incontáveis irmãos que o conheciam; muitos estiveram presentes hoje nas últimas homenagens que prestamos ao nosso "velho guerreiro do Rito Schröder". Por mais que aceitemos os designos da vida, por mais que entendamos que o morrer é o renascer ao novo ciclo, sempre é traumatizante a experiência da ausência abrupta, inesperada e sem avisos que a morte nos impinge. Vez por outra estamos às voltas com esses momentos dolorosos de perdas de parentes e amigos, que apesar de sabermos serem recurrentes, que voltaremos a vivenciá-los, nunca nos acostumaremos, nunca os aceitaremos com naturalidade. Mas viver implica em morrer, e morrer implica em renascer, esse é o ciclo, aí está nossa busca do mistério, a busca da verdade. Entretanto, nessas horas, em geral, o inconformismo faz a razão obscurecer e levar a mente a imaginar quais atitudes ou que decisões não teriam sido tomadas que pudessem ter evitado tão sofrida fatalidade. Mas o fato é que nada no Universo ocorre diferente do que está programado, não cai uma folha sem que seja sabida e determinada. Quando é chegado o momento, a morte acha seu caminho, o destino se cumpre. O resguardo da proteção duma redoma não protege da morte, porque ela não vem de fora, habita dentro, ao lado da vida concedida no dia da luz; a cada dia vivido diminui a energia da vida e aumenta a da morte, até que ela cubra com seu manto envolvente no plano escuro que faz mergulhar no túnel de luz para o surgimento do outro lado da nova vida, para vir à luz de novo. A beleza está em viver a plenitude da vida aqui e prepará-la para a expectativa do descortinamento do mistério do depois, do grande "barato" da constatação de que no final nada muda, que a vida continua. Mas mesmo com todas essas convicções de nossos estudos, ainda assim, quando se vive a experiência da perda de parentes e amigos, o chão some, o peito aperta, as lágimas rolam, e a mais dura prova emocional tem início. Tristeza e saudades para os que ficam, alegria e novos horizontes para os que vão. Vamos assimilar a lição de momentos como esse, fortalecendo nossas relações entre irmãos; a página não está virada, nosso irmão não será sepultado dentro de nós; manteremos em vida muito mais que sua memória, especialmente a sua determinação maçônica e o seu ideal humanista dentro do Rito Schröder.
Contornar o sofrimento dessa partida se impõe, pois nosso irmão precisa sentir que pode ir tranquilo, fazer sua jornada em paz, porque apesar das saudades, estamos bem...
                                                                              ...mas é duro!

Desejamos que seu caminho seja firme e com muito ânimo para os novos aprendizados que o esperam em sua nova condição de aprendiz novamente!
Boa viagem caríssimo Irmão Annibal,
e "Com um Aperto de Mão” nos despedimos... por enquanto!

Ir. Edson Monteiro

segunda-feira, 13 de junho de 2011

CONVITE DE POSSE DA ADMINISTRAÇÃO A.R.L.S. ACAD. DOS ESQ. MILLENNIUM nº 536

*"Momento em que o Ir. Eduardo José Cápua Alvarenga dá posse ao atual Sereníssimo Grão Mestre Francisco Gomes da Silva, no seu primeiro mandato, por força de ação judicial movida pelo próprio Irmão Eduardo Cápua" - ATENÇÃO: procurem saber exatamente esta história, é muito importante todos irmãos saberem sobre esse fato e seus desdobramentos, e mantê-los bem gravados na mente!" 

sábado, 11 de junho de 2011

PRINCÍPIO DO RÍTMO

O Princípio


Experimentamos subidas e descidas ao longo da vida, algumas alegrias e sucessos, também tristezas e retrocessos, mas nada há que não deveria haver, nada está no Universo que seja obra do acaso ou do caos; tudo tem seu motivo e sua finalidade em conformidade ao “Princípio Hermético do Ritmo”. Os momentos da vida apresentam situações desafiadoras que nos desabilitam quando despreparados e nos fortalecem quando instrumentalizados. A vida vivida na plenitude tem nos aspectos positivos o ânimo e nos negativos a força; a vivência nos prepara.



“Tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação". caibalion



Este enunciado é do quinto princípio hermético, O Ritmo, que contém a verdade que em tudo se manifesta o movimento proporcional, um fluxo e refluxo, um movimento para diante e para trás, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré baixa e uma maré alta entre os dois pólos que se manifestam nos planos físico, mental e espiritual; a vibração vai primeiro para o lado de um pólo e depois para ao outro, sempre havendo uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma alta e uma baixa. Os homens, os animais, as plantas, os minerais, as forças, as energias da matéria e do Espírito manifestam este princípio; se manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e queda das nações, na vida histórica de todas as coisas, nos estados mentais do homem. O homem que se entrega às trevas desprezando amigos, praticando nepotismo, prevaricação e todo tipo de corrupção, faz de si o pêndulo do mal preso pelo próprio pescoço ao cordel da vida; parte de si mesmo a energia para se ligar à energia fluente da destruição, do aniquilamento!


Tudo vibra da ação para a reação, do nascimento para a morte, da atividade para a inatividade, e para novo ciclo; nascer, crescer, morrer e tornar a nascer. Morte não é aniquilamento, é renascimento, pois por maior que seja a obscuridade que se atravessa, nada termina antes que se acabe, nada impede o renascimento das cinzas da fênix; é só questão de tempo, do tempo do ritmo.  A escuridão procura negar e protelar o reaparecimento da manifestação do brilho e do fogo realizador, trasformador;  mas luz cobre trevas e não o contrário.

Assim é com todos os grandes movimentos, as filosofias, os credos, os costumes, os governos, as nações e todas as coisas: nascer, crescer, amadurecer, decair, morrer e renascer. Não há coisa alguma de absoluta inércia ou cessão de movimento, e todo movimento participa do Ritmo. Pode ser aplicado a todas as atividades humanas. Isto explica a contínua sucessão de condições, estados, emoções e outras incômodas e embaraçosas situações que observamos ao longo da vida, que experimentamos em nossa própria vida. É o resultado de decisões tomadas geradoras de transtornos, mas que geraram aprendizado, experiência.


A Lei da Compensação


A Lei
 “A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”- Caibalion.


Esse enunciado explica que o movimento numa direção determina o movimento na direção oposta, ou para o pólo oposto; um balança e o outro contrabalança. No plano físico vemos muitos exemplos dessa lei: o pêndulo do relógio move-se em certa distancia à direita, e depois numa igual distancia à esquerda; um objeto atirado para cima a certa altura, tem igual distancia para atravessar na volta; a cada ação tem-se uma reação correspondente; governos insanos que praticam injustiça tentando em vão tapar brilho que não seja os próprios, findam seu período sem deixar saudades, caem no esquecimento e nas malhas da mesma justiça que transgrediram, caem em desgraça.
É intrigante como a história mostra a insanidade de governantes que não se espelham no passado, repetem atitudes de antes como exata cópia do ruim e do perverso já vivido; creem que as repetições das mesmas atitudes podem dar resultados diferentes; é comportamento de insanidade! Bem sabem os cautos e sábios os efeitos da Roda da Vida, o Arcano 10.

Tudo está em função dos ciclos, coisa alguma nem ninguém ficam sem resposta; a roda gira, a vida vira, tudo tem volta!

Todo homem que imagina poder se impor sobre sua gente desrespeitando leis apenas por acreditar estar no topo da Roda da Vida, ignora as verdades universais, desconhece o Princípio do Ritmo, se isola, é um sofredor. Não há prerrogativas de comando que sobrepuje amizade, fraternidade e consideração pelos antepassados; poder outorgado por um cargo ou função é para uso sutil, amoroso, compartilhado e servil, não para extrapolar, ditar e dispor à vontade de privilégios; o sofrimento é questão de tempo. O sofrimento ou gozo são contrabalançados em tudo. A Lei da Compensação tem importância vital em nossas vidas, e explica porque pagamos muitas vezes alto preço por coisas que possuímos ou que estamos investidos, por falta de sabedoria, culpa do nosso próprio despreparo.

"A lei de compensação está em operação sempre, e se pagará por um gozo abusivo com um grau correspondente de sofrimento, é a lei do retorno, colhe-se daquilo que se semeia!"

sexta-feira, 10 de junho de 2011

NOSSA SAÚDE!

(Matéria postada pelo Irmão Marcos Retzer - ARLS Academia dos Esquecidos Millennium 536)

O nosso Irmão, Prof. Edson Monteiro, no dia 30 de maio de 2011,  ministrou palestra de saúde na A.R.L.S. Leadade e Trabalho nº 157, Jurisdicionada a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo - Oriente de São Paulo.


      Aqui resumimos alguns pontos: ..."alguns colegas médicos, infelizmente, acreditam cegamente e dizem as mesmas coisas que lhes falam os laboratórios (industrias farmacêuticas), que é a visão dos fabricantes de remédios, em geral apenas isso; ocorre que podemos e devemos também nos tratar com alimentos naturais, medicações naturais que a despeito dos remédios industrializados serem na maioria das vezes ótimos, não são necessários em boa parte dos casos. Há abuso no uso de remédios, inclusive prescritos por médicos. Será que não estamos aceitando cegamente tudo o que falam e não usamos o senso crítico ao colocado? Também isso é válido para a indústria de alimentos. A verdade é que essas empresas lidam com um negócio milionário que precisa de um mercado consumidor, e bem consumidor; então vendem-nos uma tal saúde nos alimentos industrializados e nos medicamentos, para o que é preciso ter muito cuidado; 
isso parece muito forte, até mórbido, mas infelizmente é assim que funciona. Quer exemplo? Gotas nasais vasoconstrictoras, para alívio da obstrução nasal, causam dependência, dá problema cardiológico, é abortivo, dá hipertensão, degeneração mucosa do nariz e vende-se essa droga sem controle alguma às baciadas nos balcões de drogarias. Alguém já condenou isso? Não. E os hormônios nas pílulas anticoncepcionais que são responsablizados por trombose, câncer de mama, derrame, infarto, problemas de fertilidade; quem está preocupado com isso? A indústria? Claro que não, é bom que todos continuem pensando que os riscos estão distantes; mas não estão. E os alimentos aditivados com hormônios que tornam os homens menos viris, antibióticos no gado para aumentar a produção de carnes, frutose em larga escala nos alimentos industrializados causando esteatose hepática (gordura no fígado) até nas crianças pequenas, conservantes, corantes, acidulantes, etc; num passado recente a indústria farmacêutica retirou medicamento anti-inflamatório do mercado porque estava causando mortes nos pacientes, remédios que foram, antes dessa evidência de problemas, aprovados pelo FDA (USA) e pela ANVISA aqui. Então devemos confiar mas com senso crítico. Realmente o que chamamos a atenção é que remédios são importantes, mas nem tudo está na base de remédios, pois temos que mudar posturas na vida que faz  acreditar que basta tomar pílulas para corrigir tudo de errado que fazemos, como sedentarismo, consumo de carboidratos desregradamente,
gorduras trans, frituras, sucos, refrigerantes, adoçantes, etc. Alimentos são nosso remédio, mas erradamente consumidos são venenos, e um exemplo disso é a ingestão costumeira de sucos de frutas que têm excessiva quantidade de frutose, um tipo de açúcar das frutas que em excesso é veneno como já foi dito, causa esteatose hepática". A palestra tem o objetivo de mostrar que podemos viver mais e melhor conhecendo corretamente o que devemos adotar de saudável para nossa vida. Os irmãos interessados nessa palestra, a ser realizada em sessão aberta para os familiares, podem fazer o convite diretamente ao irmão Edson Monteiro no endereço edson@edsonmonteiro.med.br

Ir. Marcos Retzer

HOSPITAL DO HOMEM

Repassando para divulgação do email enviado pelo Irmão José Vicente Guerra da ARLS Ordem, Sabedoria e Justiça 389, oriente de São Paulo (GLESP)

CAROS IRMÂOS

Ajudem a divulgar para o maior número possível de homens. Este investimento feito pelo governo do Estado de São Paulo no Hospital do Homem, NÃO PODE SER DESPERDIÇADO; VAMOS APROVEITAR AO MÁXIMO ESTE BENEFÍCIO GRATUITO.

O Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 2 milhões na compra de equipamentos de ultrassom, urologia, litotripsia (que destrói o cálculo renal através de ondas de impacto). O Hospital do Homem ocupa uma área de 1,1 mil m². A unidade reúne especialidades médicas como andrologia, patologias da próstata e urologia, além dos núcleos de alta resultabilidade (check-up) e de ensino e pesquisa.

O departamento de patologias da próstata é dividido em dois setores: diagnóstico e tratamento das DST, prostatites (infecções da próstata causadas por bactérias e vírus) e prevenção do HIV e HPV; e tumores (câncer e hiperplasia benigna da próstata). Já na área de urologia, o Centro conta com profissionais de nefrologia (hipertensão renovascular e transplante renal), endocrinologia, neurologia (disfunções da vesícula, uretrais e incontinência urinária) e urologias geriátrica e plástica.

AJUDEM A DIVULGAR!
O DESCONHECIMENTO TEM OCASIONADO POUCA PROCURA DESSE SERVIÇO.
PRECISAMOS AJUDAR A DIVULGAR TÃO IMPORTANTE BENEFÍCIO À POPULAÇÃO.

BELA INICIATIVA DO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO!

O Hospital do Homem funciona onde é o Hospital Brigadeiro.
Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2.651 - Jd. Paulista - São Paulo/SP
Telefones: (11) 3170-6100 Agendamento: (11) 3170-6184

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Pelotão no “front”!


         De todo tipo de dificuldades porque passamos ao longo da vida, talvez as de ordem financeira sejam as piores porque representam riscos à própria sobrevivência física, da vida social e da família; muitos superam, passam pelos obstáculos, outros caem e não se levantam mais. Nessa realidade vivem milhares de irmãos, em diferentes situações, alguns com problemas muito complexos, outros menos, mas como dificuldades não se relativizam, cada um experimenta o seu sofrimento na situação em que se acha metido.
          Em nosso meio, entretanto, há outra dificuldade não menos angustiante, que é a sobrevivência nas fileiras maçônicas dos que lutam contra o maniqueísmo do poder que tenta subjugar as críticas e as opiniões discordantes com sórdidas manobras manipuladoras e não com as legítimas ferramentas de direito. Em geral as dificuldades, sejam quais forem, não se resumem apenas nos problemas em si, mas na inexistência de alguém pronto a intervir para defender ou para socorrer, que deveria partir não de um, mas de vários irmãos especialmente os da própria convivência. Mas infelizmente o que muito se encontra é um “salve-se quem puder”, muitos preocupados apenas com a própria pele. Quem passou ou passa por isso sabe o que significa ser ignorado pelos seus próprios pares, por aqueles que escolhemos irmãos.
       Ao longo de anos testemunhei irmãos atravessando fases muito desfavoráveis na vida, procurei dar alguma colaboração por mais modesta que fosse, pude ajudar a minimizar alguns problemas, e à época não imaginava que angústias parecidas me abateriam um dia. Hoje, depois de muita superação, de “muita água debaixo da ponte”, percebo que os percalços da vida atingem precisamente aos mais atuantes, aos mais atirados, os mais empreendedores. Nessa legião abatida pelo sofrimento dificilmente se vê um servidor público com estabilidade 
que se ateve apenas às suas funções, ou alguém que tenha nascido em berço esplêndido e que apenas tenha se deitado lá; encontramos os que enveredam na construção de negócios na indústria, no comércio, na atividade liberal, os atores das causas sociais, todos que assumiram riscos da atividade profissional em meio ambiente empresarial sobrecarregado de impostos e altos encargos sociais. Não são desocupados ou vadios que capitulam, são desajustados na conjuntura social, talvez por terem crido onde não deveriam, ou apostado contra cartas marcadas. Capitula-se porque pelas lentes da imaturidade e inexperiência vê-se um mundo de fantasia repleto de lealdade e consideração onde o atirado empreendedor torna-se facilmente um temerário, que na dificuldade decorrente fica frustrado e descrente com a frieza dos iguais no momento em que se está mais carente, no mais fundo do poço.
         Há alguns anos ao experimentar o sabor dessa terrível odisséia de queda e afastamento de irmãos, restavam duas alternativas: desesperar e deprimir, ou redirecionar energias e lutar, usar o racional, resgatar. Novas atitudes foram implementadas frente às encruzilhadas de urgentes escolhas, num momento crítico, que mostraram como, nessas horas, aparecem insuspeitadas habilidades que entram em ação. Comparo a situação àquele soldado de infantaria que precisa mudar de posição no campo de batalha, se deslocar para posição mais favorável 
de combate e de proteção, só lhe cabendo duas opções: ou desiste de correr em frente à linha de fogo acreditando que a ajuda virá de sua inércia, ou parte ao meio do fogo inimigo em busca do outro lado, ziguezagueando em meio a obstáculos e balas, substituindo o medo pela adrenalina da luta, da busca, da conquista. Mas a solitária corrida pode ser mais favorável com a ajuda de um pelotão que dê cobertura com saraivada de cargas no fronte contra as linhas inimigas, puxando os que escorregam e caem pelo caminho, recolhendo os feridos que não podem se levantar sozinhos.
        Houve momentos em passado recente em que quase me abati pela descrença e pelo desespero, me ví caído em campo ao lado de soldados amedrontados e titubeantes que não puderam, não tiveram forças para me estender as mãos. Felizmente em 2008, um soldado de outro destacamento me apoiou num sério enfrentamento judicial e acabei tendo o precioso apoio no meio do grande sofrimento vivido; de novo, em 2010, dois outros membros de outros pelotões vieram ao meu encontro para socorrer familiar de minha casa duma angustiante situação que vivenciava; e de novo agora em 2011 encontro uma legião de irmãos, aliás, todo um pelotão aguerrido, que se postara em posição de combate contra desmandos e tentativa de manipulação escusa contra mim. Esses momentos trouxeram riquezas que guardarei para toda a vida: o fortalecimento dos meus sentimentos de união e amor pela minha família carnal, pela minha verdadeira família maçônica e o entendimento que vale a pena viver entre os companheiros da corporação que de fato se importam.
        O essencial à nossa vida não custa dinheiro, não está no dinheiro e está sempre ao nosso alcance, bastando mudarmos o necessário em nossas posturas e em nossas crenças. Amizade é o maior dos bens que podemos acumular na vida, pois amigos verdadeiros não deixam amigos em desamparo. Ocorre que só receberemos daquilo que sempre damos: se precisamos de carinho, precisamos ser carinhosos, só receberemos o apoio que necessitarmos se sempre apoiarmos os necessitados. O egoísmo isola e torna vulnerável. 
  Parece que a dignidade de irmãos socorrendo irmãos é, atualmente, uma condição de espírito e uma prática maçônica pouco entendida e pouco reconhecida como essencial. Mas é justamente a solidariedade maçônica, tão pouco praticada, que parece estar “démodé” para muitos, aquilo que dá sentido aos fraternos beijos, aos juramentos inúmeros que conhecemos e aos incontáveis postulados que se estuda e que muitos falsamente afirmam que é para serem praticados. Esses fatos decepcionam e desmotivam a ponto de levar muitos a deixar as colunas operativas, embora outros se mantenham ativos por teimosia, pela esperança de mudanças e para estar ao lado de leais e verdadeiros amigos que acreditam no “um por todos e todos por um”, a garantia da segurança para nós e para nossa família carnal a partir da nossa família maçônica. 
      Já passou da hora de se desligar o piloto automático, de acordar do torpor e da inércia que fecha olhos às maiores discrepâncias de comportamento dentro donde mais se ensina bons modos. Precisamos nos inteirar dos problemas que afligem e incomodam os nossos, precisamos ficar também incomodados com o sofrimento que existe entre nós, precisamos sair do discurso e agir, precisamos tirar nosso irmão do meio do fogo cruzado em que se meteu.



Está mais do que na hora de sairmos da nossa segurança e do nosso conforto para enfrentarmos juntos as armas inimigas e, sempre que necessário, trazer nossos irmãos caídos em nossos ombros, às nossas costas!


quinta-feira, 2 de junho de 2011

MUDA, OU MUDA, OU MUDA OU MUDA!



Reflexão aos que desejam mudanças (nas corporações e nas ONGs).

         As empresas têm procurado excelência administrativa por simples questão de sobrevivência! O empreendimento pautado em processos comprovadamente ineficientes está, em geral, fadado ao fracasso. Nestes tempos não é possível gestores manterem empresas na excelência de suas atividades, cumprindo seu papel no melhor do seu desempenho, sem a atualização dos processos internos e da capacitação do seu pessoal. Gestão mais simplificada, menos burocrática, com regulamentos mais modernos focados na atuação mais participativa, é modelo que trabalha com a lógica da meritocracia empresarial, se desloca do autoritarismo da hierarquia piramidal para a democracia contingencial, delegando autoridade às mais remotas instancias da capilaridade organizacional tendo por base a confiança e a certeza do preparo técnico de todos agentes.
          Só podem enxergar o valor dessa formação os líderes que têm mérito, já que esses lideram a conformação contingencial demonstrando capacitação técnica no cargo através de atitudes construtivas e progressistas que servem de exemplo a ser seguido por todos. A estrutura piramidal tem ficado para a história por ser potencial geradora de embate na estratificação organizacional, entre superiores e subordinados, deturpando e até dificultando o fluxo da informação dentro da estrutura. A esse modelo se apegam pessoas sem conteúdo porque a mediocridade pode sobreviver perfeitamente nessa realidade compartimentalizada, onde dificilmente o todo toma ciência da conjuntura da estrutura, podendo então cada gestor incompetente se esconder em seu departamento, em seu nicho, em sua incompetência. Na administração piramidal, as informações seguem, quando não param nas gavetas, lentamente até atingirem o topo da organização, recheadas de interferências, acrescidas de “cacos” juntados ao longo de cada estação da burocracia. A administração transparente e compartilhada possibilita que a informação seja disponibilizada a todos ao mesmo tempo, em toda estrutura, agilizando a discussão “Just in time” já que nos dias de hoje os maiores bens das empresas é o seu pessoal e o conteúdo da Informação com que lida.
        Os que não se sentem à vontade numa organização com gestão tradicional arcaica, certamente sabem que o principal agente da fossilização dos processos é o dirigente principal, o presidente da instituição, e se desejam mudanças é por lá que as coisas devem começar. Gestores desse modelo têm geralmente comportamento autoritário, não raro extremado, fazendo com que a máquina empresarial funcione na base do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”; trabalham isolados nas suas verdades e fazem de seus desejos a lógica das necessidades da empresa, a despeito das opiniões de todos que, se diferentes da sua, considera oposição, realmente importando para si só o seu próprio ponto de vista.
       Se não estamos contentes com um chefe autoritário extremista desse jeito, especialmente onde eles não são os proprietários e sim escolhidos por meio do voto como em todas as organizações não governamentais em todas suas vertentes (ONGs), sobra-nos quatro caminhos a saber: 1.mudamos nossa postura e aceitamos tudo que vem goela abaixo; 2.ou mudamos a postura de nosso chefe, convencendo-o que é interessante a mudança para um sistema mais participativo com menor intervenção unilateral do dirigente; 3.ou mudamos nosso chefe tirando-o da chefia com base nas injustiças e  nos desvirtuamentos dos objetivos da empresa, por meio dos dispositivos estatutários disponíveis; 4.ou mudamos de chefe indo para outra organização que tenha uma chefia mais liberal e menos compromissada com o próprio umbigo.